O produtor e pesquisador musical Felipe Vassão usou as redes sociais para contestar uma explicação dada por Pedro Sampaio sobre a produção do single Jetski, que vem ganhando destaque nas plataformas digitais.
Veja vídeo
@felipevassaoEita… (Pra quem tiver curiosidade ) 1. O sample do “golfinho” se chama: AFP_AHAE_125_synth_lead_vibracao_Dmin.wav E é um synth lead bem basicão de um pack chamado Afrohouse Angolano Essentials lançado pela Afroplug: Boy2shirtz, Emeraldo ODB e Jodin Beat são os autores do pack. 2. A música do LOONA é na real de uma sub unit do grupo chamada ODD EYE CIRCLE e a canção se chama “Girl Front” – confere a mix dos maluco… 3. E o sample que eu mostrei usado nela se chama (PASMEM ): 140_Gm_Dolphin_BrightChords.wav De um pack chamado Future Bass da Singular Sounds que NÃO EXISTE MAIS NO SPLICE ♬ original sound – Felipe Vassão
Em vídeo, Vassão reage a um conteúdo publicado pelo DJ, no qual ele detalha elementos usados na faixa e afirma que o som presente logo na abertura da música seria de um golfinho real.
Rebateu Pedro Sampaio
“A música já começa com esse som de golfinho, esse (barulho do som). No início já é um som de um golfinho verdadeiro”, diz Pedro Sampaio no trecho repercutido.
A partir disso, Felipe Vassão apresenta outra versão e demonstra que o áudio utilizado não corresponde a um som real do animal, apontando diferenças entre o ruído citado pelo artista e registros autênticos de golfinhos.
Durante o vídeo, o produtor acessa a plataforma Splice e exibe um beat disponível no catálogo com grande semelhança ao som usado em Jetski. Ao comentar a situação, ele questiona:
“Som de golfinho para cima de mim? Sabe o que pega para mim nessa situação? São duas coisas. A primeira é você divulgar uma coisa falando: usei um som de golfinho verdadeiro”. Segundo Vassão, o artista poderia ter descrito o uso do som de forma poética ou simbólica, e não como um registro real do animal.
Explicou como funciona plataforma
Na sequência, ele explica como funciona a plataforma Splice, que reúne samples e sons prontos para produções musicais. “Funciona como um shopping de som. Você vai lá, pega um som para fazer suas batidas. Então, se você pega um som que está lá e usa exatamente igual, qualquer pessoa pode pegar esse exato som e fazer outra música”, afirmou, ao destacar a lógica de funcionamento da plataforma.
Felipe Vassão também fez um alerta sobre o uso desse tipo de material. “A dica do titio é: não pegue as coisas prontas porque você está com pressa. Faça seus samples, faça seus sons para eles serem seus. Porque o que pode acontecer agora? Alguém pode pegar esse som e fazer outra música, e aí o Pedro Sampaio e a gravadora dele não podem reclamar, porque o som é royalty free, qualquer um pode usar”, explicou.
Na legenda da publicação, o produtor detalhou tecnicamente os samples citados no vídeo. Segundo ele, o suposto som de golfinho se chama “AFP_AHAE_125_synth_lead_vibracao_Dmin.wav” e trata-se de um synth lead presente no pack Afrohouse Angolano Essentials, assinado por Boy2shirtz, Emeraldo ODB e Jodin Beat.


