Durante uma sessão reservada do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Alexandre de Moraes afirmou que a empresa citada em um relatório da Polícia Federal, no caso do Banco Master, teria relação com o Mossad, o serviço de inteligência de Israel. Essa declaração ocorreu em meio a uma discussão sobre a possível contratação da Black Wall Global, que foi identificada pelo ministro Cristiano Zanin como atuante na área de espionagem.
Moraes interveio ao ouvir Zanin, que não tinha clareza sobre a empresa, afirmando: “Eu conheço. Isso aí é o pessoal do Mossad.” A Black Wall Global é descrita como uma agência israelense-emiradense especializada em inteligência digital, cibersegurança e defesa, formada por ex-integrantes de unidades de elite, atuando em proteção de dados e investigação digital.
Segundo a apuração, a Polícia Federal encontrou indícios de que o Banco Master buscou serviços para descriptografar celulares protegidos por senha e acessar dados em nuvem. Contudo, o relatório não especifica a tecnologia utilizada nem confirma a contratação formal da Black Wall Global.
No âmbito dessa investigação, o celular de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, teve seu sigilo quebrado, e as autoridades continuam a apurar a origem e os métodos envolvidos na obtenção das informações.


