Informações sobre uma reunião secreta do Supremo Tribunal Federal (STF) foram divulgadas, resultando na saída do ministro Dias Toffoli da relatoria do caso Master. Os ministros suspeitam que Toffoli possa ter gravado a reunião, dada a precisão das citações que foram feitas durante o encontro.
A reunião teve caráter político e visou a autopreservação dos ministros. O resultado de uma votação interna para manter Toffoli na relatoria foi de 8 votos a 2, mas ele aceitou deixar o cargo em troca do apoio unânime dos colegas, uma sugestão de Flavio Dino. Toffoli afirmou que a decisão foi unânime e que o clima foi excelente, apesar das críticas à atuação da Polícia Federal.
Diante de um impasse, uma reunião preliminar teve a participação de poucos ministros, onde Moraes e Gilmar Mendes manifestaram apoio a Toffoli, enquanto Carmen Lúcia e Edson Fachin se mostraram contrários. Em uma conversa, Gilmar Mendes comentou que decisões de Toffoli contrariaram a Polícia Federal, que, segundo ele, quis revidar.
Carmen Lúcia destacou que a população parece contrária ao Supremo, mencionando reclamações de taxistas. Vários ministros se manifestaram em apoio a Toffoli, levantando a hipótese de que ele poderia ter gravado a reunião, o que seria considerado uma quebra de confiança. Para assegurar a institucionalidade, a retirada de Toffoli da relatoria foi decidida, resultando na nomeação de André Mendonça como novo relator.


