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Mais de 400 pessoas morrem em terremoto entre Irã e Iraque

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Número de feridos ultrapassa 6,7 mil entre os dois países.

Passa de 400 o número de mortos no terremoto de magnitude 7,3, ocorrido no domingo (12) na fronteira entre o Iraque e o Irã, que deixou 6,7 mil feridos. Pelo menos 7 mortes e 300 feridos foram confirmados na região do Curdistão iraquiano –  todos os demais no Irã, número que deve aumentar nos dois países, conforme o vice-ministro de Saúde do Irã, Qasem Yan Babaie, anunciou à agência de notícias IRNA.

O terremoto, cujo epicentro teria sido a 22 km da cidade iraquiana de Derbendîxan e a 52 km da cidade iraniana de Sarpol-e Z̄ahāb, foi sentido às 21h18 (horário local, 16h18 em Brasília) em várias províncias das duas nações.

Kermanshah foi apontada como a mais atingida do Irã, deixando 328 vítimas fatais e 3,9 mil feridas, segundo número divulgado até o momento pela agência IRNA. Os povoados de Ghasr Shirin, Sarpul e Azgale também estão entre os mais atingidos do país.

Além do Irã e do Iraque, o tremor ainda foi sentido em outros países, mais precisamente na Turquia, nos Emirados Árabes Unidos e em Israel. Nos dois primeiros países, onde o fenômeno foi sentido com maior intensidade, muitas cidades tiverem a eletricidade cortada por conta do desastre. O receio de réplicas do teria levado moradores das regiões mais afetadas  para as ruas, à procura de lugares abertos como parques, mesmo diante das baixas temperaturas.

O representante da Cruz Vermelha no Irã, o Vermelho Crescente, afirmou que mais de 70 mil pessoas necessitam de alojamento de emergência, de acordo com o G1. O governo da região autônoma do Curdistão, no Iraque, também teria se pronunciado sobre o assunto, informando que além das quatro vítimas fatais pelo menos mais 500 estão feridas somente na província de Suleimaniya.

Ainda segundo o portal, o Irã estaria situado em uma área de grandes falhas geológicas, o que o torna um dos países com mais abalos sísmicos no mundo. Um outro desastre ocorrido em 2003, um terremoto de magnitude 6,6, deixou aproximadamente 26 mil mortos e destruiu a cidade histórica de Bam.

 

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Turquia prende 61 militares por elo com líder opositor

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O governo do presidente Recep Tayyip Erdogan acusa Gülen de estar por trás da tentativa de golpe em julho de 2016

Autoridades turcas ordenaram a prisão de 61 militares da Marinha e da Infantaria, inclusive oficiais, por suposta ligação com o clérigo Fethullah Gülen, que vive nos Estados Unidos.

O governo do presidente Recep Tayyip Erdogan acusa Gülen de estar por trás da tentativa de golpe em julho de 2016, durante a qual 250 pessoas morreram.

Desde então, ao menos 140 mil pessoas já foram detidas no expurgo -às vezes por acusações vagas como apoiar o golpe. O estado de emergência declarado pelo governo logo após o golpe durou até julho passado.

Críticos de Erdogan dizem que ele usou o golpe fracassado como pretexto para endurecer contra a oposição; o governo diz que as medidas como prisões e expurgos são necessárias para garantir a segurança nacional.Dezoito dos militares detidos são da ativa. Os suspeitos incluem 12 majores e 12 capitães da Infantaria e 24 tenentes da Marinha.

Em outra operação, 21 pessoas foram detidas por usar um aplicativo de mensagens encriptadas, em sua maioria ex-professores.

Desde a tentativa de golpe, as autoridades turcas vêm detendo jornalistas -foram 73 em 2017, segundo o Comitê de Proteção aos Jornalistas (CPJ).

Por Folhapress.

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Acusação do Irã de que EUA estão por trás de atentado aumenta tensão

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Ataque a tiros em parada militar na cidade de Ahvaz neste sábado (22) deixou ao menos 25 mortos

Acusações por autoridades iranianas de que um ou mais países aliados aos Estados Unidos estariam por trás de um ataque terrorista neste sábado (22) em Ahvaz aumentaram a tensão entre Teerã e Washington às vésperas da Assembleia Geral das Nações Unidas.

O presidente do Irã, Hasan Rowhani, disse neste domingo (23) que um país aliado aos EUA no golfo Pérsico seria responsável pelo atentado a uma parada militar na cidade de Ahvaz, que matou 25 pessoas e feriu ao menos 60.

O Ministério das Relações Exteriores do país convocou diplomatas de países como Reino Unido, Dinamarca e Holanda para explicações, acusando-os de dar abrigo a separatistas árabes que reivindicaram a autoria do ataque.

Apesar de Rowhani não ter especificado a que país se referia, acredita-se que ele estivesse falando da Arábia Saudita, dos Emirados Árabes Unidos ou de Bahrein, todos aliados próximos dos EUA. “Esses pequenos países mercenários que vemos na região são apoiados pelos EUA. São os americanos que os instigam e dão a eles os meios necessários para cometer esses crimes”, disse o presidente antes de partir para o evento da ONU em Nova York.

No sábado, o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, já havia acusado países árabes do golfo, apoiados pelos Estados Unidos, de estarem por trás do ataque.

“Esse crime é uma continuação dos planos de Estados da região, que são marionetes dos EUA. O objetivo deles é criar insegurança em nosso querido país”, disse Khamenei, sem dizer quais seriam as nações envolvidas.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif, também havia culpado no sábado países da região e “mestres americanos” pelo ataque.

As tensões entre Irã e Estados Unidos já vinham aumentando nos últimos meses, em especial depois que o governo de Donald Trump abandonou o acordo nuclear com o país.

O atentado deste sábado, em que militantes disfarçados de soldados abriram fogo durante uma parada militar anual, foi o maior no país em quase uma década. Mulheres e crianças fugiram dos tiros enquanto soldados da Guarda Revolucionária Islâmica, unidade militar de elite do país, eram atingidos.

Ao menos oito membros da guarda morreram e a unidade promete neste domingo vingar o ataque. “Considerando que temos pleno conhecimento dos centros de mobilização dos líderes terroristas criminosos, eles enfrentarão uma vingança mortal e inesquecível no futuro próximo”, disse a guarda em comunicado.

Um grupo separatista árabe, que afirma que a minoria étnica é discriminada pelo governo, dominado pelos persas, reivindicou a autoria do ataque. Os EUA vêm impondo novamente sanções ao Irã desde que os americanos abandonaram o acordo nuclear com o país, em maio. Washington também vem pressionando para que o Irã abandone o apoio ao que consideram atividades desestabilizadoras na região. O governo dos EUA criticou o ataque de sábado, dizendo que “condena todos os atos de terrorismo e a perda de vidas inocentes”.

Mas a embaixadora americana na ONU, Nikki Haley, refutou as acusações de Rowhani. “[Rowhani] enfrenta o povo iraniano protestando, cada grama de dinheiro que entra no Irã vai para os militares. Ele vem oprimindo seu povo há muito tempo e precisa olhar para sua própria base para saber de onde isso [terrorismo] está vindo”, disse ela à rede de TV CNN.

Por Folhapress

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Comício trumpista em Las Vegas tem malhação da imprensa e euforia

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Repórter assistiu a ‘show’ do presidente americano em meio aos eleitores do republicano

No começo, parece um show de rock. Ou talvez de country, já que estamos em Las Vegas, cidade que adora um rodeio. Todo mundo quer ver seu ídolo, tirar fotos, filmar ele entrando, acenando. Todo mundo é amigo, passa perrengue junto na fila, troca sorrisos e gentilezas. Até que o show começa e o herói abre a boca. Ele ataca seus adversários, e os fãs vão à loucura. Ele também xinga a imprensa uma, duas, três, quatro vezes. O show vira uma inquisição e há muito ódio no ar.

Fui ao comício de Donald Trump na noite de quinta-feira (20). Em vez de ficar no espaço fechado à imprensa, de frente para o centro do palco no fundo do salão, fui com os fãs do presidente americano. Toleramos juntos duas horas de fila para conseguir entrar no Centro de Convenções. Muita gente foi de vermelho, com o boné “Make America Great Again” ou com camisetas com o slogan “Sou Deplorável”, uma versão trumpista do “Nasty Woman” (mulher nojenta), loas que Hillary Clinton e Trump trocaram na eleição de 2016.

Entre os apoiadores do presidente, tem de tudo. Gente bonita, feia, gorda, magra, moderna, velhos e crianças. Há tantos homens quanto mulheres. Há pouquíssimos negros e latinos. Os que vendiam tranqueiras na fila eram negros. Um deles disse que apoiava Trump e viajava para todos os cantos que ele ia para vender suas camisetas, bandeiras e bonés. Na fila, escuto coisas que não se fala a jornalistas. “Minha irmã é uma retardada que vive de auxílio do governo, uma vergonha para a família”, diz a morena à minha frente.

Sua amiga puxa conversa comigo e digo que moro na Califórnia. “A Califórnia devia ser vendida ao México, é uma vergonha o que acontece lá”, diz, complementando com palavrões. “A Califórnia podia se desprender do continente e afundar no oceano.” Ela está solteira e adoraria encontrar um marido no comício. “Já namorei um progressista e foi horrível”, diz. Tanto na fila como no do salão os fãs parecem compartilhar um sentimento de perseguição. Qualquer burburinho, eles olham em volta. “Devem ser os progressistas com seus protestos”, escuto três vezes. Mas nunca tem protesto e isso parece desapontá-los.

Trump fez o comício para pedir, ou melhor, implorar que os habitantes de Nevada saiam de suas casas e votem nas eleições legislativas de novembro. O presidente precisa de apoio, já que cinco de seus assessores já se declararam culpados de acusações ligadas às investigações do promotor especial Robert Mueller sobre o pleito de 2016 e a Rússia.

Ele sobe ao palco ao final da música “Tiny Dancer”, de Elton John. Os fãs gritam “coloque ela na cadeia” quando Trump cita Hillary. Os fãs também falam ao mesmo tempo quando Trump diz que alguém é “simplesmente vil”. E vaiam com vontade e mostram o dedo do meio para o cercadinho da imprensa quando Trump desanca jornalistas. “São todos tão corruptos e desonestos”, diz, apontando para os jornalistas. “O maior aliado dos democratas é a mídia, é a rede de notícias falsas”, continua. “Hoje a imprensa está muito pior. Mas tudo bem, porque ela não tem impacto.”

O comício termina com “You Can’t Always Get What You Want”, dos Rolling Stones. Escolha estranha e triste para um pessoal tão elétrico após 50 minutos de discurso? Ao lado do cercadinho da imprensa, uma garota aponta para os repórteres e grita o refrão: “Nem sempre vocês conseguem o que querem”.

Por Folhapress.

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