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Cinema: Mais Forte que o Mundo – A história de José Aldo

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“Para ser um vencedor você precisa primeiro vencer a si mesmo”.

Essa é a frase chave da conturbada e massacrante vida de José Aldo Júnior vivido por José Loreto numa deslumbrante performance no mais novo filme do cinema nacional que cada vez mais se aproxima da excelência do cinema mundial. 

A história do menino pobre, que acompanhou na infância os abusos que sua mãe sofrera nas mãos do seu pai alcoólatra, da pobreza irascível, do vandalismo na adolescência e o descrédito por partes de todos a sua volta até sua ascensão ao status de campeão invicto por mais de dez anos nos ringues do UFC. O filme nos remete a um jovem que teve que aprender a lidar com toda a sua raiva acumulada em todos os anos em que fora um espectador passivo diante de todos os abusos e os nãos ouvidos. Diante dos problemas psicológicos do Zé Aldo que o filme mostra com muita veemência e sem qualquer pudor, sua luta, sua dor e sua garra para vencer e nunca desistir dos seus ideais.

Filmar uma cinebiografia é assunto delicado. Principalmente no Brasil, onde muitos biografados não entendem que sua vida até pode render uma obra de ficção, mas a realidade precisa ser adaptada e dramatizada em uma narrativa cinematográfica. O óbvio: filme precisa ser filme. Com seu terceiro longa, este Mais Forte Que o Mundo, o diretor Afonso Poyart acerta no equilíbrio. Ele não só leva a trajetória do lutador José Aldo ao cinema com distinção, criando uma história dinâmica e envolvente em torno de sua vida, como a executa com uma assinatura visual que eleva o padrão do gênero no Brasil.

Vou além: o que precisa ir para um novo patamar é a qualidade do cinema brasileiro em geral. Mais Forte Que o Mundo aponta o caminho, contando uma história simples de maneira inteligente, utilizando as ferramentas que o cinema disponibiliza há mais de um século. A escolha em biografar José Aldo pode parecer uma decisão corporativa – MMA, afinal, é paixão de brasileiros desde que atletas canarinho passaram a ter destaque no ringue octogonal. Apesar de filmes sobre esportes seguirem uma espécie de fórmula (se você assistiu a Rocky, Um Lutador, certamente vai encontrar uma dúzia de paralelos), Poyart narra a história como um filme de ação em que o protagonista precisa enfrentar um inimigo aparentemente invencível para triunfar: ele mesmo.

O mérito de ancorar a história recai sobre o ator José Loreto, que abraça o papel de Aldo como uma mola de músculos e dor em constante tensão. Nascido em Manaus, ele descarrega a frustração de lidar com um pai violento (Jackson Antunes) e uma mãe submissa (Claudia Ohana) treinando jiu jitsu. Tudo em sua vida é um revés, do relacionamento fragmentado com Luiza (Paloma Bernardi) ao conflito com Fernandinho (Romulo Neto), playboy que representa tudo que Aldo odeia – e que se torna o que mais se aproxima de um vilão, embora exista mais nessa relação do que sugere a superfície. O filme logo salta para a mudança do lutador para o Rio de Janeiro, onde aos poucos ele canaliza sua fúria no ringue, uma trilha que o leva a ser campeão no UFC.

CENA DE DESTAQUE:

Dentre as várias cenas de luta regadas a tecnologia em slowmotion, a captura de imagens em lenta execução e que permite ao telespectador apreciar em detalhes cada movimento. Temos a derradeira cena de combate pelo cinturão de campeão mundial em que ao vermos pensamos “agora é o fim dele”, a medida em que o Aldo vai se despedaçando as imagens da infância, da adolescência, a onipresença do pai com ele no ringue. A maneira como essa fera reage impressiona e ao mesmo tempo nos dá um choque de realidade, nos ensina a nunca desistir de lutar pelos nossos sonhos e principalmente a nunca desistirmos de nós mesmos.

Ponto positivo pra trilha sonora em especial pro carro chefe, uma nova versão do clássico do Tears for Fears, Everybody wants To rule. Ficou perfeita na leitura desse filme. Sim porque a trilha sonora deve sempre estar em sintonia com a história que o longa metragem conta e aqui sua colocação coube como uma luva.

Finalmente venho através dessa recomendar a todos esse filme por diversas razões e motivos. Não deixem de conferir e lembrem-se ” a maior batalha que iremos travar será sempre contra nós mesmos”.

Nota 9.

Por Antonio Felipe

Colunista de Cinema do Blog do Silva Lima

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Brasil

Venezuelanos ganham novos locais de atendimento em Roraima

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Cadastro ajuda imigrantes a conseguir emprego

Mais duas salas do Ministério do Trabalho foram inauguradas neste mês em Roraima para atender os venezuelanos que chegam ao Brasil. Nesses locais, eles podem realizar o registro de trabalho, emitir a carteira, buscar uma nova oportunidade de emprego por meio do Sine e se reinserir no mercado de trabalho.  

Uma das prioridades é cadastrar os venezuelanos no Portal Emprega Brasil. Com o cadastro no programa, os venezuelanos terão acesso a políticas e ações de emprego para ajudá-los na busca ou preservação do trabalho decente, com qualidade e garantias trabalhistas e previdenciárias.  

Além das salas, o Ministério do Trabalho possui também cinco unidades de atendimento para emissão de carteira de trabalho para os venezuelanos: duas em Boa Vista; e três agências de atendimento nas cidades de Caracaraí, Rorainópolis e São Luiz.  

Ainda em Boa Vista, há também uma unidade do Sine gerida pelo governo estadual por meio de convênio com a Secretaria de Políticas Públicas de Emprego (SPPE), do Ministério do Trabalho.  Com informações do Portal Brasil.

Por Notícias ao Minuto

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Brasil

Ex-desabrigada escapa por 10 metros, e casa vira refúgio em Niterói

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A casa se tornou o centro de apoio dos funcionários dos órgãos estaduais e municipais que trabalham na tragédia

Ela perdeu a casa ainda adolescente, em 1988, quando uma pedra abriu um buraco no lugar onde morava no alto de uma favela na Tijuca, zona norte do Rio. Há cerca de três anos, a técnica em enfermagem perdeu a segunda moradia. Desta vez, ela foi indenizada em uma comunidade de Niterói por ter sua casa no caminho de um novo túnel na cidade vizinha ao Rio.

Na madrugada de sábado (10), Dilma Ferreira, 46, acordou com um estrondo de “dezenas de transformadores explodindo ao mesmo tempo”. Ao abrir a janela, ela só via escuridão e a poeira que levantava após uma imensa pedra rolar e esmagar oito casas modestas no Morro da Boa Esperança, em Pendotiba, na região oceânica do município.

Dilma abriu a porta e correu para a espremida rua Carlos Chagas, a principal da comunidade. A montanha de escombros parou a menos de dez metros da sua casa, comprada há sete meses com o dinheiro da indenização da residência condenada por estar na área das explosões que abriria o túnel.

“Foi uma coisa horrível. Só ouvia as pessoas que estavam de baixo da terra gritando e pedindo ajuda”, lembra a técnica de enfermagem sentada em frente ao portão da garagem da sua casa no início da tarde desta segunda (12). Até agora, 15 pessoas já foram encontradas mortas e 11 resgatadas com vida.

Desde então, a casa de Dilma se tornou o centro de apoio dos funcionários dos órgãos estaduais e municipais que trabalham na tragédia.

“Sei o que é passar por isso. Por isso, a porta está aberta desde sábado. Os primeiros feridos foram atendidos aqui. Deixei o pessoal do resgate dormir no sofá, na minha cama”, conta a mulher, que divide com outros seis familiares (marido, filhos e netos) a casa.

Desde que a pedra rolou do alto do morro, ela disse que só dormiu três horas e mandou seus filhos e netos para ficar com parentes na intenção de ter mais espaço para receber doações e o pessoal que trabalha nos escombros.

“Não consegui fechar os olhos direito. Só dormi três horas nesta noite. A imagem da mulher resgatada com o neto nos braços não sai da minha cabeça”, disse Dilma, referindo-se a Maria Madalena Linhares, 54, e Kaíke da Silva Resende, um ano e dez meses.

Os dois morreram no desabamento e foram enterrados no domingo (11).

Na tarde desta segunda, um furgão da prefeitura parou na frente da casa dela para descarregar dezenas de “kits higiene e alimentação” para as 22 famílias desabrigadas.

Nesta segunda, mais quatro corpos seriam sepultados, sendo duas crianças, os irmãos Nicole, dez meses, e Arthur Carvalho, que comemorou três anos horas antes da tragédia.

ÁREA DE RISCO

No enterro, moradores reclamaram da negligência da prefeitura. “Sempre foi área de risco. Já me mudei de lá há 15 anos e todos tínhamos medo da pedra rolar e acabar conosco. Foi descaso mesmo”, disse a vendedora Maria José da Silva, no enterro de Marta Pereira Romero, 61.

A tragédia do Morro da Boa Esperança não foi a primeira em Niterói. Em 2010, 267 pessoas morreram no desabamento do Morro do Bumba.

Tarsia dos Santos, 21, não sabia como sua família “escapou” da tragédia. Ela morava ao lado da pedra que rolou.

“Eu não escutei nada. Só lembro de ser acordada por vizinhos e pelo pessoal do resgate. Elas entraram na minha casa e me abraçavam. Mas não entendia direito que tinha acontecido”, lembra a desempregada, que estava na casa com a mãe, dois filhos e uma criança de três anos.

“Só tive a dimensão da gravidade quando abrimos a porta e vimos que não existia mais nada. Só víamos uma buraco profundo. Minhas pernas tremeram tanto, que não consegui andar mais naquela manhã”, acrescentou.

Na tarde de segunda, ela ainda não tinha conseguido voltar para sua casa e recebia roupas doadas no pé do morro.

“Estamos aqui fazendo uma corrente de solidariedade. Quando perdi minha casa em 1988, minha família se desestruturou. Tivemos que nos separar e só voltamos a dividir o mesmo teto em 2001. Por isso, vou ajudar aqui o máximo que posso”, disse Dilma, enquanto abria espaço para um caminhão com os escombros de sábado deixar a comunidade.

Por Folhapress.

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Ministro do STJ manda soltar Joesley Batista e delatores da J&F

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Nefi Cordeiro entendeu que os fatos investigados na Operação Capitu são antigos e que a falta de colaboração não é motivo para prisão

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ ) Nefi Cordeiro concedeu liberdade ao empresário Joesley Batista na tarde desta segunda-feira. Alvo de prisão temporária na última sexta-feira na Operação Capitu , da Polícia Federal , sob suspeitas de omissão de informações em sua delação premiada, Joesley obteve a soltura sob o entendimento do ministro Nefi Cordeiro de que os fatos sob investigação são antigos e que a omissão não é motivo suficiente para a prisão, apesar de ser argumento para a suspensão do acordo de delação.

O advogado de Joesley, André Callegari, pediu a extensão do habeas corpus concedido inicialmente ao ex-ministro da Agricultura Neri Geller. O ministro do STJ entendeu que a situação era semelhante e aplicou a mesma decisão para o empresário, dono do grupo J&F.

“Se tendo entendido na decisão paradigma que não seriam contemporâneos os riscos arguidos e não sendo admissível prender por falta de colaboração do acusado, também em face dos requerentes incide igual ilegalidade da prisão”, afirmou o ministro em seu despacho.

Também obtiveram a extensão do habeas corpus os outros delatores da J&F que foram alvos da prisão: Ricardo Saud, Demilton Antonio de Castro e Florisvaldo Caetano de Oliveira.

No domingo, o ministro mandou soltar Rodrigo Figueiredo, ex-secretário de Defesa Agropecuária. Do O Globo.com

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