Ex-presidente dos EUA justifica ausência pela distância e ataca artistas do show do intervalo por "espalhar ódio".
Donald Trump anunciou que não comparecerá ao Super Bowl, criticando Bad Bunny e Green Day, chamando suas escolhas de "terríveis" e de "espalhar ódio".
Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos, confirmou que não comparecerá ao próximo Super Bowl, um dos maiores eventos esportivos e de entretenimento do país. Em entrevista ao New York Post, Trump justificou sua ausência principalmente pela distância do local do jogo, mas não poupou críticas aos artistas escolhidos para o cobiçado show do intervalo: o cantor porto-riquenho Bad Bunny e a banda Green Day.
Trump expressou forte desaprovação à seleção dos artistas, ambos conhecidos por suas posições críticas às políticas de seu governo. “Sou contra eles. Acho que é uma escolha terrível. Tudo o que fazem é espalhar ódio. Terrível”, afirmou o ex-presidente. Apesar da veemência de suas críticas, ele reiterou que a distância do evento, que será realizado no Levi’s Stadium, na Califórnia, seria o principal motivo de sua não participação.
Polêmica com a escolha dos artistas
A localização do Super Bowl na costa oeste dos EUA, em contraste com a Casa Branca em Washington, D.C., na costa leste, foi um fator decisivo para a ausência de Trump. No ano anterior, o evento ocorreu em Nova Orleans, Louisiana, consideravelmente mais próxima da capital.
A distância geográfica, no entanto, não impediu que o ex-presidente vocalizasse sua insatisfação com as escolhas artísticas, adicionando um componente político à discussão sobre o espetáculo.
A polêmica em torno de Bad Bunny não é nova. Em outubro do ano passado, o presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, Mike Johnson, também criticou a escolha do artista para o show do intervalo, classificando-a como uma “decisão terrível”.
Johnson, que admitiu não conhecer Bad Bunny, expressou preocupação com o público amplo do Super Bowl, incluindo crianças e jovens, sugerindo que o artista “não atrai um público amplo” e que uma figura como o cantor de música country Lee Greenwood seria mais apropriada.
Por sua vez, Bad Bunny, cujo nome verdadeiro é Benito Antonio Martínez Ocasio, foi anunciado em setembro pela NFL, Apple Music e Roc Nation como o artista principal do show do intervalo. O cantor porto-riquenho, de 31 anos, expressou em comunicado que sua performance vai além de si mesmo, sendo uma homenagem à sua cultura, história e às gerações que o precederam.
Oliver Schusser, vice-presidente da Apple para música e esportes, reforçou que Bad Bunny representa perfeitamente a intersecção de música e cultura que o show do intervalo celebra.
Curiosamente, Bad Bunny excluiu os Estados Unidos de sua turnê mundial iniciada em 2025. Em entrevista à revista britânica i-D, ele explicou que a decisão não foi por ódio, mas sim por preocupações com a atuação do ICE (Immigration and Customs Enforcement).
O artista temia que a presença da agência nas proximidades dos shows pudesse afetar seu público latino-americano, incluindo porto-riquenhos, resultando em fiscalizações e deportações, apesar de ter tido sucesso em apresentações anteriores no país.