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Cultura

Filme brasileiro sobre aldeia indígena Krahô vence mostra em Cannes

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‘Chuva e cantoria na aldeia dos mortos’, de Renée Nader Messora e João Salaviza, foi premiado pelo júri da sessão ‘Um certo olhar’

filme ‘Chuva e cantoria na aldeia dos mortos’ sobre os indígenas brasileiros da etnia Krahô, venceu nesta sexta-feira (18) o prêmio do júri da mostra Um Certo Olhar do Festival de Cannes. As informações são do G1.

O filme é dirigido pela cineasta brasileira Renée Nader Messora e pelo português João Salaviza. A dupla passou nove meses filmando uma comunidade de 3.500 pessoas em Tocantins.

O filme é dirigido pela cineasta brasileira Renée Nader Messora e pelo português João Salaviza. A dupla passou nove meses filmando uma comunidade de 3.500 pessoas em Tocantins.

Por Notícias ao Minuto

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Cultura

Fim de uma era? Atriz de ‘Grey’s Anatomy’ dá pistas sobre fim da série

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Em entrevista, Ellen Pompeo dá a enteder que seriado pode acabar

Má notícia para os fãs de “Grey’s Anatomy”. Ótima notícia para os entes queridos e pessoas amadas dos fãs de “Grey’s Anatomy” que não aguentam mais acompanhar a série. Isso porque a atriz Ellen Pompeo, que interpreta a médica Meredith Grey no seriado, deu a entender em entrevista à revista americana Entertainment’s Weekly que a série pode estar chegando ao seu final.

“Claramente eu não estou preparada no momento para fazer qualquer anúncio formal sobre meu futuro na série, mas eu sinto que já contamos a maioria das historias que poderíamos contar”, disse Ellen.

“Está na hora de dar uma sacudida nas coisas. Estou definitivamente procurando por uma mudança”, afirmou ainda a atriz, que estará presente na 15ª temporada da série, com estreia prevista para o final de setembro.

Ellen, que é a atriz mais bem paga em séries de TV dramáticas nos EUA, já havia dito em outras entrevistas que estaria procurando trabalhos como produtora. Uma coisa que pode dar um alento aos fãs da série, contudo, é o fato de que o contrato atual da atriz vai até 2020.

Em janeiro, Pompeo assinou um contrato para ganhar US$ 550 mil por episódio (cerca de R$ 1,7 milhão) para mais duas temporadas. A atriz disse na ocasião que, aos 48 anos, chegou em um ponto em que é correto pedir o que merece.

Por Folhapress.

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Cultura

Conheça as brigas lendárias entre escritores

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De Gabriel García Márquez a Proust, autores sempre trocaram a luta vã com palavras pela luta física

Treta, treta, tretinha. Eis uma arte que os escritores cultivaram com afinco, muitas vezes resvalando em socos, sopapos, tapas e pontapés.

Mas sempre surpreende, em um meio literário afeito aos tapinhas nas costas, quando alguém parte para um soco no peito – como Lourenço Mutarelli fez com o escritor Marcelo Mirisola no domingo (16), na Festa Literária Internacional da Mantiqueira.

Houvesse um museu dos escritores brigões, seria preciso colocar na porta uma estátua de Púchkin. O autor russo, que já era encrenqueiro, um dia cansou de ouvir as fofocas de que seu cunhado tinha um caso com sua mulher.

Púchkin subiu nas tamancas e resolveu lavar a honra com sangue, marcou um duelo com o rival para uma tarde de 1837. O valentão saiu de lá morto. Nos anos 1970, o escritor Andrei Siniavski diria que o autor “inscreveu a si mesmo com pólvora e sangue na história da arte”.

Tudo muito comum por aquelas bandas, pelo visto, a contar por uma reportagem de quatro anos atrás na agência de notícias Ria Novosti: “Russo amante de poesia esfaqueia até a morte colega que defendeu a prosa”. Calma, rapazes.

Até Proust, quem diria, um moço de saúde frágil, resolveu se meter em um duelo contra um crítico literário -o que algum escritor contemporâneo brasileiro ainda há de fazer.

A briga foi com o crítico Jean Lorrain, em 1897 -embora fosse ele próprio gay, fez uma alusão, em um texto, à homossexualidade do autor de “Em Busca do Tempo Perdido”. Eles se encontraram em uma floresta fora de Paris, mas erraram os tiros um no outro.

Já houve até quem lucrasse com tentativa de assassinato -no caso, uma briga de amor. O revólver calibre 7 mm com o qual Paul Verlaine tentou matar Arthur Rimbaud, em 1873, foi leiloado há dois anos por mais de R$ 2 milhões.

Verlaine, que já deixara mulher e filhos por causa do relacionamento, tentava se livrar de Rimbaud a qualquer custo. Depois de uma noite em um quarto de hotel, Verlaine sacou a arma e deu dois tiros no autor -um acertou o pulso esquerdo do poeta, outro ricocheteou na parede e foi parar na chaminé.

Há um soco até hoje sem explicação. Em 1976, em um cinema de Barcelona, Vargas Llosa, num acesso de macheza, deu um cruzado na cara de Gabriel García Márquez, quase dez anos mais velho.

Especula-se até hoje sobre os motivos da peleja , mas Gabo morreu sem dizer palavra sobre o assunto. Seriam as diferenças políticas dos dois? Ambos tinham sido fãs de Fidel Castro, mas enquanto o colombiano continuou de esquerda, o peruano foi se tornando um liberal.

Os brasileiros também têm embates. Há a discussão acalorada entre Ferreira Gullar, morto em 2016, e Augusto de Campos, depois que o primeiro disse ter sido o responsável por reavivar o interesse na obra de Oswald de Andrade.

Gullar dizia ter descoberto o modernista para os concretos. Os dois trocaram uma série de insultos na Folha de S.Paulo. “Que crédito pode merecer um sujeito tão desligado que chega a mijar na lata de lixo pensando que é o vaso sanitário?”, Campos escreveu.

“Augusto, que nunca mija fora do penico quis retratar-me como um sujeito ególatra e presunçoso, dono da verdade. Pergunto: alguém assim escreveria uma crônica intitulada ‘Errar é comigo mesmo’, confessando suas trapalhadas? Augusto jamais o faria, uma vez que, modesto como é, não erra nunca. Ele e Deus”, retrucou Gullar.

Como se vê, os escritores nem sempre se comportam como santas criaturas. E pensar que Carlos Drummond de Andrade dizia que a luta vã era a luta com as palavras.

Por Folhapress.

 

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Cultura

Museu Nacional inspira plano mundial de prevenção da Unesco

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Italiana que lidera missão no Rio falou em criar projeto-piloto

missão da Unesco no Museu Nacional do Rio de Janeiro, destruído por um incêndio no último dia 2 de setembro, servirá de base para o desenvolvimento de um programa mundial de prevenção contra desastres em instituições culturais.

Em entrevista exclusiva à ANSA, a italiana Cristina Menegazzi, que lidera a delegação da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura enviada com urgência ao Brasil, contou que a entidade sugeriu ao governo uma rápida expedição por outros seis museus do Rio, incluindo o Arquivo Nacional, a Biblioteca Nacional e o Museu de Belas Artes.

O objetivo, segundo ela, é entender se há riscos nesses locais e se existe a necessidade de “esforços maiores” para evitar uma nova tragédia cultural na cidade. A partir dessa experiência, a Unesco buscará desenvolver um programa de prevenção para outros museus do Rio e do Brasil, para depois lançá-lo em nível internacional.

“Vamos tornar um projeto-piloto aquilo que vem sendo feito no Museu Nacional do Rio e depois trabalhar em uma cultura de prevenção nas outras situações patrimoniais”, diz. A missão da Unesco foi solicitada pelo próprio governo brasileiro à diretora-geral da organização, Audrey Azoulay.

Menegazzi, a chefe da equipe, comanda desde 2014 o Programa de Salvaguarda de Emergência do Patrimônio Cultural Sírio, que foi devastado pelo Estado Islâmico durante a guerra civil no país. A italiana trouxe com ela dois alemães – um especialista em gestão de crises e uma restauradora – e um representante do Centro Internacional de Estudos para a Conservação e Restauro de Bens Culturais (Iccrom), baseado em Roma.

“É uma missão composta de maneira interdisciplinar para avaliar a situação de forma complementar”, afirma Menegazzi. O grupo não teve acesso a todas as áreas do Museu Nacional, já que algumas seguem interditadas, mas o que puderam ver foi suficiente para constatar a extensão dos danos: todos os andares colapsaram, 80% do teto desabou, e as coleções botânicas e etnográficas foram dizimadas.

Nem tudo, no entanto, se perdeu. Alguns armários de metal usados para guardar itens paleontológicos aparentam bom estado, e ainda há esperança de encontrar sob os escombros objetos fragmentados e passíveis de serem recuperados. As coleções de pedras também resistiram.

Reconstrução

Após o incêndio de 2 de setembro, autoridades municipais, estaduais e nacionais prometeram agilidade para recuperar o Museu Nacional, mas Menegazzi destaca que esse processo não pode ser feito “com pressa”.

De acordo com a especialista da Unesco, a única etapa que exige velocidade é a recuperação das peças da coleção sob os escombros, para se dar início à sua restauração. “Essa é uma parte que deve ser feita velozmente, até porque estamos entrando na estação das chuvas, o que pode complicar a identificação”, afirma a italiana.

O próximo passo seria a reconstrução do edifício, que, segundo Menegazzi, pode ser facilitada pela farta documentação em poder do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). “Recuperar primeiro o recuperável e depois, pouco a pouco, fazer o trabalho de reconstrução”, acrescenta.

Em paralelo, começa a parte mais delicada: a recomposição do acervo. Alguns itens são insubstituíveis, como o crânio de Luzia, o fóssil mais antigo das Américas e ainda desaparecido, porém parte da coleção pode ser reconstituída por meio de três frentes: recuperação e restauração de itens danificados; doações e empréstimos de museus com acervos similares pelo mundo e uso de tecnologia 3D para exibir itens perdidos.

“É um processo longo, lento, complexo, mas factível”, explica Menegazzi. A missão liderada pela italiana parte no domingo (23), mas a Unesco, por meio de sua representação em Brasília, integrará uma força-tarefa para coordenar a reconstituição do Museu Nacional. A entidade terá um papel consultivo, “sobretudo na coordenação dos esforços internacionais”.

“No Brasil não faltam especialistas e pessoas qualificadas, o que faltam são fundos para implantar aspectos mínimos para evitar catástrofes do tipo”, alerta a especialista.

Por ANSA

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