A fórmula 1 retorna aos testes de pré-temporada para avaliar ajustes necessários antes do início da temporada em março. Técnicas como o lift and coast, que exige reduzir a força antes de frear para recarregar baterias, estão gerando problemas de ultrapassagem e aumentando a complexidade das manobras.
Os carros, agora menores e com aerodinâmica ativa, ainda sofrem com a perda do MGU-H, componente que regulava o turbo e aproveitava energia térmica na bateria. Pilotos relatam que as largadas exigem pausas de cerca de 10 segundos para o turbo alcançar rotação ideal, o que pode ser crítico para quem parte nas últimas posições.
A Ferrari alertou há meses sobre riscos de colisões em largadas, com visibilidade reduzida e aproveitamento baixo, situação que agora ganha urgência. A reunião da Comissão de Fórmula 1 prevista nesta quarta-feira deve aprovar mudanças por segurança, mesmo com resistência de alguns.
As novas regras também alteraram a estratégia de ultrapassagem, priorizando energia extra sobre o DRS. Simuladores já apontavam essa limitação, agora confirmada pelos pilotos durante os testes, o que reforça a necessidade de revisões técnicas.


