A escolha do ministro André Mendonça como relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal gerou apreensão entre integrantes da Corte e pessoas citadas na investigação. O nome de Mendonça é considerado desfavorável para ministros como Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, além do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
A condução de Mendonça no inquérito das fraudes no INSS, onde ele consolidou uma imagem de rigor e pouca disposição para flexibilizar medidas cautelares, é uma referência para a expectativa em relação ao caso Master. Ele mantém preso desde setembro o principal suspeito do esquema, conhecido como “Careca do INSS”, e busca uma delação premiada, considerada central para aprofundar as investigações.
Mensagens apreendidas no caso do INSS mencionam um destinatário de pagamentos que poderia se referir a Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente. Esse contexto reforça a percepção de que Mendonça pode avançar sobre núcleos sensíveis das investigações, como a possibilidade de uma delação premiada do próprio Daniel Vorcaro.
Além dos impactos jurídicos, a escolha de Mendonça ocorre em um ambiente de atritos no Supremo. Críticas ao ativismo judicial e desentendimentos com outros ministros, como Dias Toffoli, intensificam a tensão no tribunal, o que pode influenciar a condução do caso Master e futuras decisões relacionadas a ele.


