Ao longo deste ano, um dos assuntos mais abordados pela coluna Claudia Meireles e lidos pelo público foi a gordura no fígado, condição clinicamente conhecida como esteatose hepática. Conforme dados da Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH), a doença atinge em torno de 30% da população no Brasil, o que corresponde a uma em cada três pessoas.
A hepatologista Natália Trevizoli explica: “A gordura no fígado surge quando o órgão recebe mais gordura do que consegue metabolizar, o que resulta em acúmulo”. Especialista em gastroenterologia, a médica salienta que o quadro geralmente está relacionado a sobrepeso, resistência à insulina, diabetes, colesterol elevado e alimentação rica em açúcar e ultraprocessados, além do consumo de álcool.
Fatores de risco para a gordura no fígado
Abaixo, a especialista em transplante de fígado menciona os três principais fatores de risco para a condição hepática:
- Excesso de peso, especialmente abdominal;
- Resistência à insulina e diabetes;
- Alimentação rica em açúcares, gorduras saturadas e ultraprocessados.
A médica faz um alerta: “O consumo de álcool e o sedentarismo intensificam esses fatores e aceleram a progressão da doença”. Natália comenta que a prevenção para a gordura no fígado passa por adotar um estilo de vida saudável. “Alimentação equilibrada, atividade física regular e controle de peso reduzem excessivamente o risco. Além, claro, de evitar o consumo de álcool em exagero“, alega.
Segundo a gastroenterologista, a gordura no fígado é “reversível com mudanças de hábitos na maioria dos casos”. “É importante priorizar frutas, verduras, proteínas magras e grãos integrais. Deve-se também limitar bebidas açucaradas, frituras e alimentos industrializados”, orienta. A hepatologista frisa que pacientes com diabetes ou colesterol alto precisam fazer o tratamento adequado. “É essencial”, cita.
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