Ataques com mísseis e drones atingem infraestruturas civis e residenciais ucranianas em meio a temperaturas extremas e negociações de paz em andamento.
Ataques russos intensos atingem Kiev e Carcóvia, resultando em um morto e quinze feridos. As ações ocorrem em meio a negociações de paz e alerta nacional.
Todo o território ucraniano encontra-se em estado de alerta devido a uma nova onda de ataques aéreos russos que atingiram Kiev e Carcóvia. Os bombardeios, que incluíram drones e mísseis balísticos, resultaram na morte de uma pessoa e deixaram quinze feridos, além de causar danos significativos à infraestrutura civil e residencial em ambas as cidades.
Em Kiev, a capital, as autoridades militares alertaram para a ameaça iminente, e o prefeito Vitali Klitschko confirmou danos em cinco bairros. Os ataques provocaram incêndios e a quebra de janelas em uma clínica privada e em residências.
Klitschko informou que uma pessoa morreu e quatro ficaram feridas, com três delas hospitalizadas. Além disso, houve interrupções no fornecimento de aquecimento e água em algumas áreas periféricas, um problema agravado pelas temperaturas que caíram abaixo de -10 °C.
Simultaneamente, a cidade de Carcóvia, próxima à fronteira russa, foi alvo de ataques com drones Shahed, de fabricação iraniana. O prefeito Igor Terekhov relatou que diversos prédios residenciais foram danificados, assim como um abrigo para deslocados, um hospital e uma maternidade.
Onze pessoas ficaram feridas nesta cidade, conforme comunicado por Terekhov via Telegram, evidenciando a amplitude e o impacto dos ataques na população civil.
Estes bombardeios ocorrem em um momento delicado, enquanto negociadores russos, ucranianos e americanos se reúnem em Abu Dhabi para discutir as condições de um possível fim para o conflito, que já se estende por quase quatro anos. A reunião, que começou na sexta-feira e continua hoje, representa um esforço diplomático em meio à persistência da violência no campo de batalha.
No entanto, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky destacou que a questão dos territórios permanece como o principal ponto de impasse nas negociações. A situação no terreno continua difícil para a Ucrânia, cujas tropas vêm recuando diante de um adversário mais numeroso e melhor armado.
Kiev depende fortemente do apoio financeiro e militar do Ocidente para sustentar sua defesa.
Além dos desafios militares e diplomáticos, a rede energética do país tem sido severamente afetada por uma série de ataques russos. Esta estratégia tem provocado apagões generalizados e interrupções no aquecimento em larga escala, especialmente em Kiev, onde as temperaturas extremamente baixas tornam a falta de energia e aquecimento uma ameaça ainda maior à vida e à saúde pública.


