Vídeo de Ana Castela reacende tabu sobre gases; entenda

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Cantora viraliza em episódio que expõe a naturalidade da flatulência e a pressão social, especialmente sobre mulheres, para reter uma função fisiológica.

Um vídeo envolvendo a cantora Ana Castela viraliza e traz à tona o tabu da flatulência, destacando a naturalidade fisiológica e as pressões sociais, especialmente para mulheres.

Um vídeo que circula intensamente nas redes sociais, mostrando a cantora Ana Castela em uma situação que muitos interpretaram como a liberação de gases durante uma apresentação ao vivo, rapidamente se tornou viral. O episódio gerou uma enxurrada de comentários e piadas, mas, mais significativamente, reacendeu um antigo e persistente tabu: a ideia de que a flatulência é algo vergonhoso e inadequado, especialmente quando associada a mulheres.

No entanto, a perspectiva médica é clara e desmistifica essa visão, afirmando que a eliminação de gases é uma função fisiológica perfeitamente natural do organismo humano, sem qualquer relação com gênero ou comportamento impróprio.

Especialistas da área da saúde enfatizam que a produção e liberação de gases são partes intrínsecas e normais do processo digestivo. Um adulto saudável, em média, libera cerca de 1,5 litro de gases diariamente, com uma parcela considerável ocorrendo durante o sono. É considerado normal que uma pessoa solte gases entre 10 e 20 vezes ao dia. Apesar dessa naturalidade, o constrangimento social leva muitos indivíduos, em particular mulheres, a tentar reter os gases. Essa prática, no entanto, pode acarretar desconfortos significativos e até mesmo problemas de saúde, como ilustrado pelo caso da ex-BBB Pocah, que precisou de atendimento hospitalar após segurar gases por um período prolongado.

A Fisiologia dos Gases Intestinais

A produção de gases ocorre primordialmente durante a digestão e a fermentação de alimentos no trato gastrointestinal. Bactérias presentes no intestino atuam na fermentação de carboidratos que não foram completamente digeridos, liberando substâncias como hidrogênio, dióxido de carbono, metano e compostos sulfurados.

Esses gases se acumulam e são eliminados pelo ânus, em um processo conhecido como flatulência. Além disso, o organismo também expele o ar engolido durante as refeições, um fenômeno comum quando a mastigação é inadequada ou quando se fala enquanto come.

A médica Ivia Magalhães, especialista em Doenças Funcionais do Aparelho Digestivo pelo Hospital Albert Einstein, esclarece que a identificação de doenças não é possível apenas pelo cheiro ou som dos gases. Ela salienta que avaliações médicas são recomendadas quando o desconforto se torna frequente ou persistente.

Contudo, alguns padrões podem ser observados: gases resultantes da fermentação de carboidratos, como feijão, batata e alimentos ricos em fibras, tendem a ser eliminados em maior volume e com pouco odor, por não conterem enxofre. Já gases com cheiro mais intenso geralmente indicam a presença desse elemento, associado à digestão de alimentos ricos em proteínas ou compostos sulfurados, a exemplo de ovos, alho, cebola, brócolis e couve-flor.

Uma frequência elevada também pode estar ligada à má absorção de nutrientes, intolerâncias alimentares ou um desequilíbrio da microbiota intestinal.

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