A alegoria da Acadêmicos de Niterói em homenagem ao presidente Lula durante o Carnaval tornou-se o centro de discussões, enquanto a comissão julgadora — formada por 36 jurados — analisará detalhes como o desenvolvimento das alegorias, adereços, samba-enredo e harmonia. O resultado definirá se a escola deve permanecer ou não no Grupo Especial, mesmo com apoio de investimentos públicos e privados.
Evangélicos manifestaram desconforto com abordagens consideradas ofensivas nas homenagens políticas, como a vice-governadora do Distrito Federal e a representação do roubo da faixa da presidente Dilma Rousseff. A primeira-dama do país alegou desistência de participar do desfile na Marquês de Sapucaí para evitar retaliações ao marido, mas sua equipe teria atuado para criar uma agenda que beneficiasse a campanha presidencial.
Outras questões devem ser discutidas pelo Tribunal Superior do Trabalho, como a validade de normas que permitem ampliar a jornada de trabalho em atividades insalubres sem autorização prévia. Especialistas e sindicatos devem avaliar os impactos dessa medida em uma audiência marcada para o dia 12 de março.
O Carnaval passou a ser um espaço mais complexo, onde desfiles políticos misturam campanha e tradição. O desfile em questão, no entanto, pode ser revisado pela Justiça Eleitoral e pelos tribunais superiores, com possíveis consequências para a escola e seus apoiadores.


