Estados Unidos é um lugar perigoso para se estar hoje, afirma guitarrista do Queen

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Brian May, do Queen, expressa preocupação com a segurança e políticas anti-imigração, impactando planos de turnê e gerando debate entre artistas.

Brian May, guitarrista do Queen, alerta que os Estados Unidos se tornaram um lugar perigoso, impactando planos de turnê da banda e outros artistas.

O guitarrista do Queen, Brian May, expressou profunda preocupação com a segurança nos Estados Unidos, afirmando que o país se tornou um lugar perigoso para se estar atualmente. Em declaração ao Daily Mail, May revelou que a banda está repensando futuras apresentações no território americano, lamentando que o país “não é mais o que era” e que “todo mundo está pensando duas vezes antes de ir para lá”.

Esta postura reflete um sentimento crescente entre artistas e o público em geral diante de uma série de eventos preocupantes.

A declaração de May surge em um contexto de intensos protestos e controvérsias envolvendo o Serviço de Imigração e Alfândegas (ICE) dos EUA. Recentemente, a cidade de Minneapolis, em Minnesota, foi palco de manifestações contra as operações do ICE e a violência de seus agentes. Um caso de destaque foi a morte de Alex Pretti, 37 anos, baleado durante uma abordagem federal anti-imigrantes. Embora a secretaria de Segurança Interna tenha alegado que Pretti estava armado, vídeos verificados por veículos como o The New York Times desmentiram a versão oficial, mostrando que ele portava apenas um celular. Este incidente seguiu-se à morte de Renee Nicole Good, também em Minneapolis, em circunstâncias semelhantes há algumas semanas.

Artistas Cancelam Turnês e Expressam Preocupação

A preocupação com a violência e as políticas governamentais não se limita a May. No ano passado, mais de 400 pessoas foram mortas em tiroteios em massa nos EUA, um dado alarmante que contribui para o clima de insegurança.

Outros músicos também cancelaram ou evitaram turnês no país. O artista britânico Piri, por exemplo, suspendeu sua turnê citando o “que está acontecendo no país agora”.

Em 2025, o pianista húngaro András Schiff cancelou apresentações, justificando com as “mudanças políticas sem precedentes” nos EUA.

O músico porto-riquenho Bad Bunny, que será a estrela do próximo Super Bowl, também optou por não incluir os Estados Unidos em sua turnê “Debí Tirar Más Fotos”, motivado pelo receio de que latinos na plateia pudessem ser deportados. Sua decisão reflete o impacto das políticas anti-imigração intensificadas desde o início do atual mandato de Donald Trump, que inclusive comentou a participação de Bad Bunny no Super Bowl, afirmando que agentes do ICE estariam presentes.

Apesar das apreensões atuais, o Queen mantém uma profunda conexão histórica com os Estados Unidos. A banda britânica, imortalizada por Freddie Mercury, alcançou grande sucesso no país, emplacando diversos álbuns no top 10 americano e criando canções que homenageiam o rock ‘n’ roll local.

A pausa atual da banda, após a turnê Rhapsody que terminou em 2024, oferece um momento de reflexão sobre o futuro das turnês em um cenário global em constante mudança.

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