A Receita Federal do Brasil reconheceu que houve desvios no acesso a dados fiscais de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e de seus familiares. A declaração foi feita após uma operação da Polícia Federal (PF) que investiga o vazamento de informações sigilosas relacionadas aos integrantes da Corte e seus parentes.
A operação, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, envolveu o cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão em Estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Embora não tenham ocorrido prisões, a Justiça implementou medidas cautelares, como afastamento de função pública e proibição de deixar o País.
Em nota, a Receita declarou que não tolera desvios relacionados ao sigilo fiscal e que, em janeiro, o STF pediu uma auditoria em seus sistemas para identificar acessos indevidos a dados de ministros e outras autoridades. A Corregedoria da Receita já havia iniciado um procedimento investigatório com base em informações da imprensa, e a auditoria continua em progresso.
O órgão também reforçou os mecanismos de controle de acesso a dados fiscais desde 2023, resultando em processos disciplinares que levaram a demissões e sanções administrativas. A Receita Federal assegurou que manterá rigor na apuração do caso e que novas informações serão divulgadas conforme as investigações avançam.


