O empresário Sérgio Nahas, condenado a oito anos de prisão pelo assassinato da esposa, teve a transferência da Bahia para São Paulo adiada na tarde dessa quinta-feira (29/1).
O procedimento não foi realizado por causa das condições climáticas adversas em Minas Gerais, onde estava prevista uma escala para abastecimento do avião que o levaria, de acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP).
“O transporte será retomado assim que houver a normalização das condições meteorológicas”, disse a pasta.
Nahas foi preso pela Polícia Militar da Bahia, após ser reconhecido pelo sistema de monitoramento de câmeras da Praia do Forte, no litoral baiano. Com ele foram apreendidos 13 pinos de cocaína, três celulares e um veículo Audi.
Ele teve a prisão determinada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). A defesa já havia recorrido a todas as instâncias, após ser condenado pelo Tribunal do Júri, em 2018, mas teve uma solicitação negada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), encerrando o caso. Ele foi condenado a 8 anos e 2 meses de prisão em regime inicial fechado.
A Justiça autorizou, na segunda-feira (26/1), a transferência do empresário Sérgio Nahas para São Paulo, após pedido da Polícia Civil.
Assassinato de Fernanda Orfali
- Em setembro de 2002, Fernanda Orfali, de 28 anos, foi morta com um tiro no peito no apartamento do casal, em São Paulo. A arma usada pertencia a Sérgio Nahas e não tinha registro.
- Segundo a investigação, o crime ocorreu após Fernanda descobrir que o marido era usuário de cocaína e mantinha relacionamentos com travestis. Nahas alegou que a esposa teria cometido suicídio, mas foi condenado por homicídio doloso.
- O empresário foi preso em 17 de janeiro de 2026, na Praia do Forte, Bahia, 23 anos depois do crime. Em carta escrita à mão, ele afirmou temer por sua vida caso seja transferido e disse que qualquer mudança “só ocorreria por vingança”, pedindo que sua advogada fosse ouvida.
- A defesa reforça que a transferência deve ocorrer apenas por necessidade, como segurança ou disciplina, e não como punição, destacando que Nahas já está no sistema prisional baiano, próximo à família.


