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Cinema: Independence Day – O Ressugimento

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Vinte anos se passaram e, finalmente, chegou a hora de voltar aos Estados Unidos e ver alguns pontos turísticos serem dizimados por uma nave gigante alienígena enquanto presidentes, cientistas e soldados tentam descobrir como destruí-la. Apesar do roteiro um pouco capenga, as cenas de destruição são um verdadeiro espetáculo à parte, acredito que são os melhores efeitos especiais já realizados no cinema.

O filme é mais ou menos o que qualquer um espera de um Roland Emmerich (que também dirigiu “Godzilla”, “O Dia Depois de Amanhã” e “2012”, além do primeiro “Independence Day”): destruição em massa, engarrafamentos épicos, algumas piadinhas para quebrar o gelo e um sacrifício heroico no final. Do longa original, faltou apenas Will Smith – ocupado demais com “Esquadrão Suicida” para participar da sequência.

O filme se passa duas décadas após o anterior e, nesse tempo, a humanidade se uniu para explorar a tecnologia alienígena e evoluir seu arsenal, preparando-se para um novo encontro. Logo no início, reencontramos Patricia Whitmore (Maika Monroe, de “Corrente do Mal”) e seu pai, o ex-presidente Whitmore (Bill Pullman), agora apoiado numa bengala e sofrendo com ataques de ansiedade.

Dois erros de continuidade se revelam aí: apesar da Casa Branca ter sido destruída e, aparentemente, reconstruída, Patricia fala dela como se fosse o mesmo lugar onde passou sua infância. Já o ex-presidente abandona a bengala após algum tempo e se descobre forte, saudável e sem nenhum problema de mobilidade. Estes são apenas alguns dos escorregões da produção, que também traz um David Levinson (Jeff Goldblum) mais caricato e sem a inclinação ambientalista do primeiro filme e um Dr. Okun (Brent Spiner) absolutamente vivo, após ter sido morto (com direito à checagem de pulso) no episódio anterior.

O longa trata de renovar o elenco com alguns rostos conhecidos: além de Maika, Liam Hemsworth (“Jogos Vorazes”) interpreta o piloto Jake Morrison, Jessie T. Usher é o filho do personagem de Will Smith, Dylan Hiller, e Charlotte Gainsbourg vive uma psicóloga que investiga os símbolos alienígenas. Judd Hirsch retorna ao papel de Julius Levinson, pai de David, liderando do núcleo mais cômico.

Quem espera pelos efeitos visuais grandiosos não vai se decepcionar – há tantas explosões, tiros e tremores que Michael Bay ficará com inveja – mas o impacto, apesar de tudo, não é o mesmo de vinte anos atrás. Em parte porque já ficamos acostumados com o cinema-catástrofe e, em parte, por que, na época, “Independence Day” demorou a revelar a nave e suas intenções, fazendo dessa expectativa uma grande tensão. Não é o caso aqui: quando menos percebemos, a nave-mãe já destruiu metade de Londres e está aterrissando no quintal da Casa Branca – literalmente.

Apesar de Goldblum e Pullman segurarem as pontas, o filme sofre com personagens mal aproveitados ou, simplesmente, pouco carismáticos (como é o caso de Hemsworth, que faz as vezes de herói). Hiller promete ter um papel importante (afinal, ele tem um histórico…), mas isso não acontece. Sua relação com Morrison é a de rivalidade que se transforma em amizade, mas os dois nunca chegam a desenvolver uma química em cena. Já Patricia, que também é piloto, tem sua chance de brilhar e fazer algo marcante, mas é logo impedida e precisa se contentar com alguns poucos segundos de voo, seguidos de um resgate heroico do namorado.

“Independence Day 2” é feito para quem procura um filme de grandes proporções e, em algumas cenas específicas, ecoa outros épicos como “Star Wars”, “Armageddon” e o próprio precursor. Vinte anos atrás, porém, “Independence Day” teve um orçamento de US$ 75 mi e arrecadou mais de US$ 800 mi mundialmente, crescendo para se tornar um clássico. Com um orçamento estimado em US$ 200 mi e um hype que se recusa a crescer, será difícil para a sequência repetir o feito.

Recomendo por se tratar de um excelente entretenimento as platéias.

Nota 9.

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Por Antonio Felipe

Colunista de Cinema do Blog do Silva Lima

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Brasil

Há setores que pagam muito pouco imposto no Brasil, diz Guardia

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Há setores que pagam muito pouco imposto no Brasil, diz Guardia

Certos setores da economia pagam pouco imposto, e deveriam ter seus tributos elevados para permitir a redução, por exemplo, do Imposto de Renda para empresas, que é alto no Brasil em relação a outros países. 

A afirmação foi feita pelo ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, durante entrevista nesta terça-feira (11) à rádio CBN, ao comentar um estudo enviado pela pasta com sugestões à próxima equipe econômica.  Esse documento será divulgado na íntegra nesta tarde. 

“Há alguns setores que estão pagando muito pouco imposto hoje, e deveriam voltar a pagar. Tem que fazer uma avaliação de custo benefício para haver uma distribuição mais igualitária”, disse. 

Na entrevista, como exemplo, o ministro citou a necessidade do fim da isenção do IR sobre aplicações em letras de crédito. 

“Temos benefícios tributários que não concordamos, como a isenção de IR sobre LCI e LCA [Letra de Crédito Imobiliário e Letra de Crédito do Agronegócio]. É uma aplicação financeira e apenas determinados segmentos da população têm acesso. Não significa aumentar imposto de quem está nos ouvindo”, defendeu Guardia. “É simplesmente um tratamento tributário uniforme”.

Guardia ainda criticou o alto volume de subsídios tributários do Brasil, que muitas vezes acabam beneficiando poucos setores.

“Precisamos simplificar a carga tributária, mas para fazer esse trabalho não podemos desconsiderar que há setores que pagam menos impostos. Então, uma distribuição mais igual da carga deveria ser um objetivo de política pública de futuro para o Brasil, com maior competitividade para a economia brasileira.”

A atual equipe econômica defende uma reforma tributária que reduza o Imposto de Renda para empresas no Brasil, já que países da Europa e os Estados Unidos reduziram a sua tributação para pessoa jurídica.

Isso torna o país menos competitivo e atrativo para investimentos estrangeiros. “A tributação de pessoa jurídica no Brasil é maior do que no resto do mundo”, lembrou Guardia.

Independentemente da questão tributária, o ministro reafirmou que o principal foco do ajuste fiscal deve ser o controle de gastos, e que a carga tributária como um todo deve ser melhor distribuída, e não maior.   “Sempre defendemos que o ajuste fiscal que o Brasil precisa fazer é através de corte de despesas, já que a carga tributária brasileira é alta quando comparada com outros países”, disse.

Por Folhapress.  

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MP de Goiás: 206 mulheres vítimas de João de Deus

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Elas são moradoras de dez estados diferentes; duas são do exterior.

A força-tarefa do Ministério Público de Goiás realizou, até as 17 horas desta terça-feira, 206 atendimentos a mulheres que se apresentam como vítimas de João de Deus. Duas delas residem no exterior — uma nos Estados Unidos e outra na Suíça. O MP ainda não definiu como serão coletados os depoimentos das vítimas que residem no exterior.

A maioria das possíveis vítimas fizeram contato por meio do canal criado exclusivamente para essa finalidade, o e-mail denuncias@mpgo.mp.br . Elas se identificaram como sendo de Goiás, Distrito Federal, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul. 

Todas mulheres que entram em contato com a força-tarefa estão sendo orientadas a procurarem o Ministério Público de seu estado, que ficará responsável pela coleta de depoimentos. Em seguida, essas provas serão enviadas para força-tarefa do MPGO, que conta com cinco promotores de Justiça e duas psicólogas.

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Em São Paulo, Sindicatos de Trabalhadores e Centrais Sindicais realizaram manifestação contra o fim do Ministério do Trabalho

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Sindicatos de Trabalhadores e Centrais Sindicais realizaram na manhã desta terça-feira (11) uma manifestação contra o fim do Ministério do Trabalho anunciado pelo presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). Até o representante do ministério participou da manifestação.

O superintendente regional do MT, Marco Antonio Melchior, subiu ao carro de som durante o ato para falar em defesa da instituição.

A manifestação foi em frente da Superintendência Regional do Ministério do Trabalho, na região central de São Paulo.

O ato terminou com um “patrão” simbolicamente transportado em uma rede por escravos; como era do período colonial. Foi uma forma de denunciar favorecimento aos empresários pelo futuro presidente.

Segundo a equipe de transição, o Ministério do Trabalho terá suas funções divididas entre outras pastas.

“Se você extingue, não tem mais o espaço de diálogo”, afirmou o secretário-geral da CUT, Sérgio Nobre.

“O que se avizinha para o próximo período é mais retirada de direito”, acrescentou, lamentando declaração do presidente eleito, Jair Bolsonaro, de que é preciso optar entre emprego ou direito. “Trabalho sem direito é escravidão.”

Segundo ele, o MT ganha visibilidade com suas ações pelo interior, mas o trabalho escravo não se limita a essas áreas. “Tem em São Paulo, tem aqui do lado.”

O superintendente regional do Trabalho em São Paulo disse que até agora não chegou nenhuma informação sobre o fim do ministério.

“Sabemos o que todos sabem”, comentou Melchior, que é auditor fiscal há 22 anos e enfatizou que sua indicação para a Superintendência foi técnica, conforme preocupação do atual ministro, Caio Vieira de Mello.

“Temos inúmeras funções importantes, que não podem deixar de existir”, disse o superintendente, citando serviços como atendimento ao trabalhador e ao imigrante, atividades de economia solidária e fiscalização. (Por Esmael Morais)

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