Conecte-se Conosco

Mundo

Na Itália, risco de pobreza atinge 1 a cada 4 pessoas

Publicado

em

 

Esse número é ainda maior entre os imigrantes: 55%.

Banca d’Italia, banco central italiano, publicou nesta segunda-feira (12) um estudo que aponta que 23% dos habitantes do país correm risco de pobreza, o maior número da série histórica.

O dado se baseia na quantidade de cidadãos com renda inferior a 60% da média nacional, ou seja, que recebam até 830 euros por mês. Segundo o Bankitalia, o indicador passou de 19,6% em 2006, antes da crise, para os 23% de 2016.

Entre os imigrantes o risco de pobreza é ainda maior: 55%, contra os 34% de 2006. Além disso, o banco central italiano ressalta que essa condição é mais comum em núcleos com chefes de família de até 35 anos (29,7%) e de até 45 (30,3%).

Também foi confirmada a discrepância entre o norte e o sul da Itália. Na parte setentrional do país, 15% dos moradores estão em risco de pobreza, enquanto no chamado “Mezzogiorno” o índice é de 39,4%. 

 

Seja sempre o primeiro a saber. Baixe o nosso aplicativo gratuito.

 

Siga-nos em nossas redes sociais FacebookTwitter e Instagram. Você também pode ajudar a fazer o nosso Blog, nos enviando sugestão de pauta, fotos e vídeos para nossa a redação do Blog do Silva Lima por e-mail blogdosilvalima@gmail.com ou WhatsApp (87) 9 9937-6606 ou 9 9200-1776.

Continue lendo
Clique para comentar

Responder

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mundo

ONU anuncia representante especial para crise migratória na Venezuela

Publicado

em

O posto foi criado a pedido da Colômbia, país que acolhe metade dos 1,6 milhão de pessoas que deixaram o território venezuelano desde 2015

Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) e a Organização Internacional para as Migrações (OIM) indicaram nesta quarta-feira (19) o ex-vice-presidente guatemalteco Eduardo Stein como seu enviado especial para a crise migratória na Venezuela.

O posto foi criado a pedido da Colômbia, país que acolhe metade dos 1,6 milhão de pessoas que deixaram o território venezuelano desde 2015 e é a principal porta de saída para quem foge da crise humanitária que atinge o país dirigido pelo ditador Nicolás Maduro.

Em nota, as duas organizações ligadas à ONU afirmam que Stein “trabalhará para promover o diálogo e o consenso necessários para a resposta humanitária, incluindo o acesso a territórios, a proteção aos refugiados, um estatuto regular e a identificação de soluções para refugiados e migrantes venezuelanos”.

A indicação é feita dois dias depois que o ministro das Relações Exteriores colombiano, Carlos Holmes Trujillo, pediu urgência na criação de um fundo humanitário para auxiliar os países que mais recebem venezuelanos.

“Quanto antes melhor, porque a crise aumenta de uma maneira dramática a cada dia”, afirmou Holmes, após se encontrar em Genebra com a alta comissária de direitos humanos da ONU, a ex-presidente chilena Michelle Bachelet.

O chanceler teme que o número de cidadãos do país caribenho que entraram na Colômbia seja superior ao 1 milhão registrados pelas autoridades migratórias e que o fluxo continue a aumentar.

“Temo que esse número seja ainda maior, e nos preocupa muito a tendência que esses números mostram, porque continuando assim estaremos falando de cerca de 4 milhões de venezuelanos fora de seu país até o fim do ano.”

No início de setembro, líderes de 11 países latino-americanos se reuniram em Quito, no Equador, e exortaram Maduro a aceitar ajuda humanitária com o objetivo de “descomprimir” a crise por trás do êxodo de venezuelanos.

O regime de Maduro nega a existência de uma crise humanitária na Venezuela e considera que o êxodo aconteceu de forma voluntária. Sobre os vizinhos colombianos, o ditador disse que pediria reparação a Bogotá pela imigração decorrente do conflito armado entre os anos 1960 e 2000.

Caracas também lançou, em resposta à expulsão violenta de venezuelanos da cidade brasileira de Pacaraima (RR) em agosto, um programa de repatriação. Segundo as autoridades, 3.000 pessoas voltaram à Venezuela –0,18% dos que saíram desde 2015.

Além da participação da ONU na reação ao fluxo migratório, o presidente da Colômbia, Iván Duque, defende que os países da região levem ao Tribunal Penal Internacional as denúncias de abusos de direitos humanos da ditadura. A iniciativa deve ser apoiada pelos governos de Argentina, Chile, Paraguai e Peru.

Embora Duque, que assumiu em agosto, tenha adotado uma linha mais dura que seu antecessor, Juan Manuel Santos, em relação a Caracas, ele ainda não mencionou a opção militar para a crise.

Porém, o novo embaixador colombiano em Washington, Francisco Santos, disse nesta terça (18) que “diante da crise política e humanitária do país vizinho, todas as opções devem ser consideradas para restabelecer a democracia.”

Para ele, a “Venezuela se transformou numa bomba-relógio pronta para explodir”. Ele ainda pediu a colaboração de outros países da América Latina para resolver a crise e acrescentou que a Colômbia “não irá observar a situação de maneira passiva”.

Francisco Santos é uma figura conhecida da política colombiana. Primo de Juan Manuel Santos, foi vice do ex-presidente Álvaro Uribe (2002-2010). Durante todo o governo de seu parente, permaneceu fiel ao uribismo e foi muito crítico à gestão do parente vencedor do Nobel da Paz.

Indagado sobre a razão pela qual a Colômbia não assinou o documento do Grupo de Lima que rejeita a opção militar, disse que “nós acreditamos que deve haver uma resposta coletiva a essa crise e acreditamos que todas as opções devem ser consideradas”.

E acrescentou que era “muito ingênuo imaginar que exista uma solução sem uma mudança do regime”.

Mencionou, ainda, que o território venezuelano está se transformando em um “santuário” para os traficantes de drogas e guerrilheiros do ELN (Exército de Libertação Nacional) –com quem o Estado colombiano cancelou as negociações de paz–, além de dissidentes das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), que estariam se reorganizando na Venezuela.

“Essa é uma catástrofe que é inevitável confrontar, antes que se agrave ainda mais e cause mais instabilidade na região”, afirmou. “Há muitas opções para enfrentar a situação e não devemos nos distrair.”

Por Folhapress. 

Seja sempre o primeiro a saber. Baixe o nosso aplicativo gratuito.


Siga-nos em nossas redes sociais FacebookTwitter e Instagram.Você também pode ajudar a fazer o nosso Blog, nos enviando sugestão de pauta, fotos e vídeos para nossa a redação do Blog do Silva Lima por e-mail blogdosilvalima@gmail.com ou WhatsApp (87) 9 9937-6606 ou 9 9101-6973.

Continue lendo

Mundo

FAB transporta 30 venezuelanos para Pernambuco

Publicado

em

Os imigrantes devem ser acomodados em abrigo em Igarassu (PE), cidade com cerca de 100 mil habitantes que já recebeu outros 69 estrangeiros em situação semelhante.

Força Aérea Brasileira transportou, nesta terça-feira (18), um grupo de 30 venezuelanos de Boa Vista, em Roraima, para o estado de Pernambuco. Lá, eles devem ser acomodados em um abrigo de Igarassu (PE), cidade com cerca de 100 mil habitantes que já recebeu outros 69 estrangeiros em situação semelhante.

Com a operação desta manhã, que faz parte do processo de interiorização de imigrantes no País, o número de venezuelanos transportados com ajuda do governo federal e da Organização das Nações Unidas (ONU) passa de 1,9 mil. A iniciativa ajuda solicitantes de refúgio e de residência a encontrar melhores condições de vida em diversos estados brasileiros.

Os venezuelanos aceitam, voluntariamente, participar do programa. São vacinados, submetidos a exame de saúde e regularizados no Brasil – inclusive com CPF e carteira de trabalho. Estão previstos para esta semana voos na quarta-feira (19), quinta-feira (20) e sexta-feira (21), tendo como destino final as cidades de Manaus (AM), Conde (PB), Brasília (DF) e Rio de Janeiro (RJ).

Como funciona a interiorização

A interiorização conta com apoio da Agência da ONU para Refugiados (Acnur), da Agência da ONU para as Migrações (OIM), do Fundo de População das Nações Unidas (Unfpa) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud):

Acnur

Identifica interessados em participar e cruza informações com as vagas disponíveis e perfil dos abrigos. Além disso, a agência assegura que os indivíduos estejam devidamente documentados e providencia melhorias de infraestrutura nos locais de acolhida.

OIM

Atua na orientação e informação prévia ao embarque, garantindo que as pessoas possam tomar uma decisão informada e consentida, sempre de forma voluntária, além de realizar o acompanhamento durante todo o transporte.

Unfpa

Promove diálogos com mulheres e pessoas LGBTI para que se sintam mais fortalecidas neste processo, além de trabalhar diretamente com a rede de proteção de direitos nas cidades destino com o objetivo de fortalecer a capacidade institucional

Pnud

Trabalha na conscientização do setor privado para a absorção da mão de obra refugiada.

Além disso, reuniões prévias do governo e da ONU com autoridades locais e coordenação dos abrigos definem detalhes sobre atendimento de saúde, matrícula de crianças em escolas, ensino da língua portuguesa e cursos profissionalizantes. Com informações do Portal Brasil.

Seja sempre o primeiro a saber. Baixe o nosso aplicativo gratuito.


Siga-nos em nossas redes sociais FacebookTwitter e Instagram.Você também pode ajudar a fazer o nosso Blog, nos enviando sugestão de pauta, fotos e vídeos para nossa a redação do Blog do Silva Lima por e-mail blogdosilvalima@gmail.com ou WhatsApp (87) 9 9937-6606 ou 9 9101-6973.

Continue lendo

Mundo

Maioria aprova novo presidente da Colômbia, mas acha que país vai mal

Publicado

em

O apoio a Duque é maior no interior do país

primeira pesquisa avaliando o governo do direitista Iván Duque, que assumiu a Presidência da Colômbia em 7 de agosto, mostra que ele goza do apoio da maioria da população.

A margem pequena (53,8%) e o fato de 59% acharem que o país segue por um mau caminho, porém, indicam que a polarização que marcou o período eleitoral persiste.

O apoio a Duque é maior no interior do país, região mais afetada pelos conflitos entre guerrilhas, ex-guerrilheiros, paramilitares, facções criminosas e o Exército. Aí, o discurso linha-dura do presidente encontra eco e 64,3% de aprovação. Já nas áreas urbanas, o apoio cai para 51,3%.

A pesquisa, realizada pelo instituto Invamer, o mais importante do país, foi divulgada na segunda-feira (17).

Os números mostram o tamanho dos desafios de Duque. Enquanto o mandatário se mostrou intransigente com o ELN (Exército de Libertação Nacional), pedindo que se cancelassem as negociações com essa que é hoje a maior guerrilha em atividade do país, 55,6% dos entrevistados diz crer que o acordo com as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) vai por um mau caminho.

Conhecido opositor dos acordos com ambas as guerrilhas, Duque afirmou, durante a campanha, que o documento firmado com as Farc e aprovado pelo Congresso em 2016 seria respeitado, mas com mudanças, principalmente no que diz respeito a anistias e à Justiça Especial.

Isso levou a novas dissidências de ex-guerrilheiros que viram sua liberdade ameaçada e trouxe incerteza aos que se aceitaram o tratado de paz.

Porém, Duque ainda não esclareceu nem que medidas irá tomar para reformar o acordo, nem qual será sua posição com relação a forças não desmobilizadas, como o ELN e cartéis, como o do Golfo e outras chamadas bacrim (facções criminosas). Em relação ao ELN, 62% da população considera importante retomar as negociações, nem que seja num novo formato.

Outro tema em que se espera de Duque uma definição mais clara é a questão da Venezuela. País que mais tem recebido refugiados do vizinho, a Colômbia vinha atuando com as fronteiras abertas durante a gestão de Juan Manuel Santos (2010-2018), salvo em pontuais conflitos com o ditador Nicolás Maduro que interromperam o fluxo.

Durante sua campanha, Duque disse que imporia mais controles na entrada dos refugiados e que proporia uma distribuição deles entre os países da região. Além disso, prometeu que enfrentaria Maduro de modo mais frontal e que levaria ao Tribunal de Haia as acusações da OEA (Organização de Estados Americanos) de abusos de direitos humanos.

Sua equipe ainda titubeia enquanto diz estudara situação. Mas o fato é que os colombianos, principalmente os que vivem na fronteira, cada vez apoiam menos a política de fronteiras abertas.

Ainda assim, a maioria dos entrevistados prefere uma negociação na base do diálogo e não da intervenção, como chegou a propor em uma visita a Cúcuta o secretário-geral da OEA, o uruguaio Luis Almagro.

O pessimismo ante o vínculo com o país vizinho também tem predominado, 64% dos entrevistados crê que as relações entre Colômbia e Venezuela não melhorarão.

Embora não seja de se espantar, o político mais popular do país segue sendo o ex-presidente e padrinho político de Duque, Álvaro Uribe, que vem mantendo desde antes do fim do governo Santos uma popularidade de 54%, à frente de todos os ex-mandatários recentes da Colômbia.

Por Folhapress. 

Seja sempre o primeiro a saber. Baixe o nosso aplicativo gratuito.


Siga-nos em nossas redes sociais FacebookTwitter e Instagram. Você também pode ajudar a fazer o nosso Blog, nos enviando sugestão de pauta, fotos e vídeos para nossa a redação do Blog do Silva Lima por e-mail blogdosilvalima@gmail.com ou WhatsApp (87) 9 9937-6606 ou 9 9101-6973.

Continue lendo

Trending