Show da Shakira ajudou a revelar venda ilegal de camarote do Morumbis

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O esquema de venda ilegal de fraudes envolvendo um camarote do Morumbis, que levou ao afastamento temporário do presidente do São Paulo Futebol Clube, Julio Casares, e é alvo de operação na manhã desta quarta-feira (21/1), passou a ser investigado após um show da cantora colombiana Shakira no estádio.

Quatro mandados de busca e apreensão são cumpridos na manhã desta quartaEntre os alvos, estão o diretor-adjunto de futebol de base do clube, Douglas Schwartzmann, e Mara Casares, ex-esposa do presidente afastado do São Paulo, Julio Casares, e diretora feminina, cultural e eventos do clube.

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Mara Casares, diretora feminina, cultural e de eventos do São Paulo

Reprodução/ Instagram

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Douglas Schwartzmann, diretor-adjunto de futebol de base do São Paulo

Reprodução/ YouTube

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O presidente afastado do SPFC, Julio Casares

Reprodução/ Instagram @juliocasares_sp

Os investigados são suspeitos de exploração clandestina de um camarote no estádio Morumbis, na zona oeste da capital paulista. Segundo o Ministério Público de São Paulo (MPSP), a irregularidade teria acontecido em um camarote ligado à presidência do clube no estádio para o show da cantora Shakira, em fevereiro de 2025.

Os crimes suspeitos levantados pelo MPSP são corrupção privada no esporte e coação no curso do processo.

Um áudio revelou o suposto esquema de comercialização irregular do camarote ligado a presidência do SPFC.

Segundo o material divulgado pelo Globo Esporte, o diretor-adjunto das categorias de base do clube, Douglas Schwartzmann, e a diretora feminina, cultural e de eventos (e ex-esposa de Julio Casares), Mara Casares, estariam envolvidos no esquema ilegal.

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Harry Massis Júnior é vice-presidente do São Paulo.

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Julio Casares, presidente do São Paulo FC.

Reprodução/São Paulo TV

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Muro do MorumBis pichado com “Fora Casares”

Reprodução/X @ogabrielsa

4 de 8Gledston Tavares/Eurasia Sport Images/Getty Images
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Presidente do São Paulo assina com consultoria para aderir a modelo SAF

Divulgação/São Paulo

6 de 8FERNANDO NASCIMENTO/PHOTOPRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
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Júlio Casares, presidente do São Paulo

Ricardo Moreira/Getty Images

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O presidente do SPFC, Julio Casares

Fábio Vieira/Metrópoles

No áudio, o diretor das categorias de base diz que ele e outras pessoas se beneficiaram financeiramente com a prática.

O esquema consistiu no repasse do camarote por parte da diretoria do São Paulo Futebol Clube à Mara Casares para a realização de um evento durante o show da Shakira. Posteriormente, a mulher chamou uma intermediária para vender os ingressos, com alguns tickets custando até R$ 2,1 mil. Essa prática já é considerada ilegal.

Porém, o caso estourou quando a intermediária entrou na Justiça alegando que foi vítima de um calote por parte de Mara e outro dirigente do São Paulo no pagamento de um pacote de ingressos. Neste momento, o áudio revelado na imprensa mostra os dois pressionando a intermediária a retirar a ação judicial, confessando que se tratava de um esquema clandestino.

Após a publicação do caso, em dezembro de 2025, Douglas Schwartzmann e Mara Casares pediram afastamento dos cargos.


Impeachment

  • Julio Casares foi afastado temporariamente da presidência do São Paulo Futebol Clube na noite dessa sexta-feira (16/1), após ter o impeachment aprovado por 188 votos. Ele é denunciado por um suposto esquema de fraudes envolvendo o camarote do Morumbis.
  • No lugar dele, Harry Massis Junior assume a presidência do clube. Ele ocupa o cargo até a realização de uma Assembleia Geral para confirmar o impeachment de Casares. A assembleia deve ser convocada pelo presidente do Conselho, Olten Ayres, em até 30 dias.
  • Caso o impeachment seja aprovado nessa assembleia, Julio Casares deixa o cargo definitivamente e é substituído por Massis Jr até o fim de 2026, quando acontecerá votação para definir o próximo presidente.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que a operação desta quarta-feira é realizada por meio da 3ª Delegacia da Divisão de Investigações sobre Crimes contra a Administração (DPPC) e tem três investigados como alvo.

Em nota enviada ao Metrópoles, o São Paulo Futebol Clube afirma ser vítima no caso e diz que vai contribuir com as autoridades na investigação.

 

Fonte: Metropole

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