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Caciques do centrão são alvo de ao menos 13 inquéritos

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FOTO ANDRÉ DUSEK/ESTADÃO

 

Citados por delatores, líderes de PP, PR, PRB, DEM e SD fecharam com Alckmin.

Para triplicar seu tempo de TV na campanha, o presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB) fechou acordo com líderes partidários que têm uma ficha de ao menos 13 inquéritos criminais por suposto envolvimento em corrupção, lavagem de dinheiro e outros crimes contra a administração pública.

Os representantes do centrão que assumiram a dianteira das negociações com o tucano são investigados na Lava Jato, a maioria por por recebimento de propinas da Odebrecht. Os casos motivaram rumorosas operações da Polícia Federal e tramitam no Supremo Tribunal Federal. 

Presidente do PP, o senador Ciro Nogueira (PI) foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República como integrante do chamado quadrilhão de seu partido. Conforme a acusação, ele e outros congressistas recebiam subornos em vários órgãos, entre eles a Petrobras.

O PP tem o maior número de parlamentares citados no petrolão. Tanto que, no capítulo de sua delação sobre os implicados no esquema, o doleiro Alberto Yousseff disse que, no partido, “só sobram dois”. 

Em outros três processos, Nogueira é apontado como beneficiário de até R$ 5,2 milhões em pagamentos de Odebrecht, Queiroz Galvão e UTC. Neste último caso, foi denunciado por, supostamente, obter R$ 2 milhões para favorecer a empreiteira em obras. 

Nogueira também sofreu medidas de busca e apreensão da PF em abril e, em junho, foi denunciado por tentar obstruir investigações. É acusado de ameaçar um ex-assessor que diz ter testemunhado seus crimes. O Supremo ainda não decidiu sobre a eventual abertura de ações penais contra o senador. 

A PGR também pediu apuração sobre pagamento de propina a Nogueira pela JBS.

Presidente do Solidariedade, o deputado Paulo Pereira da Silva (SP), o Paulinho da Força Sindical, também ajudou no acerto com Alckmin. 

No Supremo, ele enfrenta duas investigações sobre fraude e corrupção para liberar cartas sindicais no Ministério do Trabalho. A mais recente veio à tona em maio, com a Operação Registro Espúrio. Paulinho e outros políticos estão proibidos de frequentar a pasta.

Quatro delatores da Odebrecht citaram repasses de caixa dois para o deputado, o que motivou mais dois inquéritos. Nas planilhas de propina do grupo, ele era identificado como Força ou Forte.

Num dos casos sob investigação, o deputado teria recebido R$ 1 milhão em 2014 em troca do “apoio político” dado à empreiteira numa greve. 

Outro inquérito, referente às eleições de 2010, apura recebimento de R$ 200 mil. O dinheiro, segundo os executivos, foi dado ao congressista para que ajudasse na solução de problemas em obras. 

Forte fiador da aliança com o PSDB, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (RJ), desistiu de sua candidatura ao Planalto por Alckmin e foi um dos que viajaram a São Paulo para celebrar a aliança com o tucano.

Associado ao codinome Botafogo nas planilhas da Odebrecht, ele é alvo de dois inquéritos. Um apura se recebeu R$ 100 mil pela aprovação de medidas provisórias de interesse do grupo. Outro investiga pagamentos de caixa dois a ele e ao pai, o ex-prefeito do Rio César Maia, em 2008 e 2010. 

O presidente nacional do PR, Valdemar Costa Neto, desembarcou da candidatura Bolsonaro para aderir a Alckmin. Condenado e preso no esquema do mensalão, voltou a figurar no noticiário policial em 2016, também por causa da delação da Odebrecht. 

Dois executivos o acusaram de receber propinas nas obras da Ferrovia Norte-Sul. Seu grupo político teria ficado com 4% do valor do contrato da empreiteira com a Valec. 

Chefe do PRB, o ex-ministro Marcos Pereira da Silva é investigado por, supostamente, receber R$ 7 milhões para que o partido aderisse à chapa de Dilma Rousseff em 2014. O episódio foi relatado por ex-dirigentes da Odebrecht.

O empresário Joesley Batista, dono da JBS, disse em delação ter negociado repasse de outros R$ 6 milhões ao ex-ministro, em troca da promessa de facilidades na Caixa.

OUTRO LADO

O advogado de Ciro Nogueira, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, disse que havia uma tendência do ex-procurador-geral Rodrigo Janot de “criminalizar a política”. Ele explicou que, no caso sobre recursos da UTC, por exemplo, faltavam elementos até para abrir o inquérito. 

“O Ciro, como presidente do PP, reconhece que fazia os pedidos para doação em nome do partido. A partir daí, o Janot fez ilações irresponsáveis, absolutamente prematuras e sem outro indício que o comprometesse”, criticou Kakay.

A assessoria de Paulinho da Força não retornou a contatos da Folha

Maia disse que prestou os esclarecimentos solicitados e que espera ver tudo resolvido com brevidade. 

Costa Neto informou, também por escrito, que não comenta trabalho de investigação ou conteúdos que serão examinados pelo Judiciário. Marcos Pereira não atendeu telefonemas da reportagem. (Do Blog do Magno)

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Mais um: Lula vira réu na Justiça de SP por lavagem de dinheiro

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A 2ª Vara Federal de São Paulo aceitou, hoje, denúncia em que o Ministério Público Federal (MPF) acusa o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva do crime de lavagem de dinheiro no suposto recebimento de 1 milhão de reais em uma doação do grupo ARG ao Instituto Lula. Segundo os procuradores, o valor foi repassado à instituição após o petista influenciar nas decisões do presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang, que favoreceram a empresa no país africano. Com a decisão, Lula se torna réu e será julgado.

Ao aceitar denúncia do MPF, o magistrado não faz juízo sobre o mérito da acusação e observa apenas se os procuradores reuniram indícios suficientes para que os acusados sejam levados a julgamento.

Também responderá à ação penal o empresário Rodolfo Giannetti Geo, controlador do grupo ARG, pelos crimes de tráfico de influência em transação comercial internacional e lavagem de dinheiro. Lula também seria acusado de tráfico de influência, mas como os supostos crimes ocorreram entre setembro de 2011 e junho de 2012 e o petista tem mais de 70 anos, o delito prescreveu em relação a ele.

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Serra Talhada: Decoração natalina chama atenção

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A cidade de Serra Talhada localizada no sertão do Pajeú está contagiada pelo espírito de Natal. Decorações natalinas foram instaladas pela prefeitura na Praça Barão do Pajeú, onde fica a Igreja Matriz, e na Concha Acústica (marco zero da cidade). A paramentação tem atraído os olhares dos serra-talhadenses e visitantes que circulam pelas áreas. Muitos não perdem a oportunidade de imortalizar o momento através de fotos, sozinhos ou acompanhados de pessoas queridas.

O prefeito Luciano Duque parabenizou o trabalho de sua equipe. “Muito bonita a ornamentação natalina da praça Barão do Pajeú, da Matriz de Nossa Senhora da Penha, e da Concha Acústica. Parabéns a equipe que realizou esse extraordinário trabalho. Parabéns à primeira dama Karina Rodrigues que coordenou mais uma vez todos os preparativos para que tivéssemos um Natal de Amor em Serra Talhada”, comentou. 

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Vereador Natinho do Sindicato participa do 4º congresso da FETRAF-PE

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O vereador mirandibense Natinho do Sindicato participou está participando do 4º° congresso da Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar (FETRAF-PE.),que está sendo realizado nesta quinta e sexta feira (13 e 14 Dez 18) na Cidade de  Caruaru, agreste pernambucano.

O congresso também servi para realizar a eleição da nova mesa diretora que irá conduzir os trabalhos da Federação pelos próximos 4 anos. Na ocasião o vereador Natinho que também é presidente do sindicato dos agricultores na agricultura familiar em Mirandiba, foi eleito coordenador estadual do Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR).

Em conversa com o Blog do Silva Lima, o vereador e sindicalista, disse que “fiquei muito feliz de ser escolhido e com certeza irei conduzir as atividades de forma maciça e transparente na luta por dias melhores para os trabalhadores”.

O evento contou com a presença do deputado federal eleito Túlio Gadelha e de diversas autoridades da área da agricultura no estado pernambucano.

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