O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes negou a autorização de visita do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso na Papudinha.
De acordo com o ministro, o presidente do PL figura como investigado em um processo que tramita no STF no âmbito do julgamento do núcleo 4 da trama golpista. A investigação reaberta envolve uma suposta ligação do dirigente partidário com o engenheiro e presidente da empresa Voto Legal, Carlos Cesar Moretzsohn Rocha.
“A autorização de contato direto entre investigado e condenado em procedimentos correlatos apresenta risco manifesto à investigação e foi vedada em decisão anterior”, escreveu o ministro.
Além desse caso, Moraes também negou o pedido de visita do senador Magno Malta (PL-ES). A decisão levou em conta o fato de o parlamentar ter tentado ingressar na Papudinha sem autorização judicial, conforme mostrou o Metrópoles após comunicação da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF).
Apesar das negativas, Moraes autorizou a visita de outros parlamentares ao ex-presidente. Entre eles estão os deputados Cabo Gilberto Silva (PL-PB) e Hélio Lopes (PL-RJ), além do senador Wilder Morais (PL-GO) e do ex-secretário de Assuntos Fundiários do governo Bolsonaro, Luiz Antônio Nabhan Garcia (veja a lista completa abaixo).
Deputado Cabo Gilberto Silva;
Deputado Hélio Lopes
Luiz Antônio Nabhan Garcia
Senador Wilder Morais
Além deles, Moraes também autorizou a inclusão do padre Paulo Marcelo Jordão da Silva na assistência religiosa ao ex-presidente. A lista de religiosos com permissão já inclui o bispo Robson Lemos Rodovalho e o pastor e deputado distrital Thiago Manzoni (PL-DF).
Visitas aos sábados
Moraes também alterou o cronograma de visitas ao ex-presidente. Após pedido da PMDF, o ministro autorizou que um dos dias de visitação passe a ocorrer nos sábados, substituindo às quintas-feiras.
A mudança, segundo Moraes, visa reduzir a circualação de pessoas na unidade prisional. As visitas, segundo o relator dos processos relacionado à trama golpista, prosseguem sendo com a permissão de dois visitas por vez.
“Em razão da especificidade da custodia em Sala de Estado Maior, é razoável e pertinente o pedido da Comandante-Geral da PMDF, de alteração de um dos dias de visitação para o período de menor circulação (“sábado”), favorecendo a organização administrativa e a segurança do local, permitindo ‘uma redução do fluxo interno e maior previsibilidade operacional’”, escreveu o ministro.


