Kléber Cabral, presidente da Unafisco (Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal), declarou que é mais fácil investigar o PCC do que algumas autoridades em entrevista à GloboNews. Essa afirmação surge em um momento de críticas à investigação do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre a quebra de sigilo fiscal de ministros e seus familiares.
Recentemente, o ministro do STF, Alexandre de Moraes, autorizou buscas e apreensões de bens de quatro servidores do Fisco investigados. A Polícia Federal cumpriu mandados em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, como parte do inquérito das fake news, que foi instaurado em 2019 e ainda não chegou a uma conclusão.
Cabral ressaltou que, devido ao temor de retaliações, auditores da Receita Federal hesitam em investigar autoridades. Ele lembrou que, há sete anos, Moraes tomou decisões contra servidores da Receita, que foram posteriormente reintegrados por falta de evidências, mas não sem deixar um legado de desestímulo às investigações relacionadas a autoridades.
O presidente da Unafisco também mencionou que, em 2019, a Receita realizou fiscalizações que incluíam 133 pessoas, entre elas ministros do Supremo, mas que foram suspensas pela determinação de Moraes. Para Cabral, isso transmite uma mensagem de que fiscalizar certas figuras é um risco para os auditores fiscais.


