Brasileiro nunca pagou tanto imposto: sob Lula arrecadação bate recorde e e crava R$ 325 bi em Janeiro

Lula durante a inauguração do centro de emergência. — Foto: Notícias ao Minuto
Lula durante a inauguração do centro de emergência. — Foto: Notícias ao Minuto

O brasileiro nunca pagou tanto imposto como agora. Sob o governo Lula 3, a arrecadação federal com impostos, contribuições e demais receitas somou R$ 325,8 bilhões em janeiro deste ano, informou a Receita Federal nesta terça-feira (24). O montante equivale a um aumento real de 3,56% na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando o recolhimento atingiu R$ 314,54 bilhões, já corrigidos pela inflação.

Segundo o órgão, trata-se do maior valor já registrado para o mês desde o início da série histórica, em 1995. O resultado consolida o primeiro mês do ano como recorde absoluto em termos nominais e reais ao longo de 32 anos de acompanhamento estatístico.

O desempenho ocorre em meio a um cenário de reforço da arrecadação federal e ampliação de medidas tributárias adotadas pelo Executivo.

No mesmo dia da divulgação dos dados fiscais, foi destacada a decisão do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de elevar o Imposto de Importação para 1.252 produtos dos setores de máquinas, equipamentos e tecnologia, incluindo computadores e smartphones.

A medida foi aprovada pelo Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex) no início do mês e passa a valer em março. As alíquotas passam a variar entre 7,2% e 25%, com faixas intermediárias de 10%, 12,6%, 15% e 20%.

O governo sustenta que a recomposição tarifária busca proteger a indústria nacional. No entanto, a decisão ocorre no momento em que o país registra recorde de arrecadação e amplia a carga tributária incidente sobre determinados segmentos.

A Associação Brasileira dos Importadores (ABIMP) avalia que a elevação das tarifas pode impactar preços e custos de produção. A entidade citou como exemplo o aumento da alíquota de smartphones, que passou de 16% para 20% em fevereiro de 2026.

Segundo a associação, parte relevante dos produtos atingidos corresponde a bens intermediários e componentes utilizados na indústria nacional, o que pode afetar cadeias produtivas integradas e pressionar custos.

A entidade também aponta que mudanças na estrutura tarifária interferem no planejamento industrial e nos prazos de abastecimento, especialmente em setores dependentes de insumos importados.

Por Conexão Política

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