Lando Norris realiza os primeiros testes com o novo carro da McLaren em Barcelona, exibindo o número 1 de campeão mundial pela primeira vez.
Lando Norris, campeão mundial de F1, testa o novo carro da McLaren em Barcelona, exibindo o número 1. Ele descreve a experiência como surreal e desafiadora.
Pouco mais de um mês após conquistar o título mundial de Fórmula 1 em 2025, Lando Norris voltou à pista nesta quarta-feira (28), em Barcelona, para os primeiros testes do novo carro da McLaren. O britânico participou do shakedown oficial da temporada 2026 e, pela primeira vez, correu com o número 1 estampado em seu monoposto, um símbolo de sua recente glória.
Em entrevista ao site oficial da Fórmula 1, Norris expressou a emoção de retornar às pistas como campeão. “Foi bom regressar.
Foi bom ver o número 1 no meu carro. É a primeira vez que todos viram o carro inteiro, ele literalmente só ficou pronto de manhã”, afirmou.
O dia serviu como um contato prático inicial com o novo projeto da equipe, permitindo uma primeira compreensão de como o carro funciona e se tudo está conforme o esperado, sendo avaliado como produtivo.
Norris destacou a importância do shakedown não apenas para ele, mas para toda a equipe McLaren. “Foi um dia bom para mim, para voltar a pilotar e entender algumas diferenças, mas também para os engenheiros, mecânicos e todas as equipes terem um primeiro olhar sobre as regras deste ano”, disse o piloto.
Ao discutir as características da nova geração de carros da Fórmula 1, o campeão explicou que as sensações ao volante mudaram significativamente. “É muito diferente. Um pouco mais lento nas curvas, mas em aceleração e velocidade final parece mais rápido do que no ano passado. Você chega aos 340 km/h ou 350 km/h muito mais rápido, o que torna tudo mais desafiador, e isso é bom”, analisou. Ele também ressaltou a complexidade técnica do novo regulamento, com mais elementos a serem compreendidos em relação às baterias e à unidade de potência, o que exige tempo para gerenciar e otimizar.
“Número 1? Não muda nada”
Questionado sobre o impacto de correr com o número reservado ao atual campeão, Norris admitiu o simbolismo, mas minimizou os efeitos práticos. “Vi o número 1 no monitor de tempos e ainda acho inacreditável.
É louco ver isso no carro, no macacão, nos painéis. E fica bonito”, comentou.
Apesar da sensação surreal de ser campeão, o britânico garantiu que a conquista não altera sua postura para a nova temporada. “A pressão existe, mas é boa.
É especial para os mecânicos e para toda a equipe, mas, no fim, minha abordagem continua a mesma”, concluiu.


