As audiências de instrução no processo de extradição de Carla Zambelli foram encerradas recentemente. A defesa destacou que todas as testemunhas solicitadas, incluindo Eduardo Tagliaferro, foram negadas sob alegação de irrelevância, o que prejudicaria o direito ao contraditório e à ampla defesa, garantido constitucionalmente na Itália.
Aduziram que Tagliaferro era fundamental para apresentar relatos sobre suposta perseguição política a autoridades, questionando a motivação do julgamento no Brasil. Também afirmaram que a prisão preventiva da ex-deputada é indevida, pois seus passaportes já estavam apreendidos e não havia risco de fuga.
A equipe criticou a atuação do representante da Advocacia-Geral da União italiana, Gentiloni Silveri, que teria desempenhado papel acusatório excessivo. Já o Ministério Público questionou a cidadania italiana de Zambelli, apresentando-a como uma “fachada” para evitar responsabilização no país.
Apesar de a defesa ter pedido a substituição de juízes por conta das violações, o pleito foi negado. O recurso será encaminhado à Corte de Apelação de Roma, que tem até cinco dias para decidir sobre a extradição.


