Belém foi palco de um grande protesto na manhã deste sábado, marcando a maior mobilização popular durante a Cúpula do Clima das Nações Unidas (COP-30). A manifestação, organizada pela Cúpula dos Povos, teve início no Mercado de São Brás, um ponto turístico da cidade, e tem como destino a Aldeia Cabana.
Os manifestantes levantam diversas pautas, incluindo o fim do uso de combustíveis fósseis, o combate à exploração de petróleo na Amazônia, a oposição à mineração e outras questões socioambientais.
Diversos movimentos sociais participam da marcha, como a Caravana da Resposta, que reuniu indígenas de diferentes regiões do país, o Movimento Sem Terra (MST), comunidades extrativistas e quilombolas. A ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, acompanhou a marcha de um dos caminhões.
As ministras do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, e dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, abriram o evento com discursos.
Marina Silva defendeu a criação de um plano para eliminar o uso de combustíveis fósseis e destacou o Brasil como o único país no mundo com um roteiro para alcançar o desmatamento zero. Ela também mencionou a queda de 50% no desmatamento da Amazônia.
Sônia Guajajara afirmou que “a Zona Azul da ONU é aqui”, em referência às manifestações ocorridas nos últimos dias próximas à área restrita da ONU durante a COP-30.
Marina Silva também ressaltou que o presidente Lula apoia as manifestações, considerando-as como “a COP da verdade”.
Representantes de povos indígenas de todo o mundo marcaram presença na marcha. George Auankaroe, da Associação de Líderes Indígenas do Suriname, destacou a importância da COP-30 como uma oportunidade para que suas vozes sejam ouvidas pelos líderes globais.
A ativista argentina Anabella Rosemberg criticou a postura do seu país em relação às negociações climáticas. Segundo ela, a Argentina representa uma barreira para o avanço da justiça climática, e ela considera difícil apoiar a atual representação do país.