O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, deu seu primeiro depoimento no Tribunal Superior do Condado de Los Angeles em um processo que alega que plataformas de mídia social causam dependência em jovens. A autora da ação, Kaley G.M, de 20 anos, afirma que a Meta, proprietária do Facebook e Instagram, e o Google criaram plataformas prejudiciais à saúde mental dos usuários mais jovens.
Durante o interrogatório, Zuckerberg foi questionado sobre um e-mail de 2015 que exigia um aumento de 12% no tempo gasto nas plataformas para cumprir metas internas. Ele negou que isso fosse uma meta oficial, alegando que era apenas uma forma de verificar se o produto estava no caminho certo.
Zuckerberg ainda abordou o uso de menores de 13 anos no Instagram, explicando que muitos usuários mentem sobre a idade ao se inscrever. Ele também discutiu a responsabilidade das empresas em ajudar usuários vulneráveis, afirmando que uma empresa razoável deve tentar ajudar aqueles que utilizam seus serviços.
O julgamento, iniciado em 9 de fevereiro, é considerado um caso de referência que pode influenciar ações semelhantes contra grandes empresas de tecnologia. Kaley acusa a Meta de projetar sua plataforma para maximizar o engajamento compulsivo, utilizando mecanismos como rolagem infinita e notificações constantes. As big techs, por sua vez, argumentam que a ação viola a 1ª emenda da constituição dos EUA ao responsabilizá-las pela curadoria de conteúdo.


