O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça prendeu preventivamente o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva, apontado pela Polícia Federal (PF) como integrante de uma estrutura paralela de monitoramento e intimidação vinculada ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.
A decisão indica que Marilson integrava o grupo informalmente denominado “A Turma” e usava a experiência e os contatos da carreira policial para obter dados sensíveis e monitorar pessoas consideradas adversárias pelo grupo. A PF afirma que ele coletava e compartilhava informações para antecipar ou neutralizar riscos de investigações oficiais e da atuação de jornalistas, ex-funcionários e outros indivíduos críticos ao Master.
A investigação indica ainda que Marilson atuava na estrutura logística do grupo, contribuindo para identificar pessoas de interesse, localizar indivíduos e levantar dados estratégicos. Suas atividades eram coordenadas com outros integrantes do núcleo de intimidação, sob a liderança operacional de Luiz Phillipe Machado de Moraes Mourão.
A PF sustenta que Mourão realizava consultas e extrações de informações em sistemas restritos de órgãos públicos, inclusive em bases de instituições de segurança pública e investigação policial, com o uso de credenciais funcionais de terceiros.


