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Cultura

Falta de recursos dificulta uso da internet na cultura, diz pesquisa

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Informação foi revelada pela pesquisa TIC Cultura 2016, divulgada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil

Ouso das tecnologias da informação e comunicação (TIC) ainda é subaproveitado pelos equipamentos culturais brasileiros, tais como instituições culturais, bibliotecas, cinemas, museus, teatros e pontos de cultura.

A informação foi revelada pela pesquisa TIC Cultura 2016, divulgada nesta quarta (17) pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CHI.br), por meio do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) e do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br).

A maior dificuldade para o uso da internet e do computador nesses locais, apontou a pesquisa, é a escassez de recursos financeiros, além do uso de dispositivos ultrapassados e a baixa velocidade de conexão.

“Esses aspectos revelam que ainda persistem desafios econômicos, de infraestrutura e de capacitação para apropriação das tecnologias pelos equipamentos culturais brasileiros”, disse Alexandre Barbosa, gerente do Cetic.br.

O estudo mostrou ainda que o uso das plataformas on-line (websites e redes sociais) pelos equipamentos culturais brasileiros está mais voltado à divulgação de notícias e atividades das instituições do que para a difusão de conteúdos culturais.

“Os equipamentos culturais são um importante local de efetivação do acesso à cultura, tanto pela oferta de atividades de formação e programação cultural, quanto pela preservação e difusão de acervos. Entretanto, o uso das TIC por parte destas instituições ainda é incipiente para o pleno aproveitamento deste potencial” disse Barbosa.

“As tecnologias digitais poderiam ser utilizadas não apenas para divulgar as atividades das instituições, mas também para ampliar os públicos da cultura por meio da realização de transmissões ao vivo, atividades de formação à distância e disponibilização de acervos na internet”, completou.

Segundo a pesquisa, o uso do computador é praticamente total entre os arquivos (99% desses equipamentos utilizam computadores) e cinemas (98%), mas ainda poderia ser expandido nos bens tombados (69%), bibliotecas (78%) e museus (81%). Já o uso da internet, apesar de muito semelhante com relação ao uso do computador, apresenta muitas desigualdades regionais.

Enquanto 81% das bibliotecas da Região Sudeste utilizaram a internet, o percentual chegou a apenas 49% nas bibliotecas da Região Norte. Quanto ao wi-fi, a disponibilização para o público não atinge 50% das instituições em nenhum dos equipamentos culturais analisados.

Websites próprios são mais comuns entre os cinemas (73% deles têm websites), enquanto apenas 9% das bibliotecas têm um site próprio. Mas é grande a presença dos equipamentos culturais nas redes sociais como Facebook, Instagram e Twitter: 94% dos cinemas estão nas redes sociais seguidas por 77% dos pontos de cultura, 62% dos teatros, 49% dos museus, 48% dos bens tombados e 35% das bibliotecas.

“Tais plataformas on-line são utilizadas, em especial, para divulgação de atividades, programação cultural e notícias, sendo pouco aproveitado seu potencial para transmissão de vídeos ao vivo (streaming), visitas virtuais ou disponibilização de catálogos de acervos – que poderiam se constituir em importantes ferramentas para ampliação do acesso à cultura, principalmente em regiões onde há menor disponibilidade de equipamentos culturais”, disse Barbosa.

A maior parte dos equipamentos havia digitalizado menos da metade dos itens de seus acervos e a principal dificuldade para que isso seja feito é a falta de financiamento, seguida da falta de equipe qualificada. Mesmo entre aqueles que possuem acervo digitalizado, a maior parte o disponibiliza para o público na própria instituição e não na internet.

A pesquisa demonstrou ainda que a maior parte dos pontos de cultura do país utilizam software por licença livre (51%), enquanto os cinemas, em geral, utilizam software por licença de uso (68%).

A pesquisa foi realizada entre novembro de 2016 e abril de 2017 e foram entrevistados 2.389 equipamentos culturais.

Por Agência Brasil.

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Cultura

Fãs criam petição para a volta de ‘Demolidor’

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A petição já conta com mais de 120 mil assinaturas

Fãs da série original da Netflix “Demolidor” se uniram e criaram uma petição online para que uma quarta temporada da história seja feita. A Netflix cancelou a produção de novos episódios. A petição já conta com mais de 120 mil assinaturas. Fãs desejam que, caso a Netflix não produza novos episódios, que o serviço da Disney, programado para chegar aos Estados Unidos no segundo semestre, assuma os trabalhos.

Em campanha de nome Save Daredevil (Salvem o Demolidor), fãs do herói da Marvel, interpretado por Charlie Cox, pedem que o elenco original retorne às gravações e que haja uma continuidade para a trama. A terceira temporada estreou em novembro do ano passado pelo streaming. Assim como “Demolidor”, “Punho de Ferro” e “Luke Cage” também tiveram suas temporadas canceladas. Já “O Justiceiro” ganha uma nova leva de episódios no serviço.

Apesar da notícia, ainda há a expectativa dos fãs de que pelo menos em filme o “Demolidor” possa dar as caras nos próximos anos. 

Por Folhapress.

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Cultura

Após indicação de Daniel Coelho, Facebook patrocina São João de Caruaru

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O ano mal começou e o São João de Caruaru dá os primeiros passos em sua organização e já com entrada importante de recursos. O Facebook é o primeiro patrocinador da festa deste ano, empreendendo uma parceria inédita de R$ 350 mil, já em mãos da organização do evento. Segundo a Fundação de Cultura e Turismo de Caruaru, o aporte foi realizado por meio da Lei Rouanet, em um projeto feito junto a produtora Luni. “O Facebook estava procurando projetos culturais para apoiar no Nordeste e o deputado federal Daniel Coelho nos indicou. Entramos em contato com eles em dezembro e fechamos o patrocínio”, afirma Leonardo Salazar, diretor da Fundação e coordenador do Comitê Gestor do São João.

Segundo Salazar, esse investimento antecipado será utilizado para o pagamento dos artistas do segmento “cultura popular”, incluindo os participantes dos polos de repente, pé-de-serra, quadrilhas e exposições de artes plásticas, que receberão em 60 dias após o evento, com o dinheiro garantido. “Os artistas de Caruaru são os primeiros a receber, a prioridade nos nossos critérios de pagamento. O pagamento só não é realizado imediatamente por conta do processo de empenho, que leva cerca de 15 dias”, explica.

Outros patrocínios
A chamada para o restantes dos patrocinadores será aberta ainda em janeiro e a expectativa é de que aproximadamente 20 empresas também entrem na parceria. Dos R$ 15 milhões gastos no São João de 2018, R$ 10,3 milhões foram arrecadados com patrocínio. O impacto na economia local chega aos R$ 120 milhões, com a circulação de 2,2 milhões de visitantes. As empresas podem optar por investimento direto ou via Lei Rouanet.

O São João Multicultural de Caruaru em 2019 será entre os dias 1 e 30 de junho, contando com 24 polos, espalhados pelo Alto do Moura, Centro e Zona Rural do Município. A previsão é de 500 contratações artísticas para a festa. Fonte: JC Online

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Cultura

Elton John será tema de filme que coroa era de ouro de cinebiografias

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Nas telas, a trajetória do compositor inglês, um dos maiores vendedores de discos da história, fará 2019 seguir a tradição de verter salas de cinema em arenas musicais

As batidas que abrem a música “Bennie and The Jets” pulsam enquanto Elton John, vestindo purpurinado uniforme de beisebol, divaga que há “momentos na vida de um rockstar que definem quem ele é”. E quando entoa seus clássicos, faz a plateia levitar. De forma literal.

Nas telas, a trajetória do compositor inglês, um dos maiores vendedores de discos da história, fará 2019 seguir a tradição de verter salas de cinema em arenas musicais. 

“Rocketman”, filme que reconta a sua carreira num tom fantástico, coroa o que parece ser a era de ouro do gênero. Cinco das dez cinebiografias musicais mais vistas de todos os tempos foram lançadas só nos últimos quatro anos.

A obra que encabeça a lista é “Bohemian Rhapsody”, que estreou em novembro e aborda de forma agridoce a vida e a carreira de Freddie Mercury. 

“As pessoas gostam de ver seus ícones transformados em gente comum, de ver o preço que pagaram pela fama”, diz à reportagem o diretor Dexter Fletcher, que deve lançar “Rocketman” em maio do ano que vem. Na obra, o ator Taron Egerton, de “Kingsman”, é quem irá vestir o figurino extravagante de Elton John.

O cineasta toca o projeto com as credenciais de ter assumido “Bohemian Rhapsody” depois que o diretor original, Bryan Singer, foi demitido pela Fox por sua presença errática no set do filme.

Mas, tirando o fato de ambas as produções se voltarem a símbolos da música pop britânica, haverá pouca semelhança no tom dos dois longas. 

A cinebiografia do líder do Queen, interpretado por Rami Malek, segue a receita do gênero. Em ordem cronológica, mostra como o ex-carregador de malas do aeroporto Heathrow ascendeu ao panteão do rock, sem se deter em explicar o que o tornava alguém único.

Perpassa “highlights” de mais de 20 anos em ritmo de videoclipe, nunca dando qualquer tempo para aprofundar as tragédias privadas de Mercury. Os minutos finais são reservados para reproduzir, de maneira tecnicamente tosca, o show no Live Aid, em 1985, apelando para ganhar o público com a memória afetiva de canções manjadas.

Já “Rocketman” se anuncia como uma viagem lisérgica, e nada linear ou naturalista. 

Não é para menos. Graças às letras de Bernie Taupin, seu parceiro artístico, Elton John recheou sua obra de imagens – a estrada de tijolos amarelos do “Mágico de Oz”, bailarinas que dançam na areia e princesas empoleiradas em cadeiras elétricas.

“O que queríamos era usar as canções e reinterpretá-las como um recurso narrativo”, afirma Fletcher. “Eu poderia fazer uma biografia tradicional, mas a persona dele é um tanto fantástica por natureza.”

O diretor conta que a trama percorre quatro décadas do músico, desde que ele, nascido Reginald Dwight, tocava piano,ainda adolescente, em pubs da Inglaterra. Mostrará a sua parceria com Taupin (Jamie Bell) e ascensão como uma das maiores traduções dos exageros dos anos 1970.

Assim como em “Bohemian Rhapsody”, “Rocketman” também se equilibra na linha tênue entre ser um filme de homenagem e uma obra escancaradamente chapa-branca. 

Isso porque, nos dois casos, os músicos estão por trás dos projetos. O guitarrista Brian May e o baterista Roger Taylor vigiaram a produção nos seus mais de 10 anos. Talvez não seja à toa que ambos aparecem firmes e equilibrados no filme, enquanto Mercury se porta mais como uma diva.

Elton John também está por trás de “Rocketman”, no papel de produtor. “Mas ele não fica no meu pé”, diz Fletcher. 

“Ele me deu carta para branca para reinterpretar as canções dele. E nunca disse para  amenizar seus altos e baixos.”

Imagens do trailer mostram o protagonista embalado numa maca –referência, talvez, à sua tentativa de se matar no começo da carreira, após inalar o gás do forno. A experiência é descrita na música “Someone Saved My Life Tonight”.

Outro aspecto que, para alguns, maculou o retrato de Mercury e pode assombrar o novo filme é o retrato da vida sexual de seus protagonistas.

Parte da crítica encarou que  “Bohemian Rhapsody” era pudico demais ao mostrar as relações do vocalista do Queen com outros homens. Talvez para esfriar os ânimos, Taron Egerton, intérprete de Elton John, disse em entrevistas ter sido filmado em cenas “bem físicas” de sexo homoerótico e  que “gays ficarão orgulhosos”.

Fletcher confirma. “Não dá para inventarmos parceiras amorosas que simplesmente não existiram na vida dele. Isso nunca foi uma questão.”

Quando ficar pronto, “Rocketman” poderá colher os frutos da boa onda do gênero, que não vem escorada apenas nas bilheterias, mas em reconhecimento nas premiações. 

O filme sobre o Queen descolou duas indicações ao Globo de Ouro, que acontecerá neste domingo: melhor filme e ator. Mas ao contrário do que houve com cinebiografias anteriores (caso de “Ray” e “Johnny & June”), a disputa será em categorias dramáticas, e não de comédia ou musical.

É um sinal de que talvez haja um apreço maior a esse tipo de produção, já que, historicamente, filmes de drama sempre tiveram mais prestígio do que os cômicos ou musicais. “Nasce uma Estrela”, que não é cinebiografia, mas é igualmente carregada de cenas de shows, também disputa em categorias dramáticas.

Há um interesse renovado em obras musicais no geral. “Bohemian Rhapsody” é o 13º filme mais visto do ano, “Nasce uma Estrela” está na posição 11. Isso tem a ver, provavelmente, com o fato de serem filmes-evento, que se apoiam nas canções como chamariz aos cinemas numa era de luta inglória contra o streaming. 

Acontece que nem a Fox acreditava que o êxito do filme sobre o Queen seria tão grande. O estúdio se apressou em lançar uma versão em estilo karaokê do longa, aproveitando-se dos relatos de que o público estava cantando durante os números musicais.

O sucesso despertou um filão. Já neste ano chegará “The Dirt”, longa sobre a banda de heavy metal Mötley Crüe. 

E em 2020, a expectativa é que ganhe as telas uma cinebiografia sobre Amy Winehouse, capitaneada pelo pai da cantora. Ainda há dúvidas sobre o quanto ele permitirá mostrar os hábitos narcóticos de sua filha, morta aos 27.

Por Folhapress.

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