Megaoperação da PCDF desarticula quadrilha de furto de Hilux e SW4

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Policiais civis da Coordenação de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Corpatri) deflagraram, na manhã desta terça-feira (3/2), a Megaoperação Império, que resultou na desarticulação de uma sofisticada organização criminosa com atuação nos estados do Ceará, Goiás, Distrito Federal e Rio de Janeiro. O grupo era especializado no furto qualificado de caminhonetes de alto padrão, com foco principal nos modelos Toyota Hilux e SW4.

Entre os alvos estão três dos principais líderes da organização criminosa, responsáveis pela coordenação das atividades ilícitas, articulação entre os núcleos regionais e gestão logística das ações.

Ao todo, estão sendo cumpridos 110 mandados judiciais, sendo 20 mandados de prisão preventiva, 23 de prisão temporária, 49 mandados de busca e apreensão e 18 mandados de sequestro cautelar de bens móveis, imóveis, valores e ativos financeiros. O bloqueio patrimonial alcança o montante de R$ 15,9 milhões, valor equivalente ao prejuízo causado pelos 53 furtos de caminhonetes registrados entre janeiro e dezembro de 2025.

Esta fase da operação teve como objetivo não apenas prender os investigados da organização criminosa, mas também o enfraquecimento financeiro da cúpula do grupo, por meio do sequestro cautelar de bens e ativos obtidos com a prática criminosa.


Mais detalhes:

  • As condutas apuradas no âmbito da Operação Império envolvem o crime de furto qualificado de veículos.
  • As investigações também identificaram uma estrutura criminosa estável e hierarquizada, o que fundamentou a imputação do crime de organização criminosa.
  • Além disso, foram constatados indícios de lavagem de dinheiro, mediante a utilização de recursos provenientes dos furtos.
  • Em seguida, a reinserção no sistema econômico formal.
  • Os veículos subtraídos eram sistematicamente adulterados, com supressão ou alteração de sinais identificadores, prática tipificada no artigo 311 do Código Penal.

A investigação

As investigações, conduzidas ao longo de 11 meses, revelaram uma organização criminosa altamente estruturada, com divisão de tarefas, planejamento minucioso e modus operandi padronizado, demonstrando estabilidade e atuação reiterada. Os veículos furtados eram previamente encomendados e destinados a dois principais fins ilícitos:

  • Desmanche e comercialização ilegal: os automóveis eram levados a oficinas formalmente constituídas, onde eram desmontados de forma rápida e estratégica.
  • As peças eram vendidas em lojas físicas e, principalmente, por meio de plataformas digitais de comércio eletrônico.
  • Tráfico transnacional: parte das caminhonetes era encaminhada para regiões de fronteira com a Bolívia e o Paraguai, onde era utilizada como moeda de troca por grandes quantidades de drogas destinadas ao abastecimento do mercado ilegal brasileiro.

Fonte: Metropole

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