Cobrança de Haddad sobre ativos do Regional de Brasília põe pressão sobre o banco do Distrito Federal que deseja ser megabanco estatal.

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Crise de liquidez do BRB se aprofunda após revelação de ex-presidente sobre R$ 2 bilhões não recuperados do Banco Master e ausência de balanço.

A cobrança de Haddad e a crise de liquidez do BRB se intensificam, com R$ 2 bilhões do Banco Master não recuperados e risco de intervenção.

A pressão sobre o Banco Regional de Brasília (BRB) intensificou-se consideravelmente após a cobrança do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a respeito da liquidez da instituição. O cenário de incerteza foi agravado pela revelação do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, de que R$ 2 bilhões provenientes de operações com o Banco Master não puderam ser recuperados durante sua gestão, gerando um risco iminente de intervenção por parte do Banco Central.

A crise de liquidez, que agora ameaça a estabilidade do BRB, tem suas raízes no conjunto de operações com o Banco Master. A situação se deteriorou publicamente quando o ex-dirigente admitiu a dificuldade em reaver os vultosos recursos.

Anteriormente, o BRB havia comunicado ao mercado a intenção de adquirir 58,04% das ações do Banco Master, uma operação inicialmente aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE). Contudo, o veto subsequente do Banco Central à aquisição marcou o início da derrocada para o banco de Daniel Vorcaro e, por extensão, um período de turbulência para o BRB.

A possibilidade de uma intervenção do Banco Central paira sobre o BRB, que é a etapa preliminar a um processo de liquidação extrajudicial. Embora o sistema bancário brasileiro registre atualmente 11 instituições nessa condição – incluindo as cinco do grupo Master – o caso do BRB se distingue significativamente devido ao porte e à relevância da instituição para o Distrito Federal e para o cenário bancário nacional. A dimensão do BRB confere um peso maior a qualquer instabilidade em suas finanças.

Transparência e o Balanço Desaparecido

Um sinal adicional de alerta para o mercado e os reguladores é a ausência de publicação dos números do terceiro trimestre de 2025 por parte do BRB. Essa falta de transparência em um momento crítico não contribui para a confiança dos investidores e do público.

No balancete de junho do mesmo ano, a única menção ao Banco Master foi uma referência à ação de aquisição que, como se sabe, acabou sendo vetada, deixando uma lacuna de informações sobre o real impacto financeiro da operação frustrada.

A cobrança de Haddad e os desafios internos colocam o BRB em uma posição delicada, exigindo respostas rápidas e eficazes para mitigar os riscos e restaurar a confiança. A instituição, que almeja se consolidar como um “megabanco estatal”, enfrenta agora a necessidade urgente de demonstrar sua solidez e capacidade de gestão diante de um cenário financeiro cada vez mais pressionado e sob o escrutínio das autoridades regulatórias.

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