Rede de varejo reduz 22% o número de lojas desde recuperação judicial

A Americanas encerrou 193 estabelecimentos em 2025, totalizando apenas 1.470 lojas físicas funcionando até dezembro. Planos de transformação não impedem retração e dependência excessiva do modelo tradicional, mesmo em meio a forte queda de clientes e vendas digitais quase inexistentes.
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A Americanas, que chegou a operar quase 2 mil lojas em sua fase de maior crescimento, agora enfrenta uma redução expressiva de sua rede física. Desde o pedido de recuperação judicial em janeiro de 2023, a empresa fechou 22% de suas unidades, passando de 1.880 para 1.470 lojas em funcionamento até dezembro do ano passado.

O fechamento de 193 pontos em 2025 reflete a continuidade do processo de retração. Em relação ao mesmo período de 2024, quando havia 1.663 lojas, registrou-se uma queda de 11,6%. Entre os fechamentos está a unidade do Shopping Iguatemi em São Paulo, que operava em um dos endereços mais valorizados do varejo nacional, e agora será ocupada pelo supermercado Guanabara.

Apesar de mencionar ajustes estratégicos para adequação ao modelo atual de negócios, com enfoque na experiência do consumidor, a rede opera ainda em grande parte com lojas físicas. Em dezembro de 2025, 99,98% dos itens vendidos vinham de estabelecimentos presenciais, totalizando 150,66 milhões de produtos, enquanto apenas 26 mil foram comercializados online.

A base de clientes da Americanas também sofreu impacto da redução de lojas. De 47,3 milhões de consumidores ativos no fim de 2024, o total caiu para 40,8 milhões em dezembro de 2025, uma perda de quase 7 milhões de clientes devido à diminuição da rede e à fraca performance digital.

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