Participação de animais em foliões aumenta chances de problemas de saúde

Animais expostos a aglomerações e sons intensos durante o carnaval correm risco de estresse, agressividade e doenças graves. Especialistas alertam para os perigos do ambiente festivo, como calor excessivo e ingestão de objetos estranhos.
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Animais que acompanham tutores em blocos de rua ou eventos cheios de gente durante o carnaval podem desenvolver estresse, desconforto e até complicações sérias na saúde. O barulho constante, como fogos, apitos e caixas de som, pode desencadear crises de ansiedade, levando pets a fugir ou agir de forma agressiva, especialmente os pequenos, que ficam mais vulneráveis a acidentes como atropelamento.

Além do ruído, o contato com outros animais aumenta a possibilidade de conflitos, já que agressividade e estresse não escolhem raça. A exposição prolongada ao sol e ao calor também traz perigo, pois cães regulam a temperatura principalmente através da respiração, o que pode causar hipertermia e consequências fatais, como desmaios.

A alimentação oferecida em barracas e o olfato aguçado do animal expõem pets a cheiros intensos e substâncias nocivas, como perfumes e fumaça. Há ainda o risco de ingestão de gliter, espuma de fantasias e outros materiais presentes no ambiente, que podem irritar pele, mucosas ou até envenenar o animal ao serem ingeridos.

Fantasiar pets sem necessidade piora o quadro, pois dificulta a ventilação natural do animal e aumenta a chance de alergias ou intoxicação ao tentar se livrar da roupa. A recomendação é que tutores evitem levar seus animais a ambientes com tantos estímulos negativos, optando por deixá-los em casa, em um ambiente seguro e tranquilo.

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