O Brasil tem se destacado no controle do tabagismo desde 1986, quando políticas públicas foram implementadas para combater o hábito de fumar. Historicamente, a prevalência de fumantes entre a população adulta caiu de 34,8% em 1989 para 9,3% em 2023. Essa trajetória positiva, no entanto, apresenta um ritmo de desaceleração nos últimos anos.
Pesquisas indicam que, desde 2015 e 2016, a queda na proporção de fumantes nas capitais estaduais tem sido mais lenta. Se essa tendência continuar, projeta-se que o Brasil atingirá 2030 com uma taxa de 7,96% de tabagismo, acima da meta de 6,24% definida para o período no Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas e Agravos Não Transmissíveis.
Diversos fatores contribuem para essa desaceleração, incluindo cortes nos investimentos em políticas públicas devido à crise econômica, além da popularização dos dispositivos eletrônicos para fumar. A falta de avanços regulatórios e o congelamento do preço dos cigarros entre 2016 e 2024 também são citados como obstáculos.
A combinação desses elementos pode comprometer o progresso nas iniciativas de saúde pública e no controle do tabagismo no Brasil, exigindo atenção e novas abordagens para se alcançar as metas estabelecidas.


