O ministro Dias Toffoli considera que o presidente Lula é o principal responsável pela ação da Polícia Federal ao enviar um relatório que expõe suas relações com Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Toffoli expressou a interlocutores que acredita que o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, agiu em nome de Lula ao encaminhar o dossiê ao Supremo.
O relatório contém registros de ligações, mensagens e transações que envolvem diretamente o ministro. Toffoli acredita que Rodrigues não teria enviado o documento sem autorização de Lula. Além disso, antes de ser pressionado por outros ministros a deixar a relatoria do processo, Lula se encontrou com o procurador-geral da República e solicitou rigor na apuração das fraudes associadas ao banco de Vorcaro.
Para Toffoli, Lula, que o indicou para o Supremo em 2009, guarda mágoa de um episódio de 2019. Durante a prisão de Lula, seu irmão Vavá faleceu e a autorização para que ele comparecesse ao enterro foi negada nas primeiras instâncias, sendo liberada apenas minutos antes do evento, com restrições que levaram Lula a optar por não viajar.
Após seis anos de distanciamento, os dois se aproximaram no final de 2024, mas a mágoa de Lula em relação a Toffoli parece ter permanecido, conforme informações de pessoas próximas ao ministro.


