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Saúde

Queda de cabelo no pós-parto é normal?

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A perda dos fios após o nascimento dos bebês é uma reclamação comum entre as mães. Descubra por que isso acontece e como amenizar o problema.

Uma queixa constante entre as mulheres que acabaram de se tornar mães é a queda de cabelo no período inicial da amamentação, logo após o nascimento do bebê. Esse quadro tem até nome técnico: eflúvio telógeno pós-parto.

Trata-se de uma inflamação aguda dos folículos capilares comum nesse momento da vida. De acordo com a dermatologista Carla Bortoloto, de São Paulo, há dois grandes motivos para isso.

O primeiro e principal é a diminuição súbita na concentração de certos hormônios. Carla explica que, durante a gravidez, existe um aumento da quantidade de hormônios femininos, como a progesterona e o estrógeno. Só que eles caem bruscamente depois do parto – e demoram em torno de três meses para níveis normais.

“O ciclo capilar é muito influenciado pelos hormônios. Qualquer irregularidade ou desequilíbrio, como a que ocorre na gestação e logo após ela, pode provocar queda de cabelo”, completa a especialista em dermatologia clínica e cirúrgica.

A outra razão, no caso das mamães que passaram por cesárea, é o estresse cirúrgico, uma reação que ocorre em todo tipo de operação invasiva. “A perda dos fios ocorre devido ao procedimento em si e aos medicamentos, como os anestésicos”, afirma Carla.

Normalmente, as mechas começam a cair a partir do terceiro mês depois do nascimento do bebê. Isso porque os danos provocados no couro cabeludo demoram um tempo para terminarem em cabelos no chão. A intensidade do problema e o tempo de duração variam de mulher para mulher.

Mas não para por aí. Anemia proveniente de eventuais sangramentos durante o nascimento, depressão pós-parto, alterações na tireoide e doenças autoimunes também culminam em rareamento das madeixas. Por isso, sempre procure o dermatologista para que ele faça um bom diagnóstico.

Dá para amenizar a perda de cabelo

Cada caso deve ser analisado individualmente. O tratamento às vezes envolve suplementos alimentares, remédios anti-inflamatórios ou até uso de laser.

“O laser de baixa energia, LED ou fotobiomodulação reduz a liberação de moléculas que causam o estado inflamatório”, informa Carla.

Além disso, a regra básica é cuidar especialmente bem dos fios durante os nove meses para que eles resistam ao momento do parto. Atitudes como baixar a temperatura do secador, ficar longe da chapinha, pentear as madeixas com delicadeza e dar preferência para penteados “mais soltos” são bem-vindas. Assim, você evita que o calor excessivo e o puxa e repuxa prejudiquem a cabeleira.

Por Maria Tereza Santos- Saúde 

 

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Saúde

Mães de bebês com microcefalia lutam contra a pobreza e o desespero

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Mulheres relatam depressão, mas sonham com futuro melhor para as crianças.

Aproximadamente três anos depois de o surto de Zika no Brasil causar milhares de casos de microcefalia e outras anormalidades devastadoras em recém-nascidos, a agência Reuters voltou para observar as mães e seus filhos.

O Zika, primeiro vírus de um mosquito conhecido por afetar fetos em desenvolvimento, desapareceu das manchetes dos jornais, mas órgãos mundiais de saúde temem a disseminação para novas populações. Em Angola, vários bebês nascidos com microcefalia desde 2017 parecem relacionados à mesma tensão que atingiu a América Latina.

No Nordeste do Brasil, a reportagem conversou com aproximadamente 30 mães que contraíram o Zika vírus durante a gravidez. A maioria delas foi abandonada pelos maridos e cuida sozinha das crianças.

Muitas das mulheres já se habituaram após o choque inicial da deficiência das crianças, abrindo mão dos sonhos das próprias carreiras para a realidade de cuidado integral de uma criança que pode nunca andar ou falar.

Muitas delas lutam para conseguir uma ajuda mensal de R$ 954, que deve cobrir despesas de casa, comida, medicações e transporte pare frequentes visitas a médicos.

Muitas procuram conforto entre as mães cujas crianças dividem a mesma aflição. Outras expressam gratidão a membros da família ou amigos que oferecem um descanso da rotina cansativa. Muitas delas confessaram ter desespero e depressão, e algumas consideraram suicídio. Mas elas têm em comum o amor forte pelas crianças e a esperança de uma vida melhor.

Quatro delas nos mostraram um pedaço de suas rotinas em casas simples nas periferias do Recife e de Olinda, duas cidades no estado de Pernambuco.

Gabriela Alves de Azevedo, 22, segura a filha de dois anos Ana Sophia, que nasceu com microcefalia, na casa delas em Olinda — Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

Gabriela Alves de Azevedo, 22, mora na periferia de Olinda com a filha, Ana Sophia, atualmente com três anos de idade.

Ana Sophia tem microcefalia, uma anomalia rara marcada pelo tamanho pequeno da cabeça, que significa que o cérebro se desenvolveu parcialmente durante a gestação. Antes do Zika, anomalias como essa nunca haviam sido relacionadas a doenças transmitidas por um mosquito. Além dos problemas no desenvolvimento, Ana Sophia tem problemas de visão, audição e para engolir.

Gabriela Alves de Azevedo dá banho na filha com quatro meses Ana Sophia, que nasceu com microcefalia, na casa delas em Olinda, em março de 2016 — Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

Gabriela Alves de Azevedo dá banho na filha com quatro meses Ana Sophia, que nasceu com microcefalia, na casa delas em Olinda, em março de 2016 — Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

Gabriela planejava terminar o ensino médio e estudar fisioterapia. Agora, ela passa os dias cuidando da filha. O marido a abandonou pouco depois do nascimento de Ana Sophia. Ele não podia aceitar a condição da filha, diz Gabriela, e não paga pensão.

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Saúde

Brasil tem 12 mortes por sarampo e mais de 2 mil casos confirmados

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O Brasil teve 12 mortes por sarampo registradas em 2018 e 2.192 casos confirmados da doença. Foram quatro mortes em Roraima (3 em estrangeiros e 1 em brasileiro), 6 no Amazonas (todos brasileiros, sendo três do município de Manaus, dois do município de Autazes e um no município de Manacapuru) e duas mortes no Pará.

Os dados são do Ministério da Saúde, que divulgou novo boletim na quarta-feira (17).

Segundo o ministério, todos os casos estão relacionados à importação do vírus de genótipo (D8) que está circulando no país é o mesmo que circula na Venezuela, país que enfrenta um surto da doença desde 2017.

O maior número de casos são no Amazonas e em Roraima (1.776 casos e 330, respectivamente), estados que enfrentam surtos da doença. No Amazonas, mais de 7 mil casos continuam em investigação e em Roraima 93 casos.

Além de Amazonas e Roraima, sete estados e o DF registraram casos da doença, todos relacionados à importação segundo o ministério.Fonte: Bem Estar

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Saúde

Como se livrar da insônia na menopausa

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A falta de sono é uma reclamação comum entre as mulheres que estão passando pelo climatério. Saiba o que a insônia pode causar e como fugir dela.

Uma das condições que mais aparecem ou se agravam durante o climatério é a insônia. Calcula-se que 60% das mulheres nessa fase chegam a encará-la. Há vários motivos para isso, a começar pelas mudanças na bioquímica cerebral. Os fogachos também têm sua parcela de culpa, pois os calorões noturnos seguidos de calafrios não raro atrapalham o sono.

É um efeito dominó que abre caminho ao cansaço, ao desânimo e até ao ganho de peso. “Acordar cansada e irritada compromete o bom funcionamentos de hormônios como a grelina e a leptina, responsáveis pela fome e pela saciedade”, explica a médica Mariana Halla, diretora da Sociedade Brasileira para Estudos do Envelhecimento.

O que os especialistas recomendam para driblar a insônia

“Em alguns casos, as terapias de reposição hormonal também ajudam a solucionar os problemas de insônia”, aponta o ginecologista Márcio Coslovsky, membro da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia.

Lembre-se: se a dificuldade para pegar no sono ou mantê-lo ao longo da madrugada se tornar persistente, converse com o médico. Há tratamentos especialmente destinados a corrigir a situação.

Por Juan Ortiz, Henrique Kanitz e Sílvia Lisboa

 

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