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Saúde

Ministério muda exigências para compra de remédios usados no SUS

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Indústria não precisa mais apresentar o Certificado de Boas Práticas de Fabricação, documento fornecido pela Anvisa.

BRASÍLIA – Uma regra editada há dez anos para dar mais segurança a medicamentos distribuídos no Sistema Único de Saúde (SUS) foi revogada pelo Ministério da Saúde. Com a mudança, fabricantes de remédios vendidos para o governo federal ficam desobrigados a apresentar o Certificado de Boas Práticas de Fabricação, documento fornecido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em todos os processos de compra. Basta  apresentar o registro do produto, também obtido na Anvisa.

O Ministério da Saúde afirmou que a iniciativa não altera a segurança do mercado ou de medicamentos distribuídos no Sistema Único de Saúde Foto: Portal Brasil

O Ministério da Saúde afirmou que a iniciativa não altera a segurança do mercado ou de medicamentos distribuídos no SUS. Como justificativa, cita o fato de que o certificado de boas práticas já é exigido no momento em que o remédio é registrado na Anvisa. Não haveria, portanto, alteração nas exigências, apenas mais racionalidade. A pasta alegou ainda que a mudança atende a um pedido feito pelo Tribunal de Contas da União (TCU) sobre o tema.

Presidente do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos  (Sindusfarma), Nelson Mussolini discorda. “A mudança afrouxa as exigências. Isso porque o certificado de boas práticas é renovado a cada dois anos. O registro, a cada cinco”, disse.

Nesse raciocínio, indústrias que temporariamente estivessem em desacordo com as regras de fabricação poderiam participar das licitações.

A Anvisa, por sua vez, afirmou que é tarefa do registro comprovar a segurança e eficácia do remédio que será usado no País. O certificado de boas práticas, por sua vez, atestaria as condições de fabricação. Ele não é exigido para um medicamento específico, mas para linhas de produção.

Lígia Formenti, O Estado de S.Paulo

 

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Saúde

Consumo de álcool é um dos principais fatores de risco para o suicídio

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Aproveite o Setembro Amarelo, o mês de prevenção ao suicídio, para conhecer o estudo brasileiro que reforça o elo entre esse problema e bebidas alcoólicas.

suicídio é um tema que, apesar de delicado, merece ser discutido. Até porque em 90% dos casos ele pode ser prevenido. Pensando nisso, pesquisadores da Universidade São Paulo (USP) estudaram um fator bastante associado a esse problema: o consumo de álcool.

Eles analisaram os exames toxicológicos de 1 700 pessoas que se mataram entre 2011 e 2015 na cidade de São Paulo. Os dados foram coletados do Instituto de Medicina Legal.

Resultado: 30,2% das amostras acusava algum grau de teor alcoólico no sangue. Entre os homens, a porcentagem chegou a 34,7%. Ou seja, aproximadamente um terço das pessoas que tiraram a própria vida havia ingerido pelo menos alguns goles momentos antes desse ato.

Um dos líderes do estudo, Raphael Eduardo Marques Gonçalves afirma que o objetivo era problematizar essa associação para que mais pesquisas sejam realizadas, principalmente na área de saúde mental. “Queremos auxiliar na elaboração e implantação de estratégias preventivas e, assim, reduzir o número de suicídios e dos custos relacionados”, completa o perito criminal da Polícia Técnico-Científica de São Paulo.

 

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Saúde

Miopia aumenta 89% no Brasil, diz OMS

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O aumento em 20 anos está acima da média global.

Pesquisa da OMS (Organização Mundial da Saúde) aponta que a prevalência global da miopia e alta miopia estão em ascensão no mundo todo, mas no Brasil avança mais que a média global.

De acordo com o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto do Instituto Penido Burnier, a miopia, dificuldade de enxergar de longe, ainda é pouco compreendida. Para ele, o esforço visual contínuo para perto, imposto pelo uso sem pausas das telas eletrônicas é uma variável importante do aumento da miopia, conforme ficou demonstrado em um estudo que realizou com 360 crianças. Outro fator ambiental, comenta, é a baixa concentração nos olhos da dopamina, hormônio ativado nas atividades externas pelo sol que está relacionado ao crescimento axial do olho.

É justamente este crescimento do olho, observa, a linha divisória para o aumento mais acelerado da alta miopia, acima de 5 graus, no Brasil do que no restante do mundo. O banco de dados da OMS mostra que de 2020 a 2040 a alta miopia no Brasil aumenta 89%. Passa de 6,8 milhões casos para 12,9 milhões. No âmbito mundial o crescimento no mesmo período atinge 49%, passando de 399,4 milhões de casos para 596,51 milhões.

O oftalmologista afirma que a maior propagação da alta miopia no país é uma grave questão da saúde pública. Isso porque, pode desencadear descolamento da retina, catarata e glaucoma, importantes causas de perda da visão.

Descolamento da retina

Ele explica que o crescimento axial do olho afina a retina, membrana no fundo do olho responsável pela visão. Por isso, pondera, a alta miopia é uma importante causa do descolamento da retina, separação entre a camada superior, epitélio, e os vasos sanguíneos que fornecem oxigênio e nutrientes essenciais para a saúde retiniana.

Sintomas

Queiroz Neto destaca que nem sempre o descolamento apresenta sintomas. Por isso, o acompanhamento periódico, especialmente entre os que têm grau mais elevados pode prevenir danos graves à visão. Para se ter ideia, 7 em cada 10 descolamentos acontecem entre maiores de 60 anos, mas podem acontecer picos dos 20 aos 30 anos em quem tem miopia muito alta.

Quando ocorrem, os sinais mais frequentes são: enxergar flashes de luz, pequenos pontos pretos ou moscas volantes e uma cortina sobre a visão que indicam emergência em passar por consulta oftalmológica

Outros grupos de risco

O oftalmologista ressalta que o descolamento da retina também pode acontecer por traumas, inflamações cório-retinianas, alterações no vítreo decorrente da idade, e doenças como o diabetes ou hipertensão maligna porque formam novos vasos na retina que dificultam a circulação e podem romper por serem mais frágeis.

Foram os traumas em campo, comenta, que afastaram Tostão do campo de futebol e que explicam o descolamento de retina sofrido por Pelé.

Tratamento

Queiroz Neto afirma que quanto mais rápido o atendimento médico maiores as chances de reabilitar a visão. Por exemplo, comenta, quando acontece uma ruptura da retina o descolamento pode ser prevenido com aplicação ambulatorial de laser ou crioterapia (congelamento) que sela a retina no fundo do olho.

As principais técnicas cirúrgicas para reabilitar o descolamento são:

Retinopexia convencional em que uma faixa flexível de silicone empurra a retina para a parede do olho.

Retinopexia pneumática que consiste em injetar uma bolha de no olho para empurrar a retina.

Vitrectomia em que o gel vítreo do olho é retirado e substituído por gás ou óleo de silicone

Prevenção

”Muitas pessoas acreditam que o tratamento da miopia consiste em usar óculos ou lente de contato. Não é bem assim. Quem tem mais de cinco graus precisa fazer exames de fundo de olho periodicamente para prevenir complicações que podem cegar”, afirma.

Depois de instalada a miopia não regride, mas estudos demostram que o colírio de Atropina diluído a 0,01% interrompe um em cada dois casos de alta miopia na infância, período em que a progressão é mais intensa. A terapia é indicada até a idade de 15 anos nos casos de variação de 0,5 grau a cada seis meses. O tratamento deve ser feito por, no mínimo, 2 anos e sempre com acompanhamento médico porque a atropina em maior concentração pode levar ao glaucoma.

Implante é mais seguro que lente

Conviver com a alta miopia não é fácil porque 85% de nossa integração com o meio ambiente depende da visão. Queiroz Neto afirma que muitos preferem usar lente de contato para fugir do limitado campo visual imposto pelos óculos. A boa notícia para quem tem mais de 5 a 20 graus de miopia é que pode se livrar dos óculos com o implante de uma lente entre a íris, parte colorida do olho e o cristalino. Uma metanálise da Cochrane mostra que este implante é mais seguro que a troca constante de lentes de contato. O médico explica que a cirurgia não retira o cristalino e só pode ser feita em quem tem o grau estabilizado há, no mínimo, um ano, não tem alterações na córnea, retina ou glaucoma. Não é o fim da alta miopia, mas quem já fez a cirurgia ganhou uma nova vida, conclui.

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Saúde

Hepatite C tem cura: o plano brasileiro para eliminá-la até 2030

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O governo anunciou essa meta. Mas, para entender se ela é possível, é vital saber o que é a hepatite C, como se pega e quais os tratamentos atuais.

O vírus da hepatite C (VHC) foi descrito pra valer só em 1989, mais de dez anos após a descoberta dos agentes por trás das hepatites A e B. O primeiro tratamento minimamente eficaz contra essa infecção crônica chegou ao público em 1993. Eram as injeções de interferon, que, seis anos depois, ganhariam a companhia dos comprimidos de rivabirina. Em conjunto, os dois garantiam uma taxa de cura de 40%, à custa de pesados efeitos colaterais, como anemia e depressão.

Já em 2013, os brasileiros passaram a contar com os medicamentos boceprevir e telaprevir, que dobravam a chance de se livrar da encrenca, mas ainda dependiam das bombas de interferon e rivabirina. Hoje temos uma nova geração de pílulas, os antivirais de ação direta, que dizimam o VHC em mais de 90% das vezes que são aplicados — e possuem reações adversas brandas.

“Não acho que houve, na Medicina, um período tão curto entre a descoberta de uma doença e a criação de tratamentos curativos na grande maioria dos casos”, contextualiza o hepatologista Raymundo Paraná, da Universidade Federal da Bahia, e autor do artigo História das Hepatites Virais.

Mais: com a multiplicação das terapias modernas, os azarados que não respondem bem a um combo de remédios têm à sua disposição outros para uma segunda tentativa de extirpar o vírus, o que catapulta o índice de cura para quase 100%. Chegamos ao ponto de Eric Bassetti, gerente médico da Gilead, uma das farmacêuticas que mais investiram em opções contra essa enfermidade, cravar: “A indústria nem está mais pesquisando novas drogas. Os tratamentos atuais são excepcionais, e não me refiro somente aos nossos”.

Com armas tão potentes, algumas disponíveis na rede pública, o governo lançou o Plano de Eliminação da Hepatite C. Baseado em uma proposta da Organização Mundial da Saúde, ele almeja reduzir o número de novas infecções em 90% até 2030 — em 2017, foram 24 460 episódios registrados. Ué, eliminar não significa zerar a quantidade de casos? “O plano visa eliminar a doença como um problema de saúde pública, e não erradicá-la, o que só seria possível se houvesse uma vacina”, esclarece Adele Benzaken, diretora do Departamento de IST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde.

Como se pega o vírus da hepatite C, o que ele causa… e o contra-ataque

1) Esse inimigo invade o corpo pelo sangue contaminado. Um de seus destinos é o hepatócito, uma célula do fígado.

2) Na sua nova casa, o vírus cria inúmeras cópias de si — e, no processo, destrói o hepatócito. Com os anos, e em silêncio, essas lesões no fígado provocam cirrose ou câncer.

3) As drogas atuais, ou a combinação de algumas delas, bloqueiam, de uma só vez, diferentes proteínas do agente infeccioso que permitem sua replicação. Sem se multiplicar, ele some do organismo.

O que o governo vai fazer quanto ao tratamento

Para cumprir seu objetivo, o governo pretende, de 2019 a 2024, tratar 50 mil vítimas da hepatite C por ano. De 2025 a 2030, seriam 32 mil tratamentos anuais.

E uma mudança recente promete democratizar mais o atendimento. Antes de março, o Sistema Público de Saúde (SUS) disponibilizava medicações somente para os indivíduos com a doença que tinham lesões hepáticas consideráveis. Agora, qualquer um que carregue o VHC no corpo poderá tomar os antivirais de ação direta logo de cara.

“É uma mudança essencial, porque os remédios eliminam o vírus, e não seus estragos”, diferencia o infectologista Alberto Chebabo, do SalomãoZoppi Diagnósticos. Pois é: se carrega muitas cicatrizes no fígado, uma pessoa talvez apresente complicações da hepatite C mesmo após estar curada.

Aliás, está aí um motivo pelo qual o Ministério da Saúde também não prevê liquidar o número de mortes. A meta é diminuir a mortalidade em 65% até 2030. De 2000 a 2016, mais de 23 mil brasileiros faleceram em decorrência dessa moléstia — o que representa 75% dos óbitos por hepatites virais em geral. Resumindo: o uso dos fármacos nos quadros iniciais vai evitar sequelas e mortes.

Mas não é apenas por isso que seu acesso foi expandido. “Uma vez curado, o sujeito para de transmitir o vírus”, afirma Chebabo.

Por Theo Ruprecht

 

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