Governadores articulam renúncias, miram Senado e escolhem vices para sucessão

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Movimentos políticos de governadores para 2026 incluem candidaturas ao Senado e ascensão de vices em 13 estados, reconfigurando o cenário partidário.

Governadores planejam eleições de 2026, com 13 estados vendo renúncias para candidaturas ao Senado e vices assumindo. Partidos como PP e MDB devem expandir sua influência.

O cenário político brasileiro para as eleições de 2026 já se movimenta intensamente, com governadores de diversos estados articulando suas próximas jogadas. As estratégias incluem migrações partidárias, a busca por novos cargos e, em alguns casos, um calculado mistério sobre o futuro político.

Essas movimentações antecipam uma reconfiguração significativa no tabuleiro eleitoral nacional.

Dos 27 governadores em exercício, a maioria já tem um destino político traçado. Nove deles almejam a reeleição para seus atuais postos, enquanto outros nove direcionam seus esforços para disputar uma cadeira no Senado Federal. Apenas dois declararam que não serão candidatos em 2026, com outros quatro buscando viabilizar-se como presidenciáveis e três ainda indecisos sobre seus próximos passos na política.

A Ascensão Estratégica dos Vices no Cenário Político

A legislação eleitoral exige que os governadores que pretendem concorrer a outros cargos renunciem até o dia 4 de abril do ano eleitoral. Essa regra deve provocar mudanças em, no mínimo, 13 estados, com a ascensão dos vice-governadores ao comando em 11 deles.

Em dez dessas unidades federativas, os vices são os nomes cotados para a sucessão, um movimento que visa, na maioria dos casos, manter a influência dos atuais chefes de executivo sobre seus grupos políticos. Exemplos notáveis incluem Matheus Simões (PSD) em Minas Gerais, Hana Grassan (MDB) no Pará e Gabriel Souza (MDB) no Rio Grande do Sul, todos com o apoio de seus respectivos governadores.

As renúncias e a subsequente ascensão dos vices tendem a fortalecer o predomínio da centro-direita em diversos estados. Partidos como o PP e o Republicanos, que atualmente possuem dois governadores cada, podem chegar a quatro com as sucessões estratégicas.

O MDB também projeta um salto considerável, passando de dois para cinco governadores, impulsionado pela ascensão de vices no Pará, Espírito Santo e Rio Grande do Sul. O PSD, por sua vez, pode alcançar cinco governadores após a saída de nomes como Ronaldo Caiado (Goiás), Ratinho Jr.

(Paraná) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul), que miram a Presidência.

Contrariando essa tendência, a esquerda, alinhada ao presidente Lula (PT), pode perder espaço em alguns estados. As renúncias de Fátima Bezerra (PT-RN), Renato Casagrande (PSB-ES) e João Azevêdo (PSB-PB) são exemplos claros.

Enquanto os pessebistas serão substituídos por vices da centro-direita, o caso do Rio Grande do Norte é mais complexo: após o rompimento com o vice-governador Walter Alves (MDB), a Assembleia Legislativa local terá que eleger um governador-tampão até a eleição de outubro, para a qual o PT já indicou Cadu Xavier. Situação similar ocorre no Rio de Janeiro, onde a renúncia de Cláudio Castro (PL) para concorrer ao Senado, somada à ausência de um vice, levará à necessidade de um governador-tampão.

Enquanto alguns governadores mantêm o suspense sobre seus futuros políticos no Amazonas, Tocantins e Rondônia – muitas vezes devido a rusgas com seus vices e o desejo de controlar a máquina para eleger sucessores – outros focam na reeleição. Tarcísio de Freitas (Republicanos) em São Paulo, Jerônimo Rodrigues (PT) na Bahia, Elmano de Freitas (PT) no Ceará e Jorginho Mello (PL) em Santa Catarina são exemplos de líderes que enfrentam desafios, mas seguem como favoritos em seus estados, indicando que a disputa de 2026 promete ser tão complexa quanto estratégica.

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