A guerra entre Rússia e Ucrânia entrou em seu 5º ano nesta terça-feira (24.fev.2026) com impactos sobre civis, militares e infraestrutura. O conflito se consolidou como a guerra ininterrupta entre Estados mais duradoura na Europa desde a 2ª Guerra Mundial (1939-1945), com impacto devastador sobre civis, militares e infraestrutura.
Desde 1945, a região já testemunhou outros confrontos, como o conflito entre Turquia e Grécia nas décadas de 1960 e 1970. Ainda, a guerra na Iugoslávia nos anos 1990. A disputa interna levou à criação de novos Estados independentes como Bósnia e Herzegovina, Croácia, Sérvia, Kosovo e Macedônia do Norte. Nenhum desses episódios, no entanto, alcançou a escala da guerra na Ucrânia. Dados levantados pelo Poder360 indicam que o custo humano acumulado — incluindo mortos, feridos, desaparecidos e deslocados— já chega a 10 milhões de pessoas. Os dados são da ONU e da ONG Human Rights Watch.
Além disso, a Rússia mantém o controle de aproximadamente 20% do território ucraniano, cerca de 120 mil km², enquanto a linha de frente se estabilizou em uma guerra de atrito, com avanços russos calculados entre 15 e 70 metros por dia em ofensivas recentes. Esses dados foram compilados pelo United24 Media, plataforma vinculada ao governo ucraniano que acompanha e divulga estatísticas sobre a guerra. O país também já teve 50% da sua geração de energia comprometida.
PERSPECTIVAS PARA A PAZ
As negociações ainda não conseguiram conciliar as exigências de ambos os países. Para a Ucrânia, a paz também é assegurar que o avanço russo não se repetirá. Kiev busca garantias de segurança rígidas, incluindo a manutenção de sua soberania e a possibilidade de contar com alianças internacionais para proteção, como a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) –aliança militar ocidental liderada pelos Estados Unidos.
O país insiste que qualquer cessar-fogo deve ser acompanhado de mecanismos que impeçam a violação de tratados. Oleg Vlasenko, ministro-conselheiro da Ucrânia no Brasil, destaca o ceticismo ucraniano em relação a compromissos históricos: “A Ucrânia entregou o 3º maior arsenal nuclear do mundo em troca de promessas. Não podemos repetir esses erros, e por isso as garantias devem ser muito sérias”.
Para Moscou, a “Operação Especial Militar” –termo preferido pelo Kremlin– só terminará quando as preocupações estratégicas forem atendidas. O embaixador Alexey Kazimirovitch Labetskiy condiciona o cessar-fogo à neutralidade ucraniana.
“O que nos interessa é estabelecer a paz e proteger os direitos do povo russo, de nosso país e da identidade russa. Não nos interessa o alargamento da Otan. […] O cessar-fogo que teria como único objetivo permitir o rearmamento do governo ucraniano não nos convém”, declara.
Outro ponto do Kremlin seria a realização de eleições na Ucrânia sob supervisão e alinhamento com a “nova ordem”, como mencionado por Labetskiy, uma medida criticada por Kiev como tentativa de ingerência.
Fonte: Poder 360


