O penúltimo dia do Carnaval do Recife, realizado na segunda-feira (16), destacou a diversidade cultural da capital pernambucana. No palco do Marco Zero, o público vivenciou uma mistura sonora que combinou lirismo tradicional, música eletrônica, MPB e o manguebeat, consolidando o bairro como o centro do maior Carnaval em linha reta da América Latina.
As festividades começaram com o Encontro de Blocos Líricos, que homenageou as tradições locais e preparou o público para a energia contagiante do Maestro Forró e sua Orquestra Popular da Bomba do Hemetério (OPBH). Com a participação de Juliana Linhares e Martins, a orquestra criou uma conexão imediata com o público, celebrando a riqueza da música recifense.
A atmosfera do Centro Histórico se transformou quando o DJ Alok subiu ao palco, apresentando um show repleto de luzes e batidas eletrônicas que atraíram uma multidão. A designer Camila Rodrigues, que viajou de Fortaleza para assistir à apresentação, ficou impressionada com a estrutura do evento. Para ela, presenciar um artista de renome internacional em um evento gratuito foi uma experiência inesquecível.
A noite continuou com a apresentação de Seu Jorge, que emocionou tanto fãs antigos quanto novos com seu show de MPB. A professora Mariana Vasconcelos, que acompanhou a carreira do cantor por anos, descreveu a performance como uma realização pessoal e uma "estreia" aguardada. O encerramento ficou a cargo da Nação Zumbi, que, junto com a banda Devotos, trouxe a força do manguebeat e celebrou a importância cultural do Recife, encerrando a noite de Carnaval com um ritmo vibrante e autêntico.


