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Saúde

Recife busca ajuda no combate ao zika na sede do Banco Mundial

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Jailson Correia, secretário de Saúde do Recife (Foto: Thays Estarque/G1)

Jailson Correia, secretário de Saúde do Recife (Foto: Thays Estarque/G1)

Essa é a 2ª vez que o secretário visita o EUA para tentar arrecadar recursos.
Ele ainda participará de uma equipe que avaliará projetos de enfrentamento.

Após o governo do estado oficializar uma parceria com os Estados Unidos para intensificar o combate ao vírus da zika, o secretário de Saúde do Recife, Jailson Correia, partiu rumo a Washington (EUA) na noite do domingo (19). Ele tentará arrecadar recursos para o enfrentamento da arbovirose na sede do Banco Mundial na quarta-feira (22).

Durante a viagem o secretário ainda integrará uma equipe que avaliará projetos de combate ao vírus da zika na área de inovações tecnológicas. O convite foi feito pelo Bureau for Global Health (Usaid), a agência de desenvolvimento do governo dos EUA. O evento ocorre nesta segunda-feira (20) e segue até a terça-feira (21).

O convite é consequência da última visita que fez ao Estados Unidos. Em março deste ano, ele esteve em Washington, juntamente com o secretário Iran Costa. Na ocasião, Correia apresentou a difícil situação que o município vive em relação às três arboviroses (dengue, chikungunya e zika).

Já em abril, Jailson também buscou ajuda para ampliar as ações contra o mosquito na capital pernambucana. O titular da pasta se encontrou com representantes da Fundação Bill & Melinda Gates no Rio de Janeiro para tentar arrecadar recursos para pesquisas e tecnologias de combate ao vírus da zika.

(Do G1 PE)

Saúde

Alzheimer: calçando os sapatos de quem tem a doença

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Nossa colunista reflete sobre os desafios da convivência com o problema e os caminhos para manter a qualidade de vida dos pacientes.

Pense em uma pessoa que você ama. Agora, tente se lembrar de um momento importante, daqueles que você jamais vai esquecer, como o dia em que se viram pela primeira vez. E se você soubesse que essa pessoa começará, em breve, a se esquecer das lembranças que vocês criaram juntos. Que gradativamente sua memória começará a falhar e ela poderá sequer lhe reconhecer quando estiver junto dela. Pior: que essa pessoa fosse capaz de lhe agredir física ou verbalmente. Como você se sentiria nessas circunstâncias? Como agiria para que ela pudesse continuar a se sentir amada?

No exato momento em que você lê este texto, algum cidadão no mundo está dando entrada no processo de perda de memória ocasionado pelo Alzheimer. Falamos do tipo de demência mais comum no planeta: são estimados mais de 9,9 milhões de novos casos por ano, o que equivale a uma pessoa diagnosticada a cada 3,2 segundos.

Hoje, há 50 milhões de pessoas com a demência, e a expectativa é que esse número alcance os 152 milhões em 2050. A maioria dos indicadores concentra-se na população de idosos. Isso pode ser justificado pelo fato de, geralmente, o diagnóstico ser tardio, visto que estudos apontam que o declínio da capacidade cerebral pode começar até 20 anos antes dos primeiros indícios se manifestarem. Não à toa, trata-se de uma doença com maior prevalência entre pessoas com 65 anos ou mais.

Estamos no sétimo ano consecutivo desde a criação do Dia Mundial do Alzheimer, cuja data é celebrada no 21 de setembro. Por isso, quero conversar com você não sobre o diagnóstico ou o tratamento – ou mesmo sobre o fato de ainda desconhecermos a cura. Prefiro usar esta oportunidade para refletir sobre como lidar com a pessoa que sofre com a demência. Será que ela ainda é a mesma que você ama? O que ela sente e como percebe o universo ao redor?

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Saúde

Consumo de álcool é um dos principais fatores de risco para o suicídio

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Aproveite o Setembro Amarelo, o mês de prevenção ao suicídio, para conhecer o estudo brasileiro que reforça o elo entre esse problema e bebidas alcoólicas.

suicídio é um tema que, apesar de delicado, merece ser discutido. Até porque em 90% dos casos ele pode ser prevenido. Pensando nisso, pesquisadores da Universidade São Paulo (USP) estudaram um fator bastante associado a esse problema: o consumo de álcool.

Eles analisaram os exames toxicológicos de 1 700 pessoas que se mataram entre 2011 e 2015 na cidade de São Paulo. Os dados foram coletados do Instituto de Medicina Legal.

Resultado: 30,2% das amostras acusava algum grau de teor alcoólico no sangue. Entre os homens, a porcentagem chegou a 34,7%. Ou seja, aproximadamente um terço das pessoas que tiraram a própria vida havia ingerido pelo menos alguns goles momentos antes desse ato.

Um dos líderes do estudo, Raphael Eduardo Marques Gonçalves afirma que o objetivo era problematizar essa associação para que mais pesquisas sejam realizadas, principalmente na área de saúde mental. “Queremos auxiliar na elaboração e implantação de estratégias preventivas e, assim, reduzir o número de suicídios e dos custos relacionados”, completa o perito criminal da Polícia Técnico-Científica de São Paulo.

 

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Saúde

Miopia aumenta 89% no Brasil, diz OMS

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O aumento em 20 anos está acima da média global.

Pesquisa da OMS (Organização Mundial da Saúde) aponta que a prevalência global da miopia e alta miopia estão em ascensão no mundo todo, mas no Brasil avança mais que a média global.

De acordo com o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto do Instituto Penido Burnier, a miopia, dificuldade de enxergar de longe, ainda é pouco compreendida. Para ele, o esforço visual contínuo para perto, imposto pelo uso sem pausas das telas eletrônicas é uma variável importante do aumento da miopia, conforme ficou demonstrado em um estudo que realizou com 360 crianças. Outro fator ambiental, comenta, é a baixa concentração nos olhos da dopamina, hormônio ativado nas atividades externas pelo sol que está relacionado ao crescimento axial do olho.

É justamente este crescimento do olho, observa, a linha divisória para o aumento mais acelerado da alta miopia, acima de 5 graus, no Brasil do que no restante do mundo. O banco de dados da OMS mostra que de 2020 a 2040 a alta miopia no Brasil aumenta 89%. Passa de 6,8 milhões casos para 12,9 milhões. No âmbito mundial o crescimento no mesmo período atinge 49%, passando de 399,4 milhões de casos para 596,51 milhões.

O oftalmologista afirma que a maior propagação da alta miopia no país é uma grave questão da saúde pública. Isso porque, pode desencadear descolamento da retina, catarata e glaucoma, importantes causas de perda da visão.

Descolamento da retina

Ele explica que o crescimento axial do olho afina a retina, membrana no fundo do olho responsável pela visão. Por isso, pondera, a alta miopia é uma importante causa do descolamento da retina, separação entre a camada superior, epitélio, e os vasos sanguíneos que fornecem oxigênio e nutrientes essenciais para a saúde retiniana.

Sintomas

Queiroz Neto destaca que nem sempre o descolamento apresenta sintomas. Por isso, o acompanhamento periódico, especialmente entre os que têm grau mais elevados pode prevenir danos graves à visão. Para se ter ideia, 7 em cada 10 descolamentos acontecem entre maiores de 60 anos, mas podem acontecer picos dos 20 aos 30 anos em quem tem miopia muito alta.

Quando ocorrem, os sinais mais frequentes são: enxergar flashes de luz, pequenos pontos pretos ou moscas volantes e uma cortina sobre a visão que indicam emergência em passar por consulta oftalmológica

Outros grupos de risco

O oftalmologista ressalta que o descolamento da retina também pode acontecer por traumas, inflamações cório-retinianas, alterações no vítreo decorrente da idade, e doenças como o diabetes ou hipertensão maligna porque formam novos vasos na retina que dificultam a circulação e podem romper por serem mais frágeis.

Foram os traumas em campo, comenta, que afastaram Tostão do campo de futebol e que explicam o descolamento de retina sofrido por Pelé.

Tratamento

Queiroz Neto afirma que quanto mais rápido o atendimento médico maiores as chances de reabilitar a visão. Por exemplo, comenta, quando acontece uma ruptura da retina o descolamento pode ser prevenido com aplicação ambulatorial de laser ou crioterapia (congelamento) que sela a retina no fundo do olho.

As principais técnicas cirúrgicas para reabilitar o descolamento são:

Retinopexia convencional em que uma faixa flexível de silicone empurra a retina para a parede do olho.

Retinopexia pneumática que consiste em injetar uma bolha de no olho para empurrar a retina.

Vitrectomia em que o gel vítreo do olho é retirado e substituído por gás ou óleo de silicone

Prevenção

”Muitas pessoas acreditam que o tratamento da miopia consiste em usar óculos ou lente de contato. Não é bem assim. Quem tem mais de cinco graus precisa fazer exames de fundo de olho periodicamente para prevenir complicações que podem cegar”, afirma.

Depois de instalada a miopia não regride, mas estudos demostram que o colírio de Atropina diluído a 0,01% interrompe um em cada dois casos de alta miopia na infância, período em que a progressão é mais intensa. A terapia é indicada até a idade de 15 anos nos casos de variação de 0,5 grau a cada seis meses. O tratamento deve ser feito por, no mínimo, 2 anos e sempre com acompanhamento médico porque a atropina em maior concentração pode levar ao glaucoma.

Implante é mais seguro que lente

Conviver com a alta miopia não é fácil porque 85% de nossa integração com o meio ambiente depende da visão. Queiroz Neto afirma que muitos preferem usar lente de contato para fugir do limitado campo visual imposto pelos óculos. A boa notícia para quem tem mais de 5 a 20 graus de miopia é que pode se livrar dos óculos com o implante de uma lente entre a íris, parte colorida do olho e o cristalino. Uma metanálise da Cochrane mostra que este implante é mais seguro que a troca constante de lentes de contato. O médico explica que a cirurgia não retira o cristalino e só pode ser feita em quem tem o grau estabilizado há, no mínimo, um ano, não tem alterações na córnea, retina ou glaucoma. Não é o fim da alta miopia, mas quem já fez a cirurgia ganhou uma nova vida, conclui.

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