Brasileira acusada de matar a mulher do patrão fez postagens íntimas

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Julgamento nos EUA revela detalhes chocantes do caso, com brasileira e ex-agente do FBI envolvidos em trama passional e posts íntimos como prova.

Brasileira e ex-agente do FBI são julgados nos EUA por assassinato da esposa dele. Posts íntimos da acusada são apresentados como prova crucial.

O assassinato de Christine Banfield, ocorrido em fevereiro de 2023, continua a chocar a opinião pública nos Estados Unidos, com o julgamento expondo detalhes perturbadores de uma trama passional. A brasileira Juliana Peres Magalhães e o ex-agente do FBI Brendan Banfield são os principais acusados, suspeitos de planejar a morte da esposa de Brendan para consolidar um relacionamento amoroso.

Nesta semana, durante as sessões do tribunal na Virgínia, a promotoria apresentou novas e contundentes provas, incluindo postagens íntimas da própria Juliana nas redes sociais, feitas antes do crime.

As imagens, divulgadas pela Justiça, mostram Juliana e Brendan em momentos de grande intimidade. Registros em uma banheira, onde ambos aparecem aparentemente nus, foram apresentados como evidência.

Em uma das fotos, datada de 30 de dezembro de 2022, a brasileira cobriu o rosto do amante com um emoji e legendou: “Aí gente, tô muito cu****. Apaixonadinha desde julho do ano passado”.

Outro registro similar, também na banheira, exibe claramente o rosto de Brendan, reforçando a proximidade do casal meses antes do homicídio.

Além das fotos mais explícitas, outras publicações do Instagram de Juliana revelam o aprofundamento do vínculo. Na véspera do réveillon, ela postou uma foto de uma mão sobre sua perna com a legenda “Meu ano novo”, sugerindo a presença constante do ex-agente.

A acusação também destacou imagens de Juliana em aulas de tiro, acompanhadas de comentários descontraídos, que, segundo a promotoria, sublinham a crescente ligação entre os dois e um possível preparo para os eventos futuros.

A promotoria não se limitou às provas digitais. Evidências materiais cruciais foram anexadas ao processo, incluindo a faca que teria sido utilizada no assassinato, um tênis de Juliana com manchas de sangue e um registro minucioso da cena do crime, todos corroborando a narrativa da acusação. Juliana, que trabalhava como au pair na casa do casal, foi presa em 2023, inicialmente acusada pela morte de Christine Banfield e de Joseph Ryan, um homem que acabou envolvido na complexa trama.

A Trama Elaborada e a Confissão

Meses após sua prisão, Juliana confessou à Justiça norte-americana que o plano de assassinato teria sido arquitetado por Brendan Banfield. O objetivo era claro: eliminar a esposa para que ele pudesse assumir publicamente o romance com a brasileira.

Segundo o depoimento, o casal criou uma estratégia elaborada para despistar as autoridades. Uma das táticas envolvia a criação de um perfil falso em um aplicativo de relacionamentos, em nome de Christine e ligado a uma comunidade de fetiches sexuais.

Usando essa conta, eles teriam atraído um homem até a residência com a intenção de encenar uma fantasia de estupro, deixando a porta destrancada. A versão inicial de Brendan era que, após o homem chegar e violentar Christine, ele próprio teria atirado no invasor e, em seguida, matado a esposa a facadas.

Ele então ligou para a polícia, alegando que a mulher havia sido assassinada pelo invasor. Contudo, a investigação subsequente revelou inconsistências graves na narrativa de Brendan, levando à acusação formal do casal, que agora responde pelo crime de assassinato.

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