Reação institucional e da população ao uso da força policial extrema contra imigrantes e cidadãos fez o presidente Trump dar um passo atrás
Prefeitos de Minneapolis e Milão criticam veementemente as ações do ICE e as políticas de imigração de Trump, gerando uma reação institucional e popular que o força a recuar.
A morte de dois norte-americanos que protestavam contra as ações do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE, na sigla em inglês), departamento policial que tem promovido uma verdadeira caça aos imigrantes nos Estados Unidos, gerou forte condenação. O prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, declarou que as operações do governo Donald Trump poderiam ser vistas como uma invasão à cidade, afirmando: “É uma invasão contra a nossa democracia, a nossa república e cada um de nós”.
A mais de 7 mil quilômetros de distância, o prefeito de Milão, na Itália, Giuseppe Sala, que sediará os Jogos Olímpicos de Inverno, também manifestou sua indignação. Sala descreveu o ICE como “uma milícia que mata” e deixou claro que seus agentes “não são bem-vindos em Milão”, questionando a garantia de que se comportariam de forma democrática.
A Casa Branca, por sua vez, anunciou o envio de agentes para “avaliar e mitigar riscos de organizações criminosas transnacionais”, uma justificativa que não acalmou as tensões.
A inquietação do prefeito de Milão, ao indagar “Será que não podemos simplesmente dizer não a Trump?”, ecoa um sentimento crescente tanto nos EUA quanto internacionalmente. A preocupação com a escalada autoritária de uma potência bélica como os EUA é legítima. A boa notícia é que dizer não pode, de fato, dar resultado. A reação institucional e da população ao uso da força policial extrema contra imigrantes e cidadãos fez Trump recuar. A quantidade de agentes em Minneapolis foi reduzida, e os procedimentos de fiscalização devem ser menos agressivos. Contudo, o ICE já solidificou sua fama como um símbolo do “trumpismo” indesejado, tanto no exterior quanto em casa.
Além das Fronteiras Domésticas
A complexidade aumenta ao se opor aos ataques de guerra e intimidação a países como Venezuela, Irã ou Groenlândia. No entanto, posturas de enfrentamento, como a adotada pela presidente do México, Cláudia Sheinbaum, têm demonstrado eficácia


