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Saúde

H1N1: Número de mortos no Brasil sobre para 1.003, segundo boletim

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Estado receberá mais vacinas a partir de segunda-feira, 23 (Foto: Cláudio Nascimento/ TV TEM)

Estado receberá mais vacinas a partir de segunda-feira, 23 (Foto: Cláudio Nascimento/ TV TEM)

Desde o início do ano até o dia 11 de junho, 1.003 pessoas morreram em decorrência do vírus H1N1 no Brasil, segundo novo informe epidemiológico publicado pelo Ministério da Saúde. Em uma semana, desde a divulgação do boletim anterior, foram registradas 117 novas mortes pelo vírus.

Trata-se do maior número de mortes por H1N1 no país desde a pandemia de 2009, que matou 2.060 brasileiros.

Ao todo, foram notificados 5.214 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) por influenza A/H1N1 ao longo de 2016. A SRAG é uma complicação da gripe. Em uma semana, foram registrados 633 novos casos de SRAG por H1N1 no país.

Além das mortes pela influenza A/H1N1, houve ainda 100 mortes por outros tipos de influenza. São Paulo foi o estado com o maior número de mortes por influenza, correspondendo a 42,7% do total no país.

Na semana passada, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, disse que adiantará o início da campanha de vacinação contra o vírus H1N1 em 2017.

Vírus chegou antes do previsto
Este ano, o vírus chegou antes do previsto e pegou uma população que ainda não tinha tomado vacina. “Como a epidemia veio antes do esperado, a população vulnerável, ou seja, sem vacina, estava desprotegida”, diz o infectologista Caio Rosenthal, do Instituto de Infectologia Emílio Ribas.

“Assim que a vacina começou a ser distribuída, os casos reduziram consideravelmente. Então, só posso imaginar que era uma população que estava sem anticorpo natural e vacinado”, completou Rosenthal.

Especialistas discutem várias hipóteses que podem explicar a antecipação da chegada do vírus, que vão desde fatores climáticos até o aumento de viagens internacionais que podem ter trazido o H1N1 que circulava no hemisfério norte. Mas não há uma explicação definitiva para a chegada precoce do vírus.

Número de mortes por H1N1 por estado
São Paulo: 434
Rio Grande do Sul: 119
Paraná: 87
Goiás: 53
Mato Grosso do Sul: 49
Rio de Janeiro: 44
Santa Catarina: 36
Espírito Santo: 36
Minas Gerais: 26
Bahia: 23
Pará: 21
Pernambuco: 14
Distrito Federal: 13
Paraíba: 11
Ceará: 9
Rio Grande do Norte: 7
Mato Grosso: 6
Alagoas: 5
Amapá: 4
Acre: 2
Amazonas: 2
Maranhão: 1

(Do G1 SP)

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Saúde

Doação de Órgão: crescimento do nº de transplantes é insuficiente

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É preciso ressaltar que o processo para a doação no Brasil tenha apresentado evoluções importantes.

Enquanto um médico exerce o que pode ser a parte mais difícil de sua profissão, notificar familiares de sua perda, um fio de esperança é tecido para outra família. Quando existe a possibilidade e permissão dos familiares, a equipe atua rapidamente para que órgãos e tecidos de um paciente possam virar o marco de uma nova vida para outro. É em busca de maior conscientização e aceitação dos familiares que o Brasil comemora, em 27 de setembro, o Dia Nacional da Doação de Órgão.

Embora o processo para a doação no Brasil tenha apresentado evoluções importantes como sua desburocratização, o último levantamento da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), via Registro Brasileiro de Transplante (RBT), aponta que a quantidade de procedimentos no Brasil apresentou números bem próximos no primeiro semestre de 2018 quando comparado ao mesmo período de 2017, um crescimento de apenas 1,7%.

Na comparação com anos anteriores (2017/2016) o aumento foi de 3,5%, números que já eram insuficientes para reduzir a fila de pacientes na espera. Mais de 15 mil pessoas passaram a aguardar por algum tipo de transplante no primeiro semestre desse ano, o que culminou em uma lista de espera com 32 mil pessoas ao final de junho deste ano.

O profissional por trás do transplante

Entre a retirada e o transplante de um órgão existem uma série de etapas. Para que isso seja possível, é necessário que o órgão corresponda a uma série de exigências até chegar ao novo corpo. Essas etapas vão desde as mais simples, como a verificação do tipo sanguíneo, até uma série de análises realizadas pelo Médico Patologista. Este profissional é o responsável por verificar se o órgão está em pleno funcionamento para desenvolver sua função em um novo organismo.

“Para que um órgão seja aceito em um corpo diferente, precisamos levar em conta não só a classificação sanguínea, mas o tamanho e a capacidade de desenvolver suas funções, pois em casos de mortes por infecção, por exemplo, o transplante pode ser descartado”, explica o presidente da Sociedade Brasileira de Patologia (SBP), Dr. Clóvis Klock. A equipe médica, além desses especialistas, também é responsável por encontrar um destino com critérios de proximidade, considerando o tempo útil do órgão fora do corpo, gravidade do paciente e o tempo na lista de espera.

“Quando há um alerta de possibilidade de doação, tudo tem que acontecer com muita rapidez, partindo da conversa com os familiares, passando pela busca por um paciente compatível. Todo o processo deve acontecer respeitando o tempo limite de sobrevida de um órgão, que pode variar. Um coração pode ficar parado por até 4 horas, já um fígado resiste até 12 horas fora de um corpo e um rim aguenta 36 horas sem circulação sanguínea”, comenta o Dr. Klock.

O transplante além da sala de cirurgia

O processo de transplantar um órgão vai muito além de garantir que ele chegue em boas condições e que seja realizada com sucesso a cirurgia. Para que se possa afirmar com certeza que tudo deu certo, é preciso um processo de meses de acompanhamento. Isso porque é necessária uma atuação constante da equipe médica para garantir que o organismo se acostume e comece a funcionar adequadamente e sem risco de rejeições.

“Não é porque um coração começou a bater em um novo peito que o serviço está completo, o paciente ainda passará por muitos exames, biópsias e medicamentos para evitar a rejeição. O que nós médicos patologistas fazemos é avaliar a qualidade do funcionamento do novo órgão e o quanto ele está adaptado ao corpo e vice-versa”, finaliza o presidente da SBP.

Dados dos Transplantes:

Coração

189 transplantes;

1,8 por milhão de pessoas.

Fígado

1087 transplantes;

85 doadores vivos;

10,5 por milhão de pessoas.

Pâncreas

15 transplantes;

0,2 por milhão de pessoas.

Pâncreas/rim

43 transplantes;

0,4 por milhão de pessoas.

Pulmão

65 transplantes;

0 doador vivo;

0,6 por milhão de pessoas.

Rim

2.858 transplantes;

472 doadores vivos;

27,5 por milhão de pessoas.

Córnea

7.369 transplantes;

71,3 por milhão de pessoas.

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Saúde

Alzheimer: calçando os sapatos de quem tem a doença

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Nossa colunista reflete sobre os desafios da convivência com o problema e os caminhos para manter a qualidade de vida dos pacientes.

Pense em uma pessoa que você ama. Agora, tente se lembrar de um momento importante, daqueles que você jamais vai esquecer, como o dia em que se viram pela primeira vez. E se você soubesse que essa pessoa começará, em breve, a se esquecer das lembranças que vocês criaram juntos. Que gradativamente sua memória começará a falhar e ela poderá sequer lhe reconhecer quando estiver junto dela. Pior: que essa pessoa fosse capaz de lhe agredir física ou verbalmente. Como você se sentiria nessas circunstâncias? Como agiria para que ela pudesse continuar a se sentir amada?

No exato momento em que você lê este texto, algum cidadão no mundo está dando entrada no processo de perda de memória ocasionado pelo Alzheimer. Falamos do tipo de demência mais comum no planeta: são estimados mais de 9,9 milhões de novos casos por ano, o que equivale a uma pessoa diagnosticada a cada 3,2 segundos.

Hoje, há 50 milhões de pessoas com a demência, e a expectativa é que esse número alcance os 152 milhões em 2050. A maioria dos indicadores concentra-se na população de idosos. Isso pode ser justificado pelo fato de, geralmente, o diagnóstico ser tardio, visto que estudos apontam que o declínio da capacidade cerebral pode começar até 20 anos antes dos primeiros indícios se manifestarem. Não à toa, trata-se de uma doença com maior prevalência entre pessoas com 65 anos ou mais.

Estamos no sétimo ano consecutivo desde a criação do Dia Mundial do Alzheimer, cuja data é celebrada no 21 de setembro. Por isso, quero conversar com você não sobre o diagnóstico ou o tratamento – ou mesmo sobre o fato de ainda desconhecermos a cura. Prefiro usar esta oportunidade para refletir sobre como lidar com a pessoa que sofre com a demência. Será que ela ainda é a mesma que você ama? O que ela sente e como percebe o universo ao redor?

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Saúde

Consumo de álcool é um dos principais fatores de risco para o suicídio

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Aproveite o Setembro Amarelo, o mês de prevenção ao suicídio, para conhecer o estudo brasileiro que reforça o elo entre esse problema e bebidas alcoólicas.

suicídio é um tema que, apesar de delicado, merece ser discutido. Até porque em 90% dos casos ele pode ser prevenido. Pensando nisso, pesquisadores da Universidade São Paulo (USP) estudaram um fator bastante associado a esse problema: o consumo de álcool.

Eles analisaram os exames toxicológicos de 1 700 pessoas que se mataram entre 2011 e 2015 na cidade de São Paulo. Os dados foram coletados do Instituto de Medicina Legal.

Resultado: 30,2% das amostras acusava algum grau de teor alcoólico no sangue. Entre os homens, a porcentagem chegou a 34,7%. Ou seja, aproximadamente um terço das pessoas que tiraram a própria vida havia ingerido pelo menos alguns goles momentos antes desse ato.

Um dos líderes do estudo, Raphael Eduardo Marques Gonçalves afirma que o objetivo era problematizar essa associação para que mais pesquisas sejam realizadas, principalmente na área de saúde mental. “Queremos auxiliar na elaboração e implantação de estratégias preventivas e, assim, reduzir o número de suicídios e dos custos relacionados”, completa o perito criminal da Polícia Técnico-Científica de São Paulo.

 

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