O deputado Filipe Barros afirmou que acionará o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para contestar o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, realizado no domingo à noite durante o Carnaval do Rio. Ele alegou que o samba-enredo e as imagens exibidas durante a apresentação configurariam uma 'pré-campanha' em favor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT.
Barros citou imagens que, em sua opinião, representavam o ex-presidente Jair Bolsonaro 'preso' e uma figura caricata de um líder político, além de críticas direcionadas a evangélicos e cristãos. Ele classificou o ocorrido como 'pré-campanha' e 'crime eleitoral', pedindo que a Justiça Eleitoral trate o caso de forma equivalente ao processo que resultou na inelegibilidade de Bolsonaro.
No anúncio da iniciativa, o deputado informou que protocolará a medida na segunda-feira, em horário matutino. O TSE havia negado liminares pedidas pelo partido Novo e pelo deputado Kim Kataguiri para suspender o desfile, sob alegação de não caber censura prévia.
A escola de samba, que estreou no Grupo Especial com um samba-enredo sobre Lula, foi criticada também pela oposição por utilizar recursos públicos. O TCU recomendou barrar o repasse de um milhão de reais da Embratur à Acadêmicos de Niterói.


