A empresa do médico Carlos Alberto Azevedo Silva Filho, preso após matar dois colegas de profissão em um restaurante de luxo, no bairro Alphaville Plus, em Barueri, na Grande São Paulo, na última sexta-feira (16/1), afirmou que o desentendimento aconteceu “em âmbito estritamente pessoal”. A Polícia Civil investiga uma suposta briga por contratos de licitação.
“A empresa esclarece que o ocorrido não corresponde aos valores e princípios da instituição. Os fatos pessoais e isolados do sócio não se confundem com suas atividades institucionais, assistenciais, operações, contratos ou rotinas internas”, disse a Cirmed Brasil, empresa que tem Carlos Alberto como dono, segundo a polícia.
De acordo com delegado Andreas Schiffmann, responsável pelas investigações, os médicos Carlos Alberto Azevedo Silva Filho, autor do crime, e Luís Roberto Pellegrini Gomes, uma das vítimas, são donos de empresas concorrentes de gestão hospitalar. “Eles disputavam esses contratos”, disse o delegado ao Metrópoles.
O terceiro médico envolvido, Vinicius dos Santos Oliveira, seria um funcionário de Luís Roberto e estava com ele no restaurante quando Carlos Alberto chegou ao local. Ele também foi morto a tiros.
Médico mata dois colegas de profissão
Câmeras de segurança flagraram (veja abaixo) o momento em que o médico Carlos Alberto Azevedo Silva Filho, de 44 anos, matou dois colegas a tiros em frente a um restaurante de luxo na Avenida Copacabana, na noite desta sexta-feira (16/1). O homem foi preso em flagrante. As vítimas — Luís Roberto Pellegrini Gomes, de 43 anos, Vinicius Dos Santos Oliveira, de 35 — conheciam o atirador.
Nas filmagens, é possível ver o início da briga, dentro do estabelecimento. Carlos Alberto chega, cumprimenta a dupla com apertos de mão e dá início a uma discussão. Em dado momento, ele dá um tapa na em uma das vítimas, que estava sentada. Na sequência, a outra vítima, que assistia à cena, revida com diversos socos.
Outra gravação, feita do lado de fora do restaurante, mostra Luís Roberto e Vinicius caminhando no estacionamento do estabelecimento, quando Carlos Alberto aparece por trás e começa a atirar.
De acordo com a decisão que determinou a prisão preventiva de Carlos Alberto, guardas civis municipais de Barueri foram acionados para o restaurante antes dos disparos, após serem alertados de que havia um indivíduo armado no local.
Na ocasião, foi realizada uma busca pessoal no suspeito, e nenhuma arma foi encontrada. Ele apresentou aos agentes marcas das agressões sofridas e disse que iria embora. No entanto, momentos depois, ele surgiu com a arma atirando. Segundo testemunha, o objeto teria sido entregue a Carlos Alberto por uma mulher.


