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Atentado suicida deixa pelo menos 16 mortos na Somália

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Os ataques ocorreram em locais separados

Um duplo atentado a bomba deixou pelo menos 16 mortos e 20 feridos em Baidoa, na Somália, neste sábado (13). O ataque ocorreu em um restaurante e uma cafeteria, segundo informou a imprensa local.

Os ataques ocorreram em locais separados. O primeiro foi em um restaurante de Baidoa, onde um homem detonou um colete explosivo que estava vestindo e matou sete  pessoas segundo informou a rádio local ‘SBC’.

Logo depois, minutos mais tarde conforme informou a Agência EFE, um outro homem também utilizando um colete de explosivos explodiu a cafeteria Beder, deixando nove mortos e um grande número de feridos.

O grupo jihadista Al Shabab, que aderiu formalmente à rede terrorista Al Qaeda em 2012, reivindicou a autoria dos ataques.

Por Notícias ao Minuto

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Manifestantes protestam contra novas restrições para green card nos EUA

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A medida foi publicada no Diário Oficial americano na última quarta (10) e está em fase de consulta pública

Ativistas e líderes comunitários de Boston, no estado americano de Massachusetts, realizaram um ato nesta segunda (15) contra a nova proposta do governo do presidente Donald Trump de dificultar o acesso de imigrantes ao green card, anunciada no fim de setembro pelo Departamento de Segurança Doméstica do país. 

A medida foi publicada no Diário Oficial americano na última quarta (10) e está em fase de consulta pública. Ela não precisa da aprovação do Congresso para entrar em vigor. Os Estados Unidos já dificultavam o acesso ao status de residente permanente àqueles que tivessem chances de ser dependentes de programas de governo. 

A diferença é que agora o governo vai levar em conta benefícios básicos como o Medicaid (que promove cobertura de saúde para indivíduos de baixa renda), o Snap (programa de assistência de nutrição suplementar) e o Housing Choice Voucher Program (que fornece subsídios para moradia) na hora de dar a permissão. Por causa da chuva, o protesto foi realizado dentro do Faneuil Hall, prédio histórico da cidade que já abrigou em seus mais de 200 anos debates e protestos de abolicionistas, sufragistas e sindicais. 

O objetivo foi estimular os cerca de cem participantes a enviarem comentários críticos à proposta para o governo nessa fase de comentários e alertar as pessoas a não abrirem mão de benefícios antes da hora, já que as novas regras ainda não entraram em vigor. Uma reportagem do jornal Politico, por exemplo, mostrou que, em ao menos 18 estados americanos, imigrantes estavam desistindo de um auxílio do governo voltado para mulheres grávidas e crianças com medo de não conseguir o status de residente permanente.

“A atual administração da Casa Branca está acostumada a assustar as pessoas. Temos que garantir que as pessoas tenham acesso às informações certas”, afirmou o prefeito de Boston, Marty Walsh. Segundo Walsh, cerca de 28% dos moradores da capital do estado são imigrantes. Ele não informou quantos deles seriam impactados pela mudança nas regras. O estado de Massachusetts tem uma das maiores comunidades de brasileiros nos Estados Unidos. Liza Ryan, diretora da Massachusetts Immigrant and Refugee Advocacy Coalition, coalizão do estado que luta pelos direitos de imigrantes e refugiados, disse que a medida é uma tentativa de dividir a população. Com ela, disse, o governo pretende aceitar apenas imigrantes “jovens, ricos e brancos”: “Nós vamos reagir”. 

A brasileira Heloísa Galvão, diretora executiva do Grupo Mulher Brasileira, organização de brasileiras imigrantes, foi uma das organizadoras do ato. “Temos que dar voz àquelas pessoas que não puderam estar aqui”, afirmou. “Se lutarmos, vamos vencer.” O protesto contou ainda com membros da Mass Law Reform Institute, organização que promove justiça social, econômica e racial para os mais pobres, do conselho de cidadãos da cidade e de entidades que lutam pelo acesso universal à saúde. A estimativa do governo é de que mais de 382 mil pessoas sejam afetadas pela medida, que tem em torno de 500 páginas e ainda está sendo destrinchada por advogados. 

Famílias que buscam se regularizar e que têm integrantes inscritos em programas de assistência poderiam ser atingidas. Mesmo pessoas que não usam benefícios, mas que o governo considere que poderiam usar no futuro, poderiam ter o green card negado. Quem já tem o status de residente permanente e os imigrantes ilegais, que não têm direito a boa parte dos benefícios, não devem ser impactados.

Refugiados, imigrantes nas Forças Armadas e famílias que recebam menos de 15% da designação oficial da pobreza seriam exceção à regra.

Por Folhapress.

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Polícia dissolve protesto opositor e prende 26 pessoas na Nicarágua

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Entre os presos estão dirigentes de grupos da sociedade civil e do dissidente Movimento da Renovação Sandinista

polícia da Nicarágua reprimiu neste domingo (14) com bombas de efeito moral, cassetetes e 26 prisões o protesto Unidos pela Liberdade que a oposição tentava fazer em Manágua em repúdio ao ditador Daniel Ortega.

Entre os presos estão dirigentes de grupos da sociedade civil e do dissidente Movimento da Renovação Sandinista. Os manifestantes gritavam palavras de ordem contra o regime e pediam para que os policiais não atirassem.

A ação dos agentes começou com um cerco no estacionamento de um shopping, onde o grupo se concentrava. Os participantes, incluindo mulheres e idosos, foram agredidos e arrastados pela rua até carros da polícia.

Alguns jornalistas também foram agredidos e retidos, mas liberados minutos depois. “Não respeitam ninguém, nem idosos nem crianças. Isso é prova de uma escala superior da repressão”, disse Azhalea Solís, dirigente da Aliança Cívica.

A polícia havia anunciado no sábado (13) que não permitiria protestos sem autorização e que tomaria as medidas necessárias para isso. Centenas de policiais de choque colocados em vários pontos da capital nicaraguense.

Os opositores também queriam tomar o acesso a Masaya, cidade que foi sitiada durante os protestos entre abril e agosto nos quais mais de 300 pessoas morreram. O local, porém, foi palco de uma manifestação pró-regime.

Segundo integrantes do regime, a intenção do ato era celebrar a canonização do monsenhor Óscar Romero. Ortega também comemoraria a ascensão do religioso salvadorenho a santo em um evento fechado na capital.

A festa ocorreu apesar das relações cortadas entre a ditadura e a Igreja Católica, que Ortega chamou de golpista. O cisma se aprofundou depois que milicianos aliados de Ortega atacaram bispos e igrejas em busca de manifestantes opositores.

“Não vamos pedir licença para protestar. Vimos que é a própria polícia e os paramilitares que fazem o vandalismo para culpar manifestantes”, disse Violeta Granera, dirigente da Frente Ampla para a Democracia.”

Que triste e indignante que haja outros atos de repressão contra a população que se manifesta pacificamente. A repressão não é a solução! Chega de prisões arbitrárias!”, disse o bispo auxiliar de Manágua, Silvio Báez.

Por Folhapress.

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Brasileiros que vivem na Flórida têm casas danificadas por furacão

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Fenômeno foi o mais violento a atingir a região em 80 anos

Brasileiros que vivem em Panamá City, na Flórida, uma das cidades mais devastadas pelo furacão Michael, que tocou o solo na categoria quatro (em uma escala de cinco) na última quarta (10), tiveram as suas casas danificadas e agora buscam voltar à rotina em meio à falta de energia e de água.

A administradora de imóveis Luciene Shefsield, 42, fugiu da cidade na última terça com um grupo de sete brasileiros e cinco americanos rumo a Pensacola, a cerca de 225 km. Foi a contragosto, porque a família insistia e queria “evitar estresse”.

“Sempre tem aviso de furacão na Flórida, mas geralmente não acontece nada grave”, conta ela, que vive há quatro anos no estado. “Eu não acreditava que a catástrofe fosse ser tão grande.”

Quando as emissoras de televisão começaram a mostrar a destruição causada pelo Michael, Shefsield começou a se preocupar. Pediu para uma amiga, que havia ficado na cidade, checar como estava a sua casa. Descobriu que uma árvore havia desabado em cima do seu telhado. “Tive sorte de a casa ter aguentado o impacto”, afirma.

Os apartamentos da imobiliária em que trabalha, por outro lado, foram destruídos. Paredes e telhados foram abaixo. Como os telefones ficaram sem sinal, não conseguiu falar com todos os inquilinos para checar se estavam bem.

Planejava voltar nesta sexta (12) para casa. “A cidade está sem luz e água potável. Sei que o melhor a se fazer é ficar longe, mas quero muito saber o que aconteceu com minhas coisas”, conta.

Também está preocupada porque soube que algumas pessoas invadiram casas em busca de comida: “Mas eu entendo a situação. Entendo o desespero de quem ficou.”

Thadeo Pedrosa, 44, também administrador de condomínios, que vive a um quarteirão da praia de Panamá City, teve um pouco mais de sorte. As árvores que caíram com a força dos ventos não atingiram a sua casa. “Deus botou a mão sobre ela”, afirma. Mas o jardim e a cerca de sua propriedade foram danificados.

Segundo ele, um amigo que estava no Brasil durante a passagem furacão teve a casa “quase que partida ao meio” por uma árvore.

Pedrosa saiu do lugar com a esposa, o filho de dois anos e a sogra na segunda, apesar do ceticismo em relação ao potencial destrutivo do furacão. Como todos os hotéis de cidades próximas estavam lotados, tiveram que se refugiar em Biloxi, no Mississippi, a mais de 400 km.

O retorno da família está marcado para esta sexta. Voltam com gasolina, comida enlatada, kits de primeiros socorros e água –para eles mesmos e para “quem estiver precisando”. Em casa, contam ainda com centenas de garrafas de água estocadas.

“Estou mais aliviado. Bebi uma cervejinha e relaxei um pouco”, conta. “Mas, até quarta estava uma pilha de nervos.”

Um dos motivos para a aflição foi o fato de não ter conseguido falar com a sua mãe, de 64 anos, que também mora na cidade. Ela e o marido preferiram não sair de lá. “Ela dizia que o ‘monstro’ estava chegando e, de repente, se desconectou”, diz. “Depois, um amigo me mandou um vídeo dela e vi que estava bem.”

O furacão Michael foi o mais violento a atingir a Flórida em 80 anos. Também deixou um rastro de destruição na Geórgia. Rebaixado para tempestade tropical, atingiu as Carolinas do Norte e do Sul e seguiu para Virgínia. Ao menos 11 pessoas já morreram em decorrência do fenômeno.

Por Folhapress.

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