Jovem de 18 anos, Roze, relembra o horror da tragédia que matou 40 pessoas e exige responsabilidade dos proprietários do bar.
Roze, de 18 anos, acorda do coma após incêndio fatal na Suíça, relembra o horror da tragédia e exige responsabilidade dos donos do bar.
Quase um mês após o devastador incêndio em um bar na Suíça, que tirou a vida de 40 pessoas na madrugada de Ano Novo, a jovem Roze, de 18 anos, emergiu de um coma induzido. Com queimaduras graves e a memória vívida dos acontecimentos trágicos, ela agora enfrenta pesadelos recorrentes, mas também busca responsabilização pela catástrofe.
Roze não estava na festa para celebrar, mas para trabalhar, gerenciando as redes sociais do bar “Le Constellation”. Ela recorda ter descido ao porão para tirar fotos quando avistou o fogo começando. “Subi e gritei que havia um incêndio e que tínhamos de sair, mas acho que poucas pessoas acreditaram em mim”, relata do hospital. Em questão de “cinquenta segundos”, o bar inteiro estava em chamas, deixando poucas chances de fuga para os presentes.
A Tragédia e as Consequências
A investigação em curso aponta que o incêndio teve início a partir de faíscas de velas-foguete que atingiram a espuma de isolamento acústico no teto do bar. As chamas se alastraram rapidamente, resultando em mais de 100 feridos, além das 40 vítimas fatais.
Novas imagens divulgadas recentemente pela BFM TV mostram a rápida propagação do fogo no teto, enquanto muitos na pista de dança ainda não percebiam a gravidade da situação.
Desde que acordou do coma, Roze luta contra o trauma psicológico. “Tenho pesadelos.
As cenas se repetem na minha mente e, às vezes, acordo a meio da noite”, confessa. Além da dor física e mental, a jovem expressa profunda raiva contra os proprietários do “Le Constellation”.
“Estou muito brava com eles, principalmente porque não aceito que culpem os funcionários que morreram. Eles precisam assumir a responsabilidade”, defende.
Apesar das mãos ainda parcialmente imobilizadas devido às queimaduras, com um prognóstico positivo de recuperação, Roze se prepara para retornar à Suíça. Ela não pretende voltar a Crans-Montana, local do incidente, mas nutre o desejo de ajudar outras vítimas de queimaduras e pessoas que passaram por experiências semelhantes.
Os donos do bar, Jacques e Jessica Moretti, são suspeitos de homicídio por negligência, lesões corporais por negligência e incêndios por negligência. Jacques Moretti chegou a ser detido preventivamente em 9 de janeiro, mas foi libertado no dia 23 do mesmo mês, enquanto as investigações prosseguem para esclarecer as responsabilidades na tragédia.


