O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse que protocolará rapidamente uma nova ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a escola de samba Acadêmicos de Niterói. Segundo ele, o Partido dos Trabalhadores (PT), por meio da agremiação, usou recursos públicos para atacar o ex-presidente Jair Bolsonaro e sua família durante o desfile da noite de domingo.
A escola homenageou o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com o enredo 'Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil'. Na alegoria, uma ala com formato de latas representou o 'neoconservadorismo em conserva', associando evangélicos, fazendeiros e mulheres ricas a apoiadores da ditadura. A senadora Damares Alves também criticou o enredo, classificando a abordagem como 'ridicularização' e 'perseguição religiosa' contra o segmento evangélico.
Damares destacou que o desfile configuraria crime eleitoral ao usar dinheiro público em campanha antecipada, além de afirmar que eventos religiosos mobilizam jovens em várias cidades. Ela pediu que a agremiação não recebesse repasses da Embratur, como o de R$ 1 milhão para o carnaval, mas uma corte de contas negou o pedido inicial de suspensão dos recursos.
A Acadêmicos de Niterói estreou no Grupo Especial do Carnaval do Rio, após vencer a Série Ouro em 2025. A escola fundada em 2018 agora compete com agremiações tradicionais do Rio, como Mangueira, Portela e Salgueiro.


