Presidente Lula persiste em convencer Rodrigo Pacheco a disputar o governo mineiro, enquanto aliados do PT já avaliam alternativas para o segundo maior colégio eleitoral do país.
Lula tenta convencer Rodrigo Pacheco a candidatar-se ao governo de Minas Gerais, enquanto o PT explora alternativas diante da relutância do senador.
O presidente Lula (PT) está determinado a convencer o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG) a disputar o Governo de Minas Gerais, visando assegurar um palanque robusto no segundo maior colégio eleitoral do país. Contudo, diante dos sinais de relutância de Pacheco, aliados do PT no estado já buscam um “plano B”, avaliando diversas alternativas.
Pacheco, por sua vez, tem manifestado a aliados o desejo de encerrar sua trajetória política ao final de seu mandato atual no Senado, em fevereiro de 2025. Mesmo assim, Lula permanece focado em sua candidatura, planejando um encontro pessoal com o senador e buscando o apoio do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para intermediar um acordo.
O petista enaltece Pacheco em conversas e propõe a montagem de um projeto político amplo para dar segurança ao senador.
Enquanto Lula insiste em Pacheco, o diretório mineiro do PT avalia um leque de opções. Entre os nomes considerados estão o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), o presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Tadeu Leite (MDB), e o ex-procurador-geral de Justiça Jarbas Soares.
As prefeitas petistas Marília Campos (Contagem) e Margarida Salomão (Juiz de Fora) também são citadas. No entanto, a relação com Cleitinho é complexa devido à sua proximidade com o bolsonarismo, e negociações com Tadeu Leite foram adiadas por recomendação de Lula, aguardando um possível aceno de Pacheco.
Minas Gerais, com o segundo maior eleitorado do Brasil, é historicamente um termômetro crucial para as eleições presidenciais. Desde 1945, o candidato que vence no estado geralmente é eleito presidente, com a única exceção sendo Getúlio Vargas em 1950.
Lula e seus aliados reconhecem que a eleição de 2026 será acirrada e consideram essencial ter candidatos fortes a governador fazendo campanha pelo petista para manter os votos obtidos em 2022, quando Lula conquistou 50,2% dos votos mineiros.
Uma eventual candidatura de Pacheco implicaria uma mudança partidária, já que o PSD agora abriga o vice-governador Mateus Simões, pré-candidato com apoio do atual governador Romeu Zema (Novo). Lula teria sugerido o MDB como partido ideal para Pacheco, com negociações via senadores Eduardo Braga (MDB-AM) e Renan Calheiros (MDB-AL).
A possibilidade de ingresso no União Brasil, com garantias adicionais mediadas por Alcolumbre, também é considerada. O cenário permanece incerto, com setores do PT mineiro até discutindo o lançamento da reitora da UFMG, Sandra Goulart, embora seja improvável que a decisão final de uma candidatura majoritária no estado fique a cargo da seção local.


